CARTA ABERTA EM DEFESA DO MEIO AMBIENTE - ASCEMA NACIONAL

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A Associação Nacional dos Servidores da Carreira de Meio Ambiente - ASCEMA Nacional e as pessoas apoiadoras, abaixo-assinadas, manifestam o seu repúdio às críticas ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade - ICMBio e ao Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis - IBAMA, proferidas em entrevista durante campanha eleitoral em Porto Velho/RO, de certo candidato à presidência do Brasil. As críticas à fiscalização ambiental parecem ter ganhado destaque na agenda do deputado após o mesmo ter sido autuado por pescar dentro dos limites da Estação Ecológica de Tamoios, delito previsto na lei de crimes ambientais. Exigimos respeito aos funcionários da área ambiental, que já enfrentam situações de campo extremamente adversas no cumprimento de seus deveres de servidores públicos.

O ICMBio e o IBAMA são instituições com a missão de salvaguardar o patrimônio ambiental do país, conforme previsto na Constituição Federal de 1988. As ações de fiscalização desses órgãos se pautam por critérios técnicos, seguindo a legislação ambiental vigente no Brasil.

A proposta defendida pelo candidato, de fusão do Ministério do Meio Ambiente com o Ministério da Agricultura, na prática, representaria a extinção do MMA e suas autarquias vinculadas. Constituiria assim um grave retrocesso na gestão e preservação do patrimônio natural da nação e demonstra o desconhecimento do trabalho desenvolvido pelos
servidores dessas instituições.

Tal discurso, alinhado com os setores mais conservadores e antipopulares do Brasil, só reforça a lógica de desmonte do serviço público. Setores econômicos que representam a elite do atraso, sem compromisso com o patrimônio ambiental do Brasil, promovem os
ataques à legislação e aos órgãos ambientais, como nos casos recentes da tramitação do Pacote do Veneno, de uma nova Lei Geral do Licenciamento, a Liberação da Caça, o aparelhamento partidário nos cargos comissionados e, no limite extremo, o congelamento de recursos orçamentários imposto pela famigerada Emenda Constitucional 95, chamada de PEC do Fim do Mundo, que precariza o serviço público como um todo.

O povo brasileiro, ainda de luto pela perda terrível na tragédia anunciada do incêndio no Museu Nacional, merece uma abordagem mais séria e qualificada em relação ao seu imenso patrimônio ambiental e científico. É preciso dar um basta na apologia à violência, à tortura, ao estupro, à misoginia, ao racismo, à LGBTfobia e à negação de direitos de povos
indígenas e populações tradicionais.

Espera-se dos futuros dirigentes do país proposta de novo modelo de desenvolvimento, ambientalmente responsável, economicamente viável e com inclusão e justiça social.

#MARÉSocioambiental
#NãoAoRetrocessoSocioambiental
#MexeuComUm@MexeuComTod@s

The National Association of Environmental Public Servants - ASCEMA and the undersigned supporters express their rejection to the criticism of the Chico Mendes Institute for Biodiversity Conservation - ICMBio and the Brazilian Institute for the Environment and Renewable Natural Resources - IBAMA, given in an interview during an election campaign rally in Porto Velho / RO by a certain candidate for the presidency of Brazil.
Critics of environmental monitoring appear to have gained prominence on the candidate’s agenda after he was fined for fishing within the limits of the Tamoios Ecological Station, an offense under the environmental crimes law.
We demand respect for employees in the environmental area, who already face extreme adverse situations in the fulfilment of their duties as public servants.
ICMBio and IBAMA are institutions with the mission of safeguarding the country's environmental heritage, as provided for in the Federal Constitution of 1988. The inspection actions of these bodies are guided by technical criteria, following the environmental legislation in force in Brazil.
The proposal defended by the candidate, to merge the Ministry of the Environment with the Ministry of Agriculture, in practice, would represent the extinction of the MMA and its linked entities. This would constitute a serious setback in the management and preservation of the nation's natural heritage and demonstrates the lack of knowledge about these institutions.
Such a discourse, aligned with the more conservative sectors of Brazil, only reinforces the logic of dismantling the public sector.
Economic sectors that represent the elite, without commitment to Brazil's environmental patrimony, promote attacks on legislation and environmental agencies, such as in the recent cases of the “Poison Package”, the new General Licensing Law, the lift on Hunting Regulations and, to the extreme limit, the freezing of budgetary resources imposed by the infamous Constitutional Amendment 95, called PEC of the End of the World, that jeopardize the public service as a whole.
The Brazilian people, still in mourning for the terrible loss suffered in the tragedy of the fire in the National Museum and deserves a more serious and qualified approach in relation to its immense environmental and scientific patrimony.
It is necessary to put an end to violence, torture, rape, misogyny, racism, LGBTophobia and to secure the rights of the indigenous and traditional populations.
The future leaders of the country are expected to propose a new model of development that is environmentally responsible, economically viable, inclusive and focused on social justice.

