MANIFESTO DE PAIS ATÍPICOS: à Unimed Uberaba

Assinantes recentes:
Pamella Eliza Silva Dadá Eliza e outras 19 pessoas assinaram recentemente.

O problema

Nós, pais e responsáveis de crianças e adolescentes autistas, gostaríamos de registrar uma preocupação urgente quanto à nova unidade em planejamento.

Atualmente, está previsto que a entrada desta nova unidade será única e compartilhada com o Pronto Socorro Médico Infantil. Essa situação representa um conflito direto com a saúde e o bem-estar das nossas crianças. Crianças autistas, em geral, possuem imunidade mais baixa e sensorial muito apurado. Sabemos, inclusive, que eles frequentemente passam as mãos em superfícies, levam as mãos à boca e têm comportamentos sensoriais que os colocam em risco em ambientes de alta exposição.

Cientificamente, é sabido que indivíduos autistas podem apresentar hipersensibilidade sensorial e uma necessidade de explorar o ambiente de formas táteis. Associar esse comportamento ao contato com um ambiente de pronto socorro é um risco iminente de infecções. A entrada única amplia esse risco, mesmo com uma sala de espera separada.

Além disso, destacamos que, mesmo que haja apenas uma sala de espera, ela deve ser dimensionada de forma adequada para comportar todas as famílias sem gerar superlotação. A superlotação não apenas causa desconforto, mas também desregula as demais crianças que estão aguardando. É fundamental que o ambiente seja amplo o suficiente para garantir conforto e evitar desregulação sensorial, respeitando o bem-estar de todos.

Por isso, solicitamos enfaticamente que a nova unidade tenha uma entrada diferenciada exclusiva para as terapias, de modo a garantir a segurança e saúde dos nossos filhos.

Além disso, muitas famílias já estão se recusando a frequentar o local se essa entrada única for mantida. Isso impactará diretamente no andamento das terapias e pode causar descontinuidade de tratamentos essenciais.

Outro aspecto relevante refere-se à presença constante de profissionais trajando jaleco branco na recepção compartilhada, especialmente por se tratar também de acesso ao laboratório e demais atendimentos médicos. É amplamente reconhecido na literatura científica o fenômeno conhecido como “white coat effect” ou “white coat anxiety”, que descreve respostas de ansiedade, medo e elevação do estresse diante da figura associada ao ambiente médico.

Em crianças no espectro autista, que frequentemente possuem histórico de múltiplas intervenções clínicas, exames invasivos e experiências sensoriais negativas em ambientes hospitalares, a simples visualização do jaleco branco pode funcionar como gatilho comportamental, desencadeando crises, fuga, resistência ou desregulação intensa. 

A associação imediata com procedimentos médicos pode comprometer o estado emocional da criança antes mesmo do início da terapia, prejudicando a eficácia do tratamento e o equilíbrio do ambiente coletivo. Assim, a recepção compartilhada com laboratório e atendimentos médicos aumenta o risco de aversão ao ambiente, dificultando a adesão às terapias e impactando diretamente o bem-estar dos pacientes.

Outro ponto de extrema relevância diz respeito ao estacionamento e à logística de acesso. A unidade atual, localizada na Avenida Pedro Salomão, apesar de contar com vagas em ambos os lados da via, já apresenta dificuldade frequente para estacionamento. O novo local proposto concorre diretamente com diversas clínicas e até mesmo com hospital, não possuindo vagas de fácil acesso nas proximidades.

Tal situação representa risco concreto para nossas crianças.

É importante destacar que muitas crianças e adolescentes autistas apresentam comportamento conhecido na literatura científica como elopement (ou “eloping”), que consiste em fuga repentina, corrida inesperada ou afastamento sem percepção de perigo. Estudos indicam que esse comportamento é relativamente comum em indivíduos no espectro autista, especialmente em contextos de sobrecarga sensorial ou ansiedade, podendo resultar em acidentes graves quando ocorre em vias públicas ou locais de grande circulação de veículos. Dificultar o acesso seguro ao prédio, obrigando famílias a estacionar longe ou atravessar vias movimentadas, aumenta significativamente esse risco.

