Solicitação de providências quanto à condução das aulas e às avaliações de Matemática – 4º
Solicitação de providências quanto à condução das aulas e às avaliações de Matemática – 4º
O problema
À Direção e à Coordenação Pedagógica do Colégio Gabarito
Nós, pais e responsáveis pelos alunos do 4º ano do Colégio Gabarito, por meio deste abaixo-assinado, vimos manifestar nossa insatisfação, preocupação e descontentamento com a condução das aulas de Matemática, com o volume de conteúdos e atividades propostas, com a forma de realização das avaliações e com relatos de comportamentos em sala de aula que vêm causando desconforto entre os alunos.
Esta manifestação não tem como objetivo desrespeitar ou desqualificar pessoalmente o professor, mas expressar uma preocupação legítima das famílias com o processo de ensino-aprendizagem, com o ambiente pedagógico e, principalmente, com a forma como as crianças estão vivenciando a disciplina.
Ressaltamos ainda que, conforme relatado pelos pais, não se trata de uma preocupação recente, havendo reclamações relacionadas à condução das aulas e à postura do professor desde o ano passado. Diante da recorrência das manifestações, entendemos que a situação merece uma análise cuidadosa e uma intervenção efetiva da Coordenação Pedagógica e da Direção.
1. Da avaliação de Matemática
Recentemente, foi aplicada uma prova de Matemática na qual, segundo os relatos dos alunos, foram cobrados conteúdos que não teriam sido devidamente trabalhados em sala de aula da mesma forma e com a profundidade exigida na avaliação.
Essa situação causa preocupação, pois uma avaliação deve ser compatível com aquilo que foi efetivamente ensinado, explicado e praticado pelos alunos. O objetivo de uma prova deve ser verificar a aprendizagem, e não surpreender o estudante com conteúdos ou níveis de dificuldade para os quais ele não teve preparação suficiente.
Além disso, aproximadamente 50% da turma considerou a prova muito difícil, havendo relatos de diversos alunos que não conseguiram concluir a avaliação dentro do tempo disponibilizado.
É importante lembrar que estamos tratando de crianças do 4º ano, que ainda estão desenvolvendo habilidades fundamentais de leitura, interpretação, raciocínio, escrita, organização e, inclusive, velocidade para copiar e registrar informações.
Assim, uma avaliação precisa considerar não apenas o conteúdo matemático, mas também a faixa etária, o estágio de desenvolvimento dos estudantes e o tempo razoavelmente necessário para que possam ler, interpretar, raciocinar, calcular e registrar suas respostas.
Uma prova excessivamente extensa ou complexa pode deixar de avaliar o conhecimento matemático do aluno e passar a avaliar principalmente sua capacidade de trabalhar sob pressão e em alta velocidade.
2. Do excesso de conteúdo e de tarefas para casa
Outra preocupação recorrente entre os pais diz respeito à quantidade de conteúdo ministrado em sala e ao volume de tarefas encaminhadas para casa.
Há dias em que são encaminhadas quatro, cinco e até seis páginas de atividades de Matemática para serem realizadas em um único dia, além das tarefas das demais disciplinas, trabalhos e outras atividades que fazem parte da rotina das crianças.
É preciso considerar que alunos do 4º ano são crianças e precisam conciliar suas responsabilidades escolares com descanso, alimentação, convivência familiar, lazer, atividades físicas, cursos e outras experiências importantes para seu desenvolvimento.
Acreditamos que o excesso de atividades não necessariamente produz maior aprendizagem.
Quantidade não é qualidade.
Uma grande quantidade de exercícios pode ser útil em determinadas situações, mas, quando o volume se torna excessivo, existe o risco de transformar o estudo em mera execução mecânica de tarefas, sem que haja tempo suficiente para compreender o conteúdo, identificar dúvidas e consolidar o conhecimento.
Mais importante do que fazer muitas páginas é garantir que a criança entenda o que está fazendo e seja capaz de utilizar o conhecimento posteriormente.
3. Da dificuldade de acompanhar o ritmo das aulas
Os pais também têm recebido relatos de alunos que apresentam dificuldades para acompanhar a quantidade de conteúdo apresentada durante as aulas, copiar o que é colocado no quadro e acompanhar as correções realizadas em sala.