#MARÉSocioambiental
#NãoAoRetrocessoSocioambiental
#MexeuComUm@MexeuComTod@

La Asociación Nacional de los Servidores de la Carrera de Medio Ambiente – ASCEMA Nacional y las personas que la apoyan, bajo suscritas, manifiestan su repudio a las críticas al Instituto Chico Mendes de Conservación de la Biodiversidad – ICMBio y al Instituto Brasileño de Medio
Ambiente y de los Recursos Naturales Renovables – IBAMA, proferidas en entrevista durante campaña electoral en Puerto Viejo, Rondonia, de cierto candidato a la presidencia de Brasil. Las críticas a la fiscalización ambiental parecen haber ganado destaque en la agenda del diputado
tras el mismo haber sido notificado por practicar pesca ilegal dentro de los límites de la Estación Ecológica de Tamoios, delito previsto en la ley de crímenes ambientales. Exigimos respeto a los funcionarios del área ambiental, que desde luego enfrentan situaciones de campo extremadamente adversas en el cumplimiento de sus deberes de servidores públicos.
El ICMBio y el IBAMA son instituciones con la misión de salvaguardar el patrimonio ambiental del país, conforme previsto en la Constitución Federal de 1988. Las acciones de fiscalización de esos órganos se rigen por criterios técnicos, siguiendo la legislación ambiental vigente en Brasil.
La propuesta defendida por el candidato, de fusión del Ministerio de Medio Ambiente con el Ministerio de Agricultura, en práctica, representaría la extinción del MMA y sus autarquías vinculadas. Constituiría así un grave retroceso en la gestión y preservación del patrimonio natural de la nación y demuestra el desconocimiento del importante trabajo realizado por los servidores de esas instituciones.
Tal discurso, alineado con los sectores más conservadores y antipopulares de Brasil, sólo refuerza la lógica de desmonte del servicio público. Sectores económicos que representan la élite del retraso, sin compromiso con el patrimonio ambiental de Brasil, promueven los ataques a la legislación y a los órganos ambientales, como en los casos recientes de la tramitación del Paquete del Veneno, de una nueva Ley General del Licenciamiento, la Liberación de la Caza, negociación de cargos en comisión y, en el límite extremo, el congelamiento del presupuesto impuesto por la nefasta Enmienda Constitucional 95, llamada de PEC del Fin del Mundo, la cual
precariza el servicio público como un todo.
El pueblo brasileño, aún de luto por la pérdida terrible en la tragedia anunciada del Museo Nacional, merece un abordaje más serio y calificado con relación a su inmenso patrimonio ambiental y científico. Hace falta dar un basta ya en la apología a la violencia, a la tortura, al estupro, a la misoginia, al racismo, a la LGBTfobia y a la negación de derechos de pueblos indígenas y poblaciones tradicionales.
Se espera de los futuros dirigentes del país propuesta de nuevo modelo de desarrollo,
ambientalmente responsable, económicamente viable y con inclusión y justicia social.

#MARÉSocioambiental
#NãoAoRetrocessoSocioambiental
#MexeuComUm@MexeuComTod@

#metoo



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