Adicionalmente, registramos que o imóvel indicado já foi anteriormente utilizado como unidade de atendimento para autistas e, à época, demonstrou não comportar adequadamente a demanda existente. A mudança anterior de local ocorreu justamente pela limitação estrutural do espaço. Assim, causa-nos preocupação que se retorne ao mesmo endereço sem que haja uma modificação estrutural expressiva e comprovadamente suficiente para suportar o volume atual de atendimentos. Não se trata de simples adequação estética ou reforma superficial, mas da necessidade real de ampliação funcional que garanta conforto, segurança e operacionalidade compatíveis com a demanda crescente.

Diante disso, solicitamos que seja apresentada às famílias a análise técnica de que o espaço passará por adaptação estrutural substancial, apta a comportar adequadamente o número de pacientes e acompanhantes, evitando a repetição dos problemas anteriormente enfrentados.

Deixamos também sugestões para a nova unidade: a inclusão de máquinas de café, chá, leite com achocolatado e snacks, considerando que muitas crianças vão após a escola. Hoje, apenas o café está disponível, e isso não atende ao público infantil.

Enfatizamos a cabível análise da diretoria pela manutenção do porteiro e atendentes, visto já conhecerem bem cada família e autista, além do reconhecido esforço em se adaptar com as necessidades dos autistas, atendendo-nos com extrema precisão.

Sugerimos, ainda, cadeiras confortáveis, já que as cadeiras atuais estão quebradas e um número adequado de assentos na sala de espera. Atualmente, mesmo com três ambientes, muitos pais ficam em escadas (temos diversas fotos e vídeos que comprovam), não sendo viável uma única sala de espera para a demanda atual, pois, muitas vezes, passamos horas aguardando, acumulando número de pais no local, ainda mais com ambiente de alto desconforto.

Reiteramos a necessidade de que essas demandas sejam atendidas antes da mudança, para garantir o bem-estar das nossas crianças e a continuidade dos tratamentos. Sem tais mudanças ESSENCIAIS, não aceitaremos a mudança do local pois sao adaptações juridicamente NECESSÁRIAS.

Atenciosamente,

Assinatura: (Pais/Responsáveis Acordantes)
Contato para acordo: (34)99164-7908

50

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O problema

Nós, pais e responsáveis de crianças e adolescentes autistas, gostaríamos de registrar uma preocupação urgente quanto à nova unidade em planejamento.

Atualmente, está previsto que a entrada desta nova unidade será única e compartilhada com o Pronto Socorro Médico Infantil. Essa situação representa um conflito direto com a saúde e o bem-estar das nossas crianças. Crianças autistas, em geral, possuem imunidade mais baixa e sensorial muito apurado. Sabemos, inclusive, que eles frequentemente passam as mãos em superfícies, levam as mãos à boca e têm comportamentos sensoriais que os colocam em risco em ambientes de alta exposição.

Cientificamente, é sabido que indivíduos autistas podem apresentar hipersensibilidade sensorial e uma necessidade de explorar o ambiente de formas táteis. Associar esse comportamento ao contato com um ambiente de pronto socorro é um risco iminente de infecções. A entrada única amplia esse risco, mesmo com uma sala de espera separada.

Além disso, destacamos que, mesmo que haja apenas uma sala de espera, ela deve ser dimensionada de forma adequada para comportar todas as famílias sem gerar superlotação. A superlotação não apenas causa desconforto, mas também desregula as demais crianças que estão aguardando. É fundamental que o ambiente seja amplo o suficiente para garantir conforto e evitar desregulação sensorial, respeitando o bem-estar de todos.

Por isso, solicitamos enfaticamente que a nova unidade tenha uma entrada diferenciada exclusiva para as terapias, de modo a garantir a segurança e saúde dos nossos filhos.

Além disso, muitas famílias já estão se recusando a frequentar o local se essa entrada única for mantida. Isso impactará diretamente no andamento das terapias e pode causar descontinuidade de tratamentos essenciais.