As crianças ainda estão desenvolvendo a capacidade de escrever e copiar com rapidez. Muitas vezes, ao mesmo tempo em que tentam copiar o conteúdo, precisam prestar atenção à explicação do professor.
Quando o ritmo é muito acelerado, o aluno pode acabar tendo que escolher entre copiar ou compreender.
Como consequência, alguns alunos não conseguem acompanhar integralmente as explicações e correções, acumulando dúvidas que posteriormente podem aparecer justamente no momento da avaliação.
O processo pedagógico precisa oferecer tempo para que a criança observe, compreenda, pergunte, erre, corrija e tente novamente.
Errar faz parte do aprendizado. Perguntar também.
4. Dos relatos sobre a postura do professor em sala de aula
Outro ponto que consideramos especialmente preocupante diz respeito a relatos recorrentes de alunos sobre a postura do professor durante as aulas.
Segundo relatos apresentados aos pais, o professor seria, em algumas situações, muito rígido ou bravo com os alunos, chegando algumas vezes a elevar o tom de voz ou gritar com a turma.
Também existem relatos de que, em determinadas situações, quando um aluno não sabe responder alguma questão ou faz uma pergunta para esclarecer uma dúvida, o professor teria feito comentários ou “piadinhas” diante da situação.
Independentemente da intenção do professor, entendemos que esse tipo de comportamento precisa ser analisado com atenção pela Coordenação Pedagógica.
Uma criança de 9 ou 10 anos precisa sentir que pode perguntar sem medo, pode dizer que não entendeu e pode errar sem ser exposta ou constrangida.
O ambiente escolar deve estimular a curiosidade e a participação.
Quando uma criança tem receio de perguntar porque teme uma reação negativa, uma bronca, um grito ou uma brincadeira diante dos colegas, existe o risco de que ela simplesmente deixe de perguntar.
E uma criança que deixa de perguntar pode continuar sem compreender o conteúdo.
Não estamos afirmando que toda manifestação relatada tenha ocorrido exatamente da mesma maneira em todas as situações. Justamente por isso, entendemos que cabe à Coordenação Pedagógica ouvir os alunos, acompanhar a dinâmica da sala e avaliar a situação de forma responsável e imparcial.
O objetivo não deve ser punir ou expor ninguém, mas garantir que o ambiente de aprendizagem seja respeitoso, seguro, acolhedor e pedagogicamente adequado à faixa etária dos estudantes.
5. Da necessidade de equilíbrio entre exigência e didática
Os pais não estão solicitando que a disciplina de Matemática seja facilitada ou que o nível de exigência seja reduzido.
Pelo contrário: queremos que nossos filhos tenham uma formação matemática sólida e de qualidade.
Entretanto, acreditamos que exigência acadêmica não deve ser confundida com excesso de conteúdo, excesso de tarefas, provas excessivamente difíceis ou ritmo incompatível com a capacidade de acompanhamento das crianças.
Um professor pode ser exigente e, ao mesmo tempo, didático, paciente e acessível às dúvidas dos alunos.
É possível manter um elevado padrão acadêmico utilizando estratégias como:
explicações graduais;
exemplos antes da cobrança de exercícios mais complexos;
retomada dos conteúdos em que a turma apresenta dificuldades;
atividades compatíveis com o conteúdo efetivamente ensinado;
correções realizadas em ritmo que permita o acompanhamento dos alunos;
avaliações proporcionais ao que foi trabalhado;
tempo adequado para a realização das provas;
estímulo à participação;
e um ambiente em que o aluno se sinta confortável para perguntar e reconhecer que não entendeu.
A criança não deve ter medo de errar.
O erro é uma das ferramentas mais importantes da aprendizagem.
6. Da responsabilidade da Coordenação Pedagógica
Nossa preocupação é ainda maior porque, conforme relatado pelas famílias, as reclamações relacionadas ao professor e à condução das aulas já vêm ocorrendo desde o ano passado.
Quando manifestações dessa natureza se repetem ao longo do tempo, entendemos que não devem ser tratadas como episódios isolados ou simplesmente como uma questão de adaptação dos alunos ao professor.
É necessária uma avaliação pedagógica mais ampla, envolvendo a Coordenação, a Direção, o professor e, quando necessário, os próprios alunos e seus responsáveis.
A autonomia pedagógica do professor deve ser respeitada, mas ela deve estar acompanhada da responsabilidade institucional da escola de garantir a qualidade do ensino e um ambiente adequado ao desenvolvimento das crianças.
