Responsabilização civil e criminal da Vale pelo rompimento da barragem em Brumadinho - MG

O problema

O rompimento da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais, no dia 25 de janeiro de 2019, não só é uma tragédia anunciada como também um crime ambiental doloso, dado que a Vale continuamente coloca em risco a vida das pessoas e diariamente assume o risco de causar novos desastres ambientais, não se mobilizando para evitá-los. 

Até o momento em Brumadinho há quase 200 mortos e mais de 100 desaparecidos, além da destruição do rio Paraopeba com 13 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro. 

Por isso, aqui pedimos a mobilização da sociedade civil e de todas instituições responsáveis pela proteção dos direitos no Brasil para:

1)      Que a VALE seja responsabilizada civilmente a reparar INTEGRALMENTE os danos causados pelo rompimento de todas as barragens de sua empresa e empresas controladas;

2)      Que a empresa seja responsabilizada criminalmente pelos delitos ambientais independentemente da responsabilização concomitante da pessoa física que age em seu nome;

3)      Que seja pedida a prisão preventiva dos diretor-presidente, diretor-geral de operações, gerente-geral de projetos, gerente de operações, coordenador técnico de planejamento e monitoramento e gerentes da Vale;

4)      Que seja pedida a prisão preventiva dos engenheiros responsáveis pelo Atestado de Responsabilidade Técnica da barragem de Brumadinho;

5)      Aos Subsecretários de Regularização Ambiental e de Fiscalização Ambiental da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), que exerçam o poder de polícia ambiental para minimizar os danos causados pelo incidente;

6)       E ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (CREAMG) que adote as providências administrativas cabíveis para responsabilizar os responsáveis técnicos por todas as obras realizadas pela Vale.

Há três anos, em 5 de novembro de 2015, o Brasil presenciou o pior desastre ambiental da sua história, com o rompimento da barragem de Fundão, que abrigava cerca de 56,6 milhões de metros cúbicos de lama de rejeitos tóxicos, que atingiram os afluentes e o próprio Rio Doce, destruíram distritos e deixaram milhares de moradores da região sem água e sem trabalho. Este desastre criminoso foi perpetrado pela Samarco, e sua controladora, a empresa da Vale, que causaram a morte de 19 pessoas, destruiram um dos dez maiores rios do mundo, e soterraram a cidade de Mariana sob uma camada de lama tóxica.

Desde então, a mídia e a sociedade civil têm anunciado extensivamente que a negligência da empresa Vale causaria um novo desastre ambiental em virtude da fiscalização frágil e deficiente das barragens pela empresa e pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), segundo parecer do TCU.

Na Justiça, o Superior Tribunal de Justiça anulou homologação do acordo de recuperação do Rio Doce pelos danos do rompimento da barragem do Fundão e a Justiça Federal suspendeu não só o processo de reparação por danos ambientais como também suspendeu a ação criminal por responsabilização das 19 mortes causadas.

Hoje, a Vale, empresa que lucrou R$ 17,6 bilhões apenas no ano de 2017, continua se eximindo de reparar os danos causados pelo rompimento da barragem do Fundão e continua a colocar em risco a vida e o patrimônio público e particular das pessoas que residem nas áreas adjacentes às suas barragens, como está acontecendo com Brumadinho. 

Isso não pode continuar assim! Assine a petição e compartilhe com os amigos. Vamos exigir que a justiça seja feita!

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Pedro BarrosCriador do abaixo-assinadoAdvogado, Servidor Público, mas antes de tudo, Cidadão.

489.002

O problema

O rompimento da barragem de Brumadinho, em Minas Gerais, no dia 25 de janeiro de 2019, não só é uma tragédia anunciada como também um crime ambiental doloso, dado que a Vale continuamente coloca em risco a vida das pessoas e diariamente assume o risco de causar novos desastres ambientais, não se mobilizando para evitá-los. 

Até o momento em Brumadinho há quase 200 mortos e mais de 100 desaparecidos, além da destruição do rio Paraopeba com 13 milhões de metros cúbicos de rejeitos de minério de ferro. 

Por isso, aqui pedimos a mobilização da sociedade civil e de todas instituições responsáveis pela proteção dos direitos no Brasil para:

1)      Que a VALE seja responsabilizada civilmente a reparar INTEGRALMENTE os danos causados pelo rompimento de todas as barragens de sua empresa e empresas controladas;

2)      Que a empresa seja responsabilizada criminalmente pelos delitos ambientais independentemente da responsabilização concomitante da pessoa física que age em seu nome;

3)      Que seja pedida a prisão preventiva dos diretor-presidente, diretor-geral de operações, gerente-geral de projetos, gerente de operações, coordenador técnico de planejamento e monitoramento e gerentes da Vale;

4)      Que seja pedida a prisão preventiva dos engenheiros responsáveis pelo Atestado de Responsabilidade Técnica da barragem de Brumadinho;

5)      Aos Subsecretários de Regularização Ambiental e de Fiscalização Ambiental da Secretaria de Estado de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (Semad), que exerçam o poder de polícia ambiental para minimizar os danos causados pelo incidente;

6)       E ao Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Minas Gerais (CREAMG) que adote as providências administrativas cabíveis para responsabilizar os responsáveis técnicos por todas as obras realizadas pela Vale.

Há três anos, em 5 de novembro de 2015, o Brasil presenciou o pior desastre ambiental da sua história, com o rompimento da barragem de Fundão, que abrigava cerca de 56,6 milhões de metros cúbicos de lama de rejeitos tóxicos, que atingiram os afluentes e o próprio Rio Doce, destruíram distritos e deixaram milhares de moradores da região sem água e sem trabalho. Este desastre criminoso foi perpetrado pela Samarco, e sua controladora, a empresa da Vale, que causaram a morte de 19 pessoas, destruiram um dos dez maiores rios do mundo, e soterraram a cidade de Mariana sob uma camada de lama tóxica.

Desde então, a mídia e a sociedade civil têm anunciado extensivamente que a negligência da empresa Vale causaria um novo desastre ambiental em virtude da fiscalização frágil e deficiente das barragens pela empresa e pelo Departamento Nacional de Produção Mineral (DNPM), segundo parecer do TCU.

Na Justiça, o Superior Tribunal de Justiça anulou homologação do acordo de recuperação do Rio Doce pelos danos do rompimento da barragem do Fundão e a Justiça Federal suspendeu não só o processo de reparação por danos ambientais como também suspendeu a ação criminal por responsabilização das 19 mortes causadas.

Hoje, a Vale, empresa que lucrou R$ 17,6 bilhões apenas no ano de 2017, continua se eximindo de reparar os danos causados pelo rompimento da barragem do Fundão e continua a colocar em risco a vida e o patrimônio público e particular das pessoas que residem nas áreas adjacentes às suas barragens, como está acontecendo com Brumadinho. 

Isso não pode continuar assim! Assine a petição e compartilhe com os amigos. Vamos exigir que a justiça seja feita!

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Pedro BarrosCriador do abaixo-assinadoAdvogado, Servidor Público, mas antes de tudo, Cidadão.

Os tomadores de decisão

Advocacia Geral da União no Estado de Minas Gerais
Advocacia Geral da União no Estado de Minas Gerais
Procurador Geral de Justiça de Minas Gerais
Procurador Geral de Justiça de Minas Gerais
Dr. Antônio Sérgio Tonet, procurador-geral de Justiça
Dr. Antônio Sérgio Tonet, procurador-geral de Justiça

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Abaixo-assinado criado em 25 de janeiro de 2019