Pela liberação de verba para a produção da vacina da UFMG

O problema

Estamos testemunhando, hoje, no Brasil, um agravamento da crise econômica, sanitária, social e política, que atinge milhares de trabalhadores, desempregados e jovens precarizados em todo o país.

Sabemos que o presidente não tem políticas para controlar os avanços da pandemia, tendo em vista a ausência de investimento e os sucessivos cortes na saúde, ciência, pesquisa e educação. Bolsonaro não respeita as medidas de isolamento social, repudia o uso de máscaras e defende o uso de medicamentos que, além de serem comprovadamente ineficazes para o tratamento da COVID-19, sendo seu uso desaconselhado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), também apresentam riscos à saúde dos usuários, com destaque para as complicações cardíacas e hepáticas.

Para conter os avanços da pandemia é necessário um lockdown em todo o país, no entanto, a população não tem condições de realizá-lo com a redução do valor do auxílio emergencial. Ao mesmo tempo em que as ruas permanecem com intensa circulação de pessoas, a vacinação segue a passos lentos, com falta de insumos para produção dos imunizantes e atrasos no cronograma do Programa Nacional de Imunização. Enquanto isso, sofremos com a lotação de leitos de UTIs e com a escassez de medicamentos necessários para sedação, analgesia, intubação, oxigenoterapia e efetivo tratamento dos pacientes.

As universidade públicas brasileiras têm desempenhado um importante papel na luta contra a pandemia, seja por meio dos hospitais universitários ou das pesquisas científicas. A UFMG, uma das maiores universidades do país, avançou nos estudos para a formulação de uma vacina 100% brasileira.

A universidade desenvolve estudos de pelo menos sete imunizantes, sendo que a vacina, que vem sendo chamada de “Quimera Proteica”, está entre os mais avançados do país e ganha destaque na mídia. A vacina em questão é promissora e apresenta um processo de fabricação de menor complexidade e custo quando comparada à vacina da Sinovac (Coronavac). Por ter um método de produção mais simples, essa vacina poderia ser produzida aqui mesmo, em Minas Gerais, na Fundação Ezequiel Dias (Funed).

No entanto, ainda são necessárias verbas para manter a continuidade das pesquisas. Em 2021, permanecemos sofrendo os efeitos da Emenda Constitucional 95, com a previsão de um corte de 18% em relação ao valor que foi repassado no ano anterior.

Uma vacina inteiramente nacional traz benefícios financeiros reduzindo os custos para produção, distribuição e imunização, quando comparado com as demais vacinas atualmente disponíveis (obtidas por tecnologias importadas). Além disso, valoriza a ciência nacional, permitindo que as tecnologias para produção de vacinas sejam dominadas e bem consolidadas no país e, assim, o podermos combater mais eficientemente surtos de novos vírus e, até mesmo, de outras variantes do coronavírus, com a possibilidade real de se tornar referência no mercado internacional de insumos para vacinas.

Se faz necessário o desenvolvimento de uma vacina nacional para contornar o gargalo imposto pela necessidade de importação e pela competição entre diversos países pela compra de vacinas. Entretanto, a UFMG reconhece que, caso não sejam destinados recursos para o desenvolvimento das vacinas, a pesquisa será obrigada a parar. Por isso, a universidade pede apoio para garantir a continuidade das pesquisas.

Diante de tantos retrocessos, ataques e ameaças à ciência, à saúde e à educação do Brasil, nossa mobilização é mais do que necessária. Por isso, encaminhamos esse abaixo-assinado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações para a liberação das verbas necessárias para o avanço das pesquisas. Temos capacidade de aprimorar o Plano Nacional de Imunização com uma vacina produzida em território brasileiro e todo investimento possível será necessário para contermos o avanço do coronavírus e frear os índices recordes de mortalidades em nosso país.

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Centro Acadêmico de Psicologia e Diretório Acadêmico da Faculdade de Farmácia da UFMGCriador do abaixo-assinado

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O problema

Estamos testemunhando, hoje, no Brasil, um agravamento da crise econômica, sanitária, social e política, que atinge milhares de trabalhadores, desempregados e jovens precarizados em todo o país.