Por isso, solicitamos que a Coordenação avalie:
a compatibilidade entre os conteúdos ministrados e os conteúdos cobrados nas avaliações;
o nível de dificuldade e a extensão das provas;
o tempo destinado às avaliações;
o volume de tarefas encaminhadas para casa;
o ritmo de apresentação dos conteúdos;
o ritmo das correções realizadas em sala;
as dificuldades dos alunos para acompanhar as aulas;
os relatos sobre gritos ou elevação do tom de voz;
os relatos sobre comentários ou brincadeiras diante de erros ou dúvidas dos alunos;
e as reclamações anteriormente apresentadas pelos pais.
7. Das providências solicitadas
Diante de todos os fatos relatados, nós, pais e responsáveis abaixo-assinados, solicitamos respeitosamente à Direção e à Coordenação Pedagógica do Colégio Gabarito a adoção de providências concretas.
Solicitamos, especialmente:
1. A análise da última avaliação de Matemática, verificando a correspondência entre os conteúdos efetivamente ministrados e os conteúdos cobrados;
2. A avaliação da adequação do nível de dificuldade e do tempo destinado às provas, considerando a faixa etária dos alunos;
3. A análise da quantidade de tarefas encaminhadas para casa, buscando evitar uma sobrecarga desproporcional;
4. O acompanhamento pedagógico do ritmo das aulas e das correções, garantindo que os alunos tenham condições de acompanhar, copiar e compreender os conteúdos;
5. A adoção de estratégias didáticas que favoreçam a compreensão e não apenas a execução de grande quantidade de exercícios;
6. A apuração e o acompanhamento dos relatos de alunos sobre gritos, elevação do tom de voz e comentários ou brincadeiras diante de dúvidas ou erros;
7. A adoção de medidas que assegurem um ambiente em que os alunos possam perguntar, errar e manifestar suas dificuldades sem medo de constrangimento;
8. A consideração das reclamações anteriormente apresentadas pelas famílias, tendo em vista que a insatisfação não é recente;
9. O estabelecimento de um diálogo efetivo entre Coordenação, professor e famílias para acompanhamento da situação;
10. A apresentação aos pais de um retorno sobre as providências que serão adotadas para garantir a melhoria do processo de ensino-aprendizagem na disciplina.
8. Da manifestação coletiva das famílias
Ressaltamos que este documento representa a insatisfação e a preocupação dos pais e responsáveis, que desejam uma solução para uma situação que vem causando desconforto e dificuldades entre os alunos.
Não buscamos a redução da qualidade do ensino.
Não buscamos privilégios para nossos filhos.
Não queremos que a escola deixe de cobrar ou exigir.
Queremos, simplesmente, que a exigência venha acompanhada de didática, equilíbrio, respeito e condições adequadas para que as crianças possam aprender.
Nossos filhos estão em uma fase fundamental de formação. É justamente nesse período que precisam desenvolver não apenas conhecimentos, mas também confiança, autonomia, curiosidade e segurança para fazer perguntas e aprender com os próprios erros.
Uma criança que termina uma aula tendo compreendido o conteúdo aprendeu.
Uma criança que faz várias páginas de exercícios sem compreender o que está fazendo não necessariamente aprendeu.
Uma criança que pergunta e recebe uma explicação aprende.
Uma criança que deixa de perguntar por medo de errar ou de ser exposta pode permanecer com sua dúvida.
Por isso, reiteramos:
Quantidade não é qualidade.
Dificuldade não é sinônimo de aprendizagem.
Cobrança não precisa significar pressão excessiva.
E disciplina não deve impedir que a criança tenha segurança para perguntar, errar e aprender.
Confiamos que o Colégio Gabarito compartilhe do compromisso de oferecer uma educação de excelência e que, justamente por isso, receberá esta manifestação como uma contribuição legítima das famílias para o aprimoramento do processo educacional.
Diante da recorrência das reclamações e da preocupação manifestada pelos pais, solicitamos que a Direção e a Coordenação Pedagógica não apenas tomem conhecimento desta manifestação, mas adotem providências efetivas e acompanhem a situação de forma contínua, buscando assegurar que os alunos tenham um ambiente pedagógico adequado, respeitoso e favorável à aprendizagem.
Assinam abaixo os pais e responsáveis que concordam com a presente manifestação e solicitam providências da instituição.

