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Petition to The Economist

Denúncia do artigo da revista "The Economist" sobre a crise no Brasil

Denúncia do artigo da revista "The Economist" sobre a crise no Brasil (English version at the end) A revista britânica The Economist publicou recentemente um artigo em que pede a renúncia da Presidenta Dilma Rousseff: Brazil’s political crisis. Time to go. The tarnished president should now resign. (http://www.economist.com/news/leaders/21695391-tarnished-president-should-now-resign-time-go   Nós, professores e pesquisadores brasileiros, abaixo assinados, repudiamos o conteúdo inverídico e parcial do artigo, mas além disso denunciamos seu objetivo não declarado de propaganda neoliberal e seu tom vergonhosamente imperialista.  A revista trata de temas da economia política brasileira sem conhecimento da realidade: por exemplo, menciona a recessão da economia brasileira, mas não aponta suas causas (que não são apenas domésticas); fala da atual taxa de desemprego no Brasil (8,2%), mas não a compara com as taxas de desemprego em outros países (8,5% na Bélgica, 10% na França, 12% na Itália e em Portugal, 21% na Espanha, 25% na África do Sul); cita os milhões de brasileiros que saíram às ruas em nome do “Fora Dilma”, mas esquece os outros (e outras) milhões que vêm protestando, cada vez com mais energia, contra o golpe e a favor da democracia; alude à prisão do ex-Presidente Lula, mas não analisa, com devida precisão, o conjunto de práticas ilegais, a falta de isenção e de imparcialidade de parcela do Poder Judiciário e do Ministério Público na condução da Operação Lava-Jato. De fato, The Economist apenas se soma aos esforços da mídia brasileira golpista na prática de um jornalismo marrom e politicamente engajado, à direita. Esquece-se, ou talvez simplesmente desconheça, que, nos termos do artigo 52, inciso I da Constituição, impeachment sem comprovação de crime de responsabilidade do Chefe do Poder Executivo é golpe. The Economist junta-se a Globo, Folha, Estadão ou Veja, que na conjuntura política brasileira não desempenham o papel de genuínos meios de comunicação, mas sim de instrumentos espúrios de manipulação política da sociedade e de tentativa de construção de uma “opinião pública” favorável ao “golpe branco”. Quanto ao tom do artigo publicado, e de modo bastante diferente de outros jornais britânicos (The Guardian, por exemplo), The Economist adota velha roupagem colonial ao propor à Presidenta de uma nação soberana, eleita por mais de 54 milhões de cidadãos (número que representa quase 85% da população total do Reino Unido), simplesmente que renuncie; que não lute em nome da soberania popular que lhe dá legitimidade. Mais uma vez, a revista não declara, mas assume postura claramente oposicionista, procurando interferir no jogo político doméstico brasileiro. Faz ingerência sem ter sido convidada. Como reagiriam os britânicos se no Brasil, em nome da defesa dos ideais republicanos, fosse publicado artigo sobre o caráter retrógrado da monarquia e da realeza no Reino Unido, sem cuidado analítico algum em relação à história e à natureza da sociedade e da política daquele país? Denunciamos o editorial da revista que, mais uma vez, demonstra total desconhecimento da realidade brasileira, por permitir-se opinar sem conhecer, e isso em um momento particularmente crítico da Nossa História. Tal comportamento nos faz pensar que The Economist precisa libertar-se, já é hora, do “fardo do homem branco”...   Critical stance on The Economist's article about Brazil's crisis   The British  weekly news magazine The Economist has published an article entitled “Time to go: The tarnished president should now resign.” (http://www.economist.com/news/leaders/21695391-tarnished-president-should-now-resign-time-go  asking Brazil’s president, Dilma Rousseff, to step down..   