Sabemos que o presidente não tem políticas para controlar os avanços da pandemia, tendo em vista a ausência de investimento e os sucessivos cortes na saúde, ciência, pesquisa e educação. Bolsonaro não respeita as medidas de isolamento social, repudia o uso de máscaras e defende o uso de medicamentos que, além de serem comprovadamente ineficazes para o tratamento da COVID-19, sendo seu uso desaconselhado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), também apresentam riscos à saúde dos usuários, com destaque para as complicações cardíacas e hepáticas.

Para conter os avanços da pandemia é necessário um lockdown em todo o país, no entanto, a população não tem condições de realizá-lo com a redução do valor do auxílio emergencial. Ao mesmo tempo em que as ruas permanecem com intensa circulação de pessoas, a vacinação segue a passos lentos, com falta de insumos para produção dos imunizantes e atrasos no cronograma do Programa Nacional de Imunização. Enquanto isso, sofremos com a lotação de leitos de UTIs e com a escassez de medicamentos necessários para sedação, analgesia, intubação, oxigenoterapia e efetivo tratamento dos pacientes.

As universidade públicas brasileiras têm desempenhado um importante papel na luta contra a pandemia, seja por meio dos hospitais universitários ou das pesquisas científicas. A UFMG, uma das maiores universidades do país, avançou nos estudos para a formulação de uma vacina 100% brasileira.

A universidade desenvolve estudos de pelo menos sete imunizantes, sendo que a vacina, que vem sendo chamada de “Quimera Proteica”, está entre os mais avançados do país e ganha destaque na mídia. A vacina em questão é promissora e apresenta um processo de fabricação de menor complexidade e custo quando comparada à vacina da Sinovac (Coronavac). Por ter um método de produção mais simples, essa vacina poderia ser produzida aqui mesmo, em Minas Gerais, na Fundação Ezequiel Dias (Funed).

No entanto, ainda são necessárias verbas para manter a continuidade das pesquisas. Em 2021, permanecemos sofrendo os efeitos da Emenda Constitucional 95, com a previsão de um corte de 18% em relação ao valor que foi repassado no ano anterior.

Uma vacina inteiramente nacional traz benefícios financeiros reduzindo os custos para produção, distribuição e imunização, quando comparado com as demais vacinas atualmente disponíveis (obtidas por tecnologias importadas). Além disso, valoriza a ciência nacional, permitindo que as tecnologias para produção de vacinas sejam dominadas e bem consolidadas no país e, assim, o podermos combater mais eficientemente surtos de novos vírus e, até mesmo, de outras variantes do coronavírus, com a possibilidade real de se tornar referência no mercado internacional de insumos para vacinas.

Se faz necessário o desenvolvimento de uma vacina nacional para contornar o gargalo imposto pela necessidade de importação e pela competição entre diversos países pela compra de vacinas. Entretanto, a UFMG reconhece que, caso não sejam destinados recursos para o desenvolvimento das vacinas, a pesquisa será obrigada a parar. Por isso, a universidade pede apoio para garantir a continuidade das pesquisas.

Diante de tantos retrocessos, ataques e ameaças à ciência, à saúde e à educação do Brasil, nossa mobilização é mais do que necessária. Por isso, encaminhamos esse abaixo-assinado ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovações para a liberação das verbas necessárias para o avanço das pesquisas. Temos capacidade de aprimorar o Plano Nacional de Imunização com uma vacina produzida em território brasileiro e todo investimento possível será necessário para contermos o avanço do coronavírus e frear os índices recordes de mortalidades em nosso país.

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Centro Acadêmico de Psicologia e Diretório Acadêmico da Faculdade de Farmácia da UFMGCriador do abaixo-assinado

Os tomadores de decisão

Marcos Pontes
Marcos Pontes
Ministério da Ciência Tecnologia e Inovações
Ministério da Ciência Tecnologia e Inovações

Atualizações do abaixo-assinado

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Abaixo-assinado criado em 12 de abril de 2021