#Eleições Candidato(a) à Prefeitura de SP: o que você fará pela Saúde caso eleito(a)?

O problema

O(a) novo(a) prefeito(a) da cidade de São Paulo será eleito(a) em breve e uma das nossas maiores preocupações é em relação às propostas dos(das) candidatos(as) para a área da Saúde no município.

Epicentro do novo coronavírus no Brasil, São Paulo tem o maior número de infectados e mortos pela Covid-19 nesta que é a pior crise das últimas décadas. Mesmo com o número de casos em queda, é necessário que existam medidas de contenção e prevenção, pois nos próximos anos conviveremos com as consequências do vírus, com o momento de vacinação e outras possíveis ondas de contaminação. Quais são as ações que serão tomadas pelos(as) senhores(as) candidatos(as) à Prefeitura da mais populosa cidade da América do Sul em relação a esse tema?

A pandemia escancarou e acentuou muitos dos problemas já existentes na metrópole. Um deles é a desigualdade no acesso à saúde. O número de mortos pela Covid-19 chega a ser 10 vezes maior nas periferias. Sapopemba, Brasilândia e Grajaú foram os bairros mais atingidos pelo novo coronavírus. 

As diferenças de acesso e condições básicas de saúde já se revelavam antes mesmo da pandemia. As Subprefeituras de Pinheiros, Sé e Vila Mariana, por exemplo, detém 60% dos leitos do SUS em UTI da capital (dado da Rede Nossa São Paulo). Mas essas regiões juntas não representam nem 10% da população da cidade. O que as candidaturas à Prefeitura de São Paulo farão em relação aos problemas estruturais do SUS, como a má distribuição de equipamentos hospitalares e leitos em UTI, que concentram nas regiões centrais o acesso à saúde e deixam a população das periferias à margem?

Seis hospitais municipais ficaram sem vagas de UTI no momento mais crítico da pandemia. Mas, mesmo antes da crise do coronavírus, os problemas estruturais sempre foram uma questão na rede municipal de saúde. A quantidade de UBSs não é suficiente para o atendimento da população mais pobre. O que os senhores(as) candidatos(as) farão em relação às necessidades de expansão da atenção básica e das UBSs?

Cerca de 1,3 milhão de paulistanos aguardam para realizar um exame, uma cirurgia ou passar por consulta com especialista. Muitas pessoas estão há meses e até anos nessa espera. Precisamos de atendimento mais rápido, redução no tempo de espera para agendamento de consultas e mais médicos especialistas. Houve queda na quantidade de médicos na rede municipal do SUS nos últimos anos e as equipes estão sobrecarregadas. Como pretendem aumentar a capacidade de atendimento e resolver o problema da fixação dos médicos nas periferias?

Numa cidade com 12 milhões de habitantes, precisamos de redes organizadas, integração, modernização e mais conexão entre os serviços de saúde, que em qualquer UBS os profissionais possam consultar o histórico dos pacientes, por exemplo. Além disso, é necessária a ampliação da Estratégia Saúde da Família (ESF), principalmente para promover saúde para todos nas periferias. Quais serão as ações dos(as) senhores(as) em relação ao fortalecimento da ESF?

A nossa população está envelhecendo e esse é um ponto muito importante. A média de idosos com mais de 70 anos passou de quase 12% em 2010 para mais de 15% em 2019 na cidade. Quais propostas os senhores(as) pretendem trabalhar para o acompanhamento dessa faixa etária e a prevenção de doenças?

Nós queremos saber, portanto, como será o mandato dos candidatos(as) à Prefeitura de São Paulo em relação à área da Saúde.

Se você também quer saber, assine para pressionar por respostas dos(as) candidatos(as) à Prefeitura!

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O problema

O(a) novo(a) prefeito(a) da cidade de São Paulo será eleito(a) em breve e uma das nossas maiores preocupações é em relação às propostas dos(das) candidatos(as) para a área da Saúde no município.

Epicentro do novo coronavírus no Brasil, São Paulo tem o maior número de infectados e mortos pela Covid-19 nesta que é a pior crise das últimas décadas. Mesmo com o número de casos em queda, é necessário que existam medidas de contenção e prevenção, pois nos próximos anos conviveremos com as consequências do vírus, com o momento de vacinação e outras possíveis ondas de contaminação. Quais são as ações que serão tomadas pelos(as) senhores(as) candidatos(as) à Prefeitura da mais populosa cidade da América do Sul em relação a esse tema?