Vitória
O problema
À Direção e à Coordenação Pedagógica do Colégio Gabarito
Nós, pais e responsáveis pelos alunos do 4º ano do Colégio Gabarito, por meio deste abaixo-assinado, vimos manifestar nossa insatisfação, preocupação e descontentamento com a condução das aulas de Matemática, com o volume de conteúdos e atividades propostas, com a forma de realização das avaliações e com relatos de comportamentos em sala de aula que vêm causando desconforto entre os alunos.
Esta manifestação não tem como objetivo desrespeitar ou desqualificar pessoalmente o professor, mas expressar uma preocupação legítima das famílias com o processo de ensino-aprendizagem, com o ambiente pedagógico e, principalmente, com a forma como as crianças estão vivenciando a disciplina.
Ressaltamos ainda que, conforme relatado pelos pais, não se trata de uma preocupação recente, havendo reclamações relacionadas à condução das aulas e à postura do professor desde o ano passado. Diante da recorrência das manifestações, entendemos que a situação merece uma análise cuidadosa e uma intervenção efetiva da Coordenação Pedagógica e da Direção.
1. Da avaliação de Matemática
Recentemente, foi aplicada uma prova de Matemática na qual, segundo os relatos dos alunos, foram cobrados conteúdos que não teriam sido devidamente trabalhados em sala de aula da mesma forma e com a profundidade exigida na avaliação.
Essa situação causa preocupação, pois uma avaliação deve ser compatível com aquilo que foi efetivamente ensinado, explicado e praticado pelos alunos. O objetivo de uma prova deve ser verificar a aprendizagem, e não surpreender o estudante com conteúdos ou níveis de dificuldade para os quais ele não teve preparação suficiente.
Além disso, aproximadamente 50% da turma considerou a prova muito difícil, havendo relatos de diversos alunos que não conseguiram concluir a avaliação dentro do tempo disponibilizado.
É importante lembrar que estamos tratando de crianças do 4º ano, que ainda estão desenvolvendo habilidades fundamentais de leitura, interpretação, raciocínio, escrita, organização e, inclusive, velocidade para copiar e registrar informações.
Assim, uma avaliação precisa considerar não apenas o conteúdo matemático, mas também a faixa etária, o estágio de desenvolvimento dos estudantes e o tempo razoavelmente necessário para que possam ler, interpretar, raciocinar, calcular e registrar suas respostas.
Uma prova excessivamente extensa ou complexa pode deixar de avaliar o conhecimento matemático do aluno e passar a avaliar principalmente sua capacidade de trabalhar sob pressão e em alta velocidade.
2. Do excesso de conteúdo e de tarefas para casa
Outra preocupação recorrente entre os pais diz respeito à quantidade de conteúdo ministrado em sala e ao volume de tarefas encaminhadas para casa.
Há dias em que são encaminhadas quatro, cinco e até seis páginas de atividades de Matemática para serem realizadas em um único dia, além das tarefas das demais disciplinas, trabalhos e outras atividades que fazem parte da rotina das crianças.
É preciso considerar que alunos do 4º ano são crianças e precisam conciliar suas responsabilidades escolares com descanso, alimentação, convivência familiar, lazer, atividades físicas, cursos e outras experiências importantes para seu desenvolvimento.
Acreditamos que o excesso de atividades não necessariamente produz maior aprendizagem.
Quantidade não é qualidade.
Uma grande quantidade de exercícios pode ser útil em determinadas situações, mas, quando o volume se torna excessivo, existe o risco de transformar o estudo em mera execução mecânica de tarefas, sem que haja tempo suficiente para compreender o conteúdo, identificar dúvidas e consolidar o conhecimento.
Mais importante do que fazer muitas páginas é garantir que a criança entenda o que está fazendo e seja capaz de utilizar o conhecimento posteriormente.
3. Da dificuldade de acompanhar o ritmo das aulas
Os pais também têm recebido relatos de alunos que apresentam dificuldades para acompanhar a quantidade de conteúdo apresentada durante as aulas, copiar o que é colocado no quadro e acompanhar as correções realizadas em sala.
As crianças ainda estão desenvolvendo a capacidade de escrever e copiar com rapidez. Muitas vezes, ao mesmo tempo em que tentam copiar o conteúdo, precisam prestar atenção à explicação do professor.
