Queremos que policial que matou cadela em Curitiba faça trabalhos que beneficiem animais

Queremos que policial que matou cadela em Curitiba faça trabalhos que beneficiem animais

O problema

No dia 10 de abril, policiais abordaram moradores de rua na cidade de Curitiba (PR). O episódio, que poderia apenas fazer parte da rotina normal de segurança da capital paranaense, terminou na morte da cadela Polaca, que avançou em um dos PMs e foi morta a tiros. A cena foi registrada pelas câmeras de segurança das proximidades.

É muito comum, entre os sem-teto das grandes cidades, ter um cão por perto: além de oferecer amor incondicional, os animais protegem seus guardiões de potenciais agressores.

Logo, Polaca cuidava apenas da segurança de seus tutores e também dos oito filhotes que estava amamentando. Além disso, testemunhas afirmam que ela era dócil e equilibrada. Nunca tinha mordido ninguém. O vídeo deixa claro que ela reagiu por instinto e somente após o policial ter agredido fisicamente seu tutor. Depois de atirar na cadela indefesa duas vezes seguidas, os policiais saíram sem prestar socorro e sem finalizar a abordagem aos moradores de rua – ou seja, agiram com violência e sequer deram sequencia a missão que estavam desempenhando. Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=C8HS14s3JU0

O despreparo do policial é evidente. Um representante da lei, que sai disparando tiros desnecessariamente, não pode continuar a portar uma arma de fogo. Ele deveria servir e proteger a população, não bater em pessoas e matar seus animais de estimação.

Entendemos que o uso desproporcional da força é justificativa suficiente para que ele seja imediatamente afastado das atividades de rua da PM até a conclusão das investigações. Também reivindicamos que, como parte do processo reparatório, ele execute trabalhos comunitários que beneficiem diretamente os animais, especialmente os cães. Ainda que tais medidas não restituam a vida de Polaca nem corrijam o trauma imposto a quem testemunhou o episódio, é o mínimo que deve ser feito em nome da reparação e da Justiça.

Como médica veterinária, cuja missão é levar alívio ao sofrimento dos animais, e ainda como integrante do Programa Veterinário Solidário da ARCA Brasil - Associação Humanitária de Proteção e Bem-Estar Animal, conclamo a todos que se sensibilizaram com a morte da cachorra Polaca a somarem forças, para que a reparação social seja feita de forma exemplar e episódios lamentáveis como este não voltem a acontecer.

Com esperança,

Ana Elisa Arruda Rocha, médica veterinária e integrante do Programa Veterinário Solidário da ARCA Brasil.

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O problema

No dia 10 de abril, policiais abordaram moradores de rua na cidade de Curitiba (PR). O episódio, que poderia apenas fazer parte da rotina normal de segurança da capital paranaense, terminou na morte da cadela Polaca, que avançou em um dos PMs e foi morta a tiros. A cena foi registrada pelas câmeras de segurança das proximidades.

É muito comum, entre os sem-teto das grandes cidades, ter um cão por perto: além de oferecer amor incondicional, os animais protegem seus guardiões de potenciais agressores.

Logo, Polaca cuidava apenas da segurança de seus tutores e também dos oito filhotes que estava amamentando. Além disso, testemunhas afirmam que ela era dócil e equilibrada. Nunca tinha mordido ninguém. O vídeo deixa claro que ela reagiu por instinto e somente após o policial ter agredido fisicamente seu tutor. Depois de atirar na cadela indefesa duas vezes seguidas, os policiais saíram sem prestar socorro e sem finalizar a abordagem aos moradores de rua – ou seja, agiram com violência e sequer deram sequencia a missão que estavam desempenhando. Vídeo: https://www.youtube.com/watch?v=C8HS14s3JU0

O despreparo do policial é evidente. Um representante da lei, que sai disparando tiros desnecessariamente, não pode continuar a portar uma arma de fogo. Ele deveria servir e proteger a população, não bater em pessoas e matar seus animais de estimação.

Entendemos que o uso desproporcional da força é justificativa suficiente para que ele seja imediatamente afastado das atividades de rua da PM até a conclusão das investigações. Também reivindicamos que, como parte do processo reparatório, ele execute trabalhos comunitários que beneficiem diretamente os animais, especialmente os cães. Ainda que tais medidas não restituam a vida de Polaca nem corrijam o trauma imposto a quem testemunhou o episódio, é o mínimo que deve ser feito em nome da reparação e da Justiça.

Como médica veterinária, cuja missão é levar alívio ao sofrimento dos animais, e ainda como integrante do Programa Veterinário Solidário da ARCA Brasil - Associação Humanitária de Proteção e Bem-Estar Animal, conclamo a todos que se sensibilizaram com a morte da cachorra Polaca a somarem forças, para que a reparação social seja feita de forma exemplar e episódios lamentáveis como este não voltem a acontecer.

Com esperança,

Ana Elisa Arruda Rocha, médica veterinária e integrante do Programa Veterinário Solidário da ARCA Brasil.

Os tomadores de decisão

Corregedoria Geral da Polícia Militar do Estado do Paraná
Corregedoria Geral da Polícia Militar do Estado do Paraná
Conselho Regional de Medicina Veterinária - Paraná
Conselho Regional de Medicina Veterinária - Paraná
Polícia de Proteção Ambiental de Curitiba
Polícia de Proteção Ambiental de Curitiba

Atualizações do abaixo-assinado