Outro aspecto relevante refere-se à presença constante de profissionais trajando jaleco branco na recepção compartilhada, especialmente por se tratar também de acesso ao laboratório e demais atendimentos médicos. É amplamente reconhecido na literatura científica o fenômeno conhecido como “white coat effect” ou “white coat anxiety”, que descreve respostas de ansiedade, medo e elevação do estresse diante da figura associada ao ambiente médico.

Em crianças no espectro autista, que frequentemente possuem histórico de múltiplas intervenções clínicas, exames invasivos e experiências sensoriais negativas em ambientes hospitalares, a simples visualização do jaleco branco pode funcionar como gatilho comportamental, desencadeando crises, fuga, resistência ou desregulação intensa. 

A associação imediata com procedimentos médicos pode comprometer o estado emocional da criança antes mesmo do início da terapia, prejudicando a eficácia do tratamento e o equilíbrio do ambiente coletivo. Assim, a recepção compartilhada com laboratório e atendimentos médicos aumenta o risco de aversão ao ambiente, dificultando a adesão às terapias e impactando diretamente o bem-estar dos pacientes.

Outro ponto de extrema relevância diz respeito ao estacionamento e à logística de acesso. A unidade atual, localizada na Avenida Pedro Salomão, apesar de contar com vagas em ambos os lados da via, já apresenta dificuldade frequente para estacionamento. O novo local proposto concorre diretamente com diversas clínicas e até mesmo com hospital, não possuindo vagas de fácil acesso nas proximidades.

Tal situação representa risco concreto para nossas crianças.

É importante destacar que muitas crianças e adolescentes autistas apresentam comportamento conhecido na literatura científica como elopement (ou “eloping”), que consiste em fuga repentina, corrida inesperada ou afastamento sem percepção de perigo. Estudos indicam que esse comportamento é relativamente comum em indivíduos no espectro autista, especialmente em contextos de sobrecarga sensorial ou ansiedade, podendo resultar em acidentes graves quando ocorre em vias públicas ou locais de grande circulação de veículos. Dificultar o acesso seguro ao prédio, obrigando famílias a estacionar longe ou atravessar vias movimentadas, aumenta significativamente esse risco.

Adicionalmente, registramos que o imóvel indicado já foi anteriormente utilizado como unidade de atendimento para autistas e, à época, demonstrou não comportar adequadamente a demanda existente. A mudança anterior de local ocorreu justamente pela limitação estrutural do espaço. Assim, causa-nos preocupação que se retorne ao mesmo endereço sem que haja uma modificação estrutural expressiva e comprovadamente suficiente para suportar o volume atual de atendimentos. Não se trata de simples adequação estética ou reforma superficial, mas da necessidade real de ampliação funcional que garanta conforto, segurança e operacionalidade compatíveis com a demanda crescente.

Diante disso, solicitamos que seja apresentada às famílias a análise técnica de que o espaço passará por adaptação estrutural substancial, apta a comportar adequadamente o número de pacientes e acompanhantes, evitando a repetição dos problemas anteriormente enfrentados.

Deixamos também sugestões para a nova unidade: a inclusão de máquinas de café, chá, leite com achocolatado e snacks, considerando que muitas crianças vão após a escola. Hoje, apenas o café está disponível, e isso não atende ao público infantil.

Enfatizamos a cabível análise da diretoria pela manutenção do porteiro e atendentes, visto já conhecerem bem cada família e autista, além do reconhecido esforço em se adaptar com as necessidades dos autistas, atendendo-nos com extrema precisão.

Sugerimos, ainda, cadeiras confortáveis, já que as cadeiras atuais estão quebradas e um número adequado de assentos na sala de espera. Atualmente, mesmo com três ambientes, muitos pais ficam em escadas (temos diversas fotos e vídeos que comprovam), não sendo viável uma única sala de espera para a demanda atual, pois, muitas vezes, passamos horas aguardando, acumulando número de pais no local, ainda mais com ambiente de alto desconforto.

Reiteramos a necessidade de que essas demandas sejam atendidas antes da mudança, para garantir o bem-estar das nossas crianças e a continuidade dos tratamentos. Sem tais mudanças ESSENCIAIS, não aceitaremos a mudança do local pois sao adaptações juridicamente NECESSÁRIAS.

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Abaixo-assinado criado em 10 de abril de 2026