Quando o ritmo é muito acelerado, o aluno pode acabar tendo que escolher entre copiar ou compreender.
Como consequência, alguns alunos não conseguem acompanhar integralmente as explicações e correções, acumulando dúvidas que posteriormente podem aparecer justamente no momento da avaliação.
O processo pedagógico precisa oferecer tempo para que a criança observe, compreenda, pergunte, erre, corrija e tente novamente.
Errar faz parte do aprendizado. Perguntar também.
4. Dos relatos sobre a postura do professor em sala de aula
Outro ponto que consideramos especialmente preocupante diz respeito a relatos recorrentes de alunos sobre a postura do professor durante as aulas.
Segundo relatos apresentados aos pais, o professor seria, em algumas situações, muito rígido ou bravo com os alunos, chegando algumas vezes a elevar o tom de voz ou gritar com a turma.
Também existem relatos de que, em determinadas situações, quando um aluno não sabe responder alguma questão ou faz uma pergunta para esclarecer uma dúvida, o professor teria feito comentários ou “piadinhas” diante da situação.
Independentemente da intenção do professor, entendemos que esse tipo de comportamento precisa ser analisado com atenção pela Coordenação Pedagógica.
Uma criança de 9 ou 10 anos precisa sentir que pode perguntar sem medo, pode dizer que não entendeu e pode errar sem ser exposta ou constrangida.
O ambiente escolar deve estimular a curiosidade e a participação.
Quando uma criança tem receio de perguntar porque teme uma reação negativa, uma bronca, um grito ou uma brincadeira diante dos colegas, existe o risco de que ela simplesmente deixe de perguntar.
E uma criança que deixa de perguntar pode continuar sem compreender o conteúdo.
Não estamos afirmando que toda manifestação relatada tenha ocorrido exatamente da mesma maneira em todas as situações. Justamente por isso, entendemos que cabe à Coordenação Pedagógica ouvir os alunos, acompanhar a dinâmica da sala e avaliar a situação de forma responsável e imparcial.
O objetivo não deve ser punir ou expor ninguém, mas garantir que o ambiente de aprendizagem seja respeitoso, seguro, acolhedor e pedagogicamente adequado à faixa etária dos estudantes.
5. Da necessidade de equilíbrio entre exigência e didática
Os pais não estão solicitando que a disciplina de Matemática seja facilitada ou que o nível de exigência seja reduzido.
Pelo contrário: queremos que nossos filhos tenham uma formação matemática sólida e de qualidade.
Entretanto, acreditamos que exigência acadêmica não deve ser confundida com excesso de conteúdo, excesso de tarefas, provas excessivamente difíceis ou ritmo incompatível com a capacidade de acompanhamento das crianças.
Um professor pode ser exigente e, ao mesmo tempo, didático, paciente e acessível às dúvidas dos alunos.
É possível manter um elevado padrão acadêmico utilizando estratégias como:
explicações graduais;
exemplos antes da cobrança de exercícios mais complexos;
retomada dos conteúdos em que a turma apresenta dificuldades;
atividades compatíveis com o conteúdo efetivamente ensinado;
correções realizadas em ritmo que permita o acompanhamento dos alunos;
avaliações proporcionais ao que foi trabalhado;
tempo adequado para a realização das provas;
estímulo à participação;
e um ambiente em que o aluno se sinta confortável para perguntar e reconhecer que não entendeu.
A criança não deve ter medo de errar.
O erro é uma das ferramentas mais importantes da aprendizagem.
6. Da responsabilidade da Coordenação Pedagógica
Nossa preocupação é ainda maior porque, conforme relatado pelas famílias, as reclamações relacionadas ao professor e à condução das aulas já vêm ocorrendo desde o ano passado.
Quando manifestações dessa natureza se repetem ao longo do tempo, entendemos que não devem ser tratadas como episódios isolados ou simplesmente como uma questão de adaptação dos alunos ao professor.
É necessária uma avaliação pedagógica mais ampla, envolvendo a Coordenação, a Direção, o professor e, quando necessário, os próprios alunos e seus responsáveis.
A autonomia pedagógica do professor deve ser respeitada, mas ela deve estar acompanhada da responsabilidade institucional da escola de garantir a qualidade do ensino e um ambiente adequado ao desenvolvimento das crianças.