We, Brazilian university professors and researchers, undersigned, come in public to denounce the untruthful and biased nature of this text as well as its neoliberal and imperialistic agenda. The Economist addresses key issues pertaining to Brazil’s economy in a careless manner. For example, it speaks of the country’s current economic crisis but does not identify its causes, leaving the reader to conclude that they are all domestic. It says that Brazil’s unemployment rate is now 8,2%, but forget to compare that figure with those of other nations such as Belgium (8.5%), France (10%), Italy (12%), Portugal  (12%), Spain (21%), and South Africa (25%). It stresses that millions of Brazilians have recently protested against Dilma’s presidency, but is entirely oblivious to the fact that millions of Brazilians have also taken to street to support democracy against the ones who want to oust her at any cost. It cites the detention of ex-president Lula da Silva but has no word to the series of illegal procedures and arbitrary measures that have been adopted by members of the judiciary and of the General Attorney’s Office in the course of the investigations of the Lava Jato corruption scandal. In sum, The Economist does nothing more than mimic the reactionary attitude of the Brazilian big media, whose political journalism has abandoned any pretense of fairness and impartiality and is moving a war against Dilma, Lula, and their Workers’ Party for at least a decade. The British magazine seems to ignore the fact that article 52 (item I) of Brazil’s Constitution states that a President can only be impeached if he/she has provenly committed a “crime of responsibility”. So far there is no evidence that Dilma has committed such a crime. Thus, any attempt to oust her amounts to a political coup. But acting in such an irresponsible manner, The Economist join forces with Globo, Folha de São Paulo, Estado de São Paulo, Veja Magazine and many other news outlets owned by the five families of Brazil’s big media in their effort to manipulate public opinion to the point of legitimating a “white coup”. Differently from articles about Brazil’s current crisis published by other British news media, such as The Guardian, the piece in The Economist is impregnated with colonialist arrogance. It dares to ask a president of a sovereign nation, elected by 54 million voters (85% of the UK’s population), simply to resign and to relinquish the legitimacy granted to her by the electoral process. Brazil has a presidential political regime, which as such does not have a vote of no confidence. Loser political forces must wait for the next election. If there is no crime, a President cannot be impeached because of a drop in popularity polls, poor performance of the economy, or any other ruse. Maybe the magazine’s editors think all political regimes must be like the British Parliament, or maybe they just do not care. It is not the first time that this magazine, which is widely read around the world, tries to influence Brazil’s politics and policy by dictating the “right thing to do”. We wonder how most Britons would react to an article published by a widely read magazine calling their monarchy a retrograde political system, without taking into consideration the UK’s history and the nature of its society and politics. For all these reasons we denounce the editorial of The Economist, a publication that once again feels free to pass judgement on Brazil without showing the facts from different perspectives, contributing to the attack on the country’s democratic institutions currently under way. Such behavior makes us think that it is about time The Economist let go off “the white man’s burden”. Adalberto Cardoso, Professor do IESP-UERJ. Breno Bringel, Pesquisador e Professor do IESP-UERJ e editor do openMovements/openDemocracy Carlos R. S. Milani, Professor do IESP-UERJ. Cesar Guimarães, Professor. Fabiano Santos, Professor do IESP-UERJ. Fernando Fointainha, Professor do IESP-UERJ. João Feres Júnior, Professor do IESP-UERJ. Maria Regina Soares de Lima, Professora do IESP-UERJ. Renato Raul Boschi, Professor do IESP-UERJ. Novos apoios/New supporters: Rubens Duarte, Birmingham, Reino Unido Magno Silva, Rio de JaneiroAlonço Viana, Rio de Janeiro Rafael Moura Rio De Janeiro, Brasil Larissa Ormay Rio de Janeiro, Brasil Augusto Tessaro Porto União, Brasil Vinicius Werneck Juiz de Fora, Brasil Guilherme Simões Reis, Rio de Janeiro, Professor da Escola de Ciência