Por isso, solicitamos que a Coordenação avalie:
a compatibilidade entre os conteúdos ministrados e os conteúdos cobrados nas avaliações;
o nível de dificuldade e a extensão das provas;
o tempo destinado às avaliações;
o volume de tarefas encaminhadas para casa;
o ritmo de apresentação dos conteúdos;
o ritmo das correções realizadas em sala;
as dificuldades dos alunos para acompanhar as aulas;
os relatos sobre gritos ou elevação do tom de voz;
os relatos sobre comentários ou brincadeiras diante de erros ou dúvidas dos alunos;
e as reclamações anteriormente apresentadas pelos pais.
7. Das providências solicitadas
Diante de todos os fatos relatados, nós, pais e responsáveis abaixo-assinados, solicitamos respeitosamente à Direção e à Coordenação Pedagógica do Colégio Gabarito a adoção de providências concretas.
Solicitamos, especialmente:
1. A análise da última avaliação de Matemática, verificando a correspondência entre os conteúdos efetivamente ministrados e os conteúdos cobrados;
2. A avaliação da adequação do nível de dificuldade e do tempo destinado às provas, considerando a faixa etária dos alunos;
3. A análise da quantidade de tarefas encaminhadas para casa, buscando evitar uma sobrecarga desproporcional;
4. O acompanhamento pedagógico do ritmo das aulas e das correções, garantindo que os alunos tenham condições de acompanhar, copiar e compreender os conteúdos;
5. A adoção de estratégias didáticas que favoreçam a compreensão e não apenas a execução de grande quantidade de exercícios;
6. A apuração e o acompanhamento dos relatos de alunos sobre gritos, elevação do tom de voz e comentários ou brincadeiras diante de dúvidas ou erros;
7. A adoção de medidas que assegurem um ambiente em que os alunos possam perguntar, errar e manifestar suas dificuldades sem medo de constrangimento;
8. A consideração das reclamações anteriormente apresentadas pelas famílias, tendo em vista que a insatisfação não é recente;
9. O estabelecimento de um diálogo efetivo entre Coordenação, professor e famílias para acompanhamento da situação;
10. A apresentação aos pais de um retorno sobre as providências que serão adotadas para garantir a melhoria do processo de ensino-aprendizagem na disciplina.
8. Da manifestação coletiva das famílias
Ressaltamos que este documento representa a insatisfação e a preocupação dos pais e responsáveis, que desejam uma solução para uma situação que vem causando desconforto e dificuldades entre os alunos.
Não buscamos a redução da qualidade do ensino.
Não buscamos privilégios para nossos filhos.
Não queremos que a escola deixe de cobrar ou exigir.
Queremos, simplesmente, que a exigência venha acompanhada de didática, equilíbrio, respeito e condições adequadas para que as crianças possam aprender.
Nossos filhos estão em uma fase fundamental de formação. É justamente nesse período que precisam desenvolver não apenas conhecimentos, mas também confiança, autonomia, curiosidade e segurança para fazer perguntas e aprender com os próprios erros.
Uma criança que termina uma aula tendo compreendido o conteúdo aprendeu.
Uma criança que faz várias páginas de exercícios sem compreender o que está fazendo não necessariamente aprendeu.
Uma criança que pergunta e recebe uma explicação aprende.
Uma criança que deixa de perguntar por medo de errar ou de ser exposta pode permanecer com sua dúvida.
Por isso, reiteramos:
Quantidade não é qualidade.
Dificuldade não é sinônimo de aprendizagem.
Cobrança não precisa significar pressão excessiva.
E disciplina não deve impedir que a criança tenha segurança para perguntar, errar e aprender.
Confiamos que o Colégio Gabarito compartilhe do compromisso de oferecer uma educação de excelência e que, justamente por isso, receberá esta manifestação como uma contribuição legítima das famílias para o aprimoramento do processo educacional.
Diante da recorrência das reclamações e da preocupação manifestada pelos pais, solicitamos que a Direção e a Coordenação Pedagógica não apenas tomem conhecimento desta manifestação, mas adotem providências efetivas e acompanhem a situação de forma contínua, buscando assegurar que os alunos tenham um ambiente pedagógico adequado, respeitoso e favorável à aprendizagem.
Assinam abaixo os pais e responsáveis que concordam com a presente manifestação e solicitam providências da instituição.

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Abaixo-assinado criado em 1 de setembro de 2026