Política da UNIRIO Melissa Santos da Silva Rio de Janeiro, Brasil Juan Pablo Prado, Profesor Puebla, MéxicoCamilla Cardoso Rio De Janeiro, Brasil Vera Pereira Rio de Janeiro, Brasil Maria Bridi Curitiba /UFPR, Brasil Hugo Bras Rio de Janeiro, Brasil Lorena Ribeiro de Aguiar da Silva Rio de Janeiro, BrasilJoao de Mello Neto Rio de JaneiroBetânia Gonçalves Belo HorizonteDanillo Bragança Rio de Janeiro, Brasil Sydenham Lourenço Neto Niterói, Brasil Rafael Rezende Rio de Janeiro, Brasil ELEONORA KIRA DE MOURA Cabo Frio MARINA LACERDA Brasília, Brasil Rodrigo Silva Rio de Janeiro, Brasil Júlio Cézar Oliveira de souza São Gonçalo, Brasil Cristiane De Mello Pimentel Angra dos Reis, Brasil Fabricio neves Brasília, Brasil Paula Seloto Oliveira Junqueirópolis, Brasil Guiomar De sousa Arraial do Cabo, BrasilMagda de Almeida Neves Neves Belo Horizonte, Brasil Diorge Konrad Santa Maria, BrasilAndré Carvalho Rio de Janeiro, BrasilMarilza Antunes de Lemos SOROCABA, Brasil hedy stary São Paulo, BrasilEdilamar Galvão da Silva São Paulo, Brasil Ademir Martins Macaé/RJ, Brasil Reda Soueid Sao paulo, Brasil Raquel Weiss, professora de Porto Alegre, Brasil, Sociologia da UFRGS Débora Azevedo Brasília, Brasil Alex Ribeiro Belo Horizonte, Brasil Roberto Baptista Rio de Janeiro, Brasil Jean Camargo Brasília, Brasil Isabelle Weber Rio de Janeiro Pedro Henrique Leite Juiz de Fora Anselmo Rodrigues Rio de Janeiro, Brasil Helen de Freitas Macaé, Brasil Marcelo Tosta Rio de Janeiro, Brasil beatriz puccini So Paulo, Brasil Antonio Nuzzi Rio de Janeiro, Brasil Alberto Roger Farias das Silva Rio de Janeiro, Brasil Eliane Cristina Damasceno Tarumirim, Brasil Coleta Tina Zacarias Gama Rio de Janeiro, Brasil Katia Miccolis Juiz de Fora MG, Brasil José Luiz Soares Rio de Janeiro, Brasil Marta Skinner Rio de Janeiro, Brasil James Willian de Paula Osasco, Brasil Maria de Fatima da Silva Rio de Janeiro, Brasil Andrea Carmo Sampaio, Rio de Janeiro, Brasil   Leonardo Ferraz Osasco, BrasilIury Faria da Silva Dores do Rio Preto, Brasil Marcelo Queiroz Rio de Janeiro, Brasil Giselia Franco Potengy Rio de Janeiro, Brasil Cristiano Avila Belo Horizonte, Brasil Claudia Marcia Silva Belo Horizonte, Brasil Carolina Salgueiro São Paulo, Brasil Silvia Jaegger Gama Martins Soares (MG), Brasil Pedro Luiz Naglis Tiburcio Rio De Janeiro, Brasil Suzana Pequeno Rio de Janeiro, Brasil Igor Acácio San Diego, CA, Estados Unidos Raquel Leonor Barros Fraga Sao Paulo, Brasil Magno Moreira Elias Macaé RJ, Brasil mayte benicio rizek são paulo, Brasil Sandra Lucia Barsotti Rio de Janeiro, Brasil Luis Paulo Ferraz SAO PAULO, Brasil Alexander Englander Rio de Janeiro, Brasil Gabriele Cardoso Martins Nova Iguaçu, Brasil Andrea Gruber Vienna, Áustria Katarzyna Baran Antwerp, Bélgica Maisa Cardoso Nunes Cardoso Belo Horizonte, Brasil Carolina Milhorance Rio de Janeiro, Brasil João Rafael Morais Rio de Janeiro, Brasil Juliana Martins Alves Juiz de Fora, Brasil  Carolina Matos London, ENG, Reino Unido Carlos Salas Sao Paulo, Brasil 2016-03-28 Pedro Paulo Rodrigues Rocha Ubá, Brasil Diego Ramos Magé, BrasilMarcos Gláuber Araújo do Rio de Janeiro, Brasil Lucas Stelling Rio de Janeiro, Brasil Luciane Silva, Campos dos Goytcazes, Brasil Victor Giraldo Eulalia Herrera Teixeira Drielle da Silva Pereira João Márcio Mendes Pereira Pablo Braga Juliana Foguel Alana Camoça Vera Alves Cepêda Elaine Scarinci Adriana Goulart de Sena Orsini Roseli Bregantin Barbosa Marlise Almeida ana teixeira Danielle Ayres Paulo Jannuzzi Renata Lacerda Inês Pitaluga      

Carlos Milani
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