A pandemia escancarou e acentuou muitos dos problemas já existentes na metrópole. Um deles é a desigualdade no acesso à saúde. O número de mortos pela Covid-19 chega a ser 10 vezes maior nas periferias. Sapopemba, Brasilândia e Grajaú foram os bairros mais atingidos pelo novo coronavírus. 

As diferenças de acesso e condições básicas de saúde já se revelavam antes mesmo da pandemia. As Subprefeituras de Pinheiros, Sé e Vila Mariana, por exemplo, detém 60% dos leitos do SUS em UTI da capital (dado da Rede Nossa São Paulo). Mas essas regiões juntas não representam nem 10% da população da cidade. O que as candidaturas à Prefeitura de São Paulo farão em relação aos problemas estruturais do SUS, como a má distribuição de equipamentos hospitalares e leitos em UTI, que concentram nas regiões centrais o acesso à saúde e deixam a população das periferias à margem?

Seis hospitais municipais ficaram sem vagas de UTI no momento mais crítico da pandemia. Mas, mesmo antes da crise do coronavírus, os problemas estruturais sempre foram uma questão na rede municipal de saúde. A quantidade de UBSs não é suficiente para o atendimento da população mais pobre. O que os senhores(as) candidatos(as) farão em relação às necessidades de expansão da atenção básica e das UBSs?

Cerca de 1,3 milhão de paulistanos aguardam para realizar um exame, uma cirurgia ou passar por consulta com especialista. Muitas pessoas estão há meses e até anos nessa espera. Precisamos de atendimento mais rápido, redução no tempo de espera para agendamento de consultas e mais médicos especialistas. Houve queda na quantidade de médicos na rede municipal do SUS nos últimos anos e as equipes estão sobrecarregadas. Como pretendem aumentar a capacidade de atendimento e resolver o problema da fixação dos médicos nas periferias?

Numa cidade com 12 milhões de habitantes, precisamos de redes organizadas, integração, modernização e mais conexão entre os serviços de saúde, que em qualquer UBS os profissionais possam consultar o histórico dos pacientes, por exemplo. Além disso, é necessária a ampliação da Estratégia Saúde da Família (ESF), principalmente para promover saúde para todos nas periferias. Quais serão as ações dos(as) senhores(as) em relação ao fortalecimento da ESF?

A nossa população está envelhecendo e esse é um ponto muito importante. A média de idosos com mais de 70 anos passou de quase 12% em 2010 para mais de 15% em 2019 na cidade. Quais propostas os senhores(as) pretendem trabalhar para o acompanhamento dessa faixa etária e a prevenção de doenças?

Nós queremos saber, portanto, como será o mandato dos candidatos(as) à Prefeitura de São Paulo em relação à área da Saúde.

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Os tomadores de decisão

Bruno Covas (PSDB)
Parabenizamos a Change.org Brasil pela iniciativa em defesa do aprimoramento da Saúde Pública. Nossa linha de ação tem como foco salvar vidas e melhorar o atendimento dado à população. A atuação da prefeitura no enfrentamento da Pandemia e o balanço dos investimentos já realizados na área, o maior na história de São Paulo, demonstram o comprometimento com a Saúde e garantem que o processo de expansão e qualificação vão continuar, a partir de 2021. Pesquisas apontam que a saúde continua sendo considerada o principal problema para maioria (30%) dos moradores da cidade. Hoje, pelo menos 2/3 dos paulistanos não têm plano de saúde. Isso significa que a Prefeitura e o Governo do Estado são responsáveis por cuidar da saúde a cerca de 8 milhões de pessoas. E a Prefeitura, sozinha, é responsável por 80% dos investimentos em saúde na cidade e responde por 40% das internações hospitalares 75% de todas as consultas médicas realizadas pelo SUS na capital. Para fazer frente a esse desafio, em junho de 2019, assinamos com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), empréstimo no valor de R$ 1 bilhão, para o Programa Avança São Paulo, exclusivo para a área da Saúde. Ainda temos dois terços do montante de recursos para os próximos anos, o que totalizará 180 obras, a maior expansão da área na história paulistana, entre as quais a construção de 6 novas UPAS com previsão de inauguração em maio de 2021. Até o final deste ano, teremos entregues 8 novos hospitais, com mil leitos novos e permanentes, sendo o da Bela Vista, referência em tratamentos para população de moradores de rua, que por essa condição são sujeitos à uma série de doenças. E vem por aí mais dois hospitais para atender a população paulistana: o Sorocabana e o Brigadeiro. Temos hoje 5,7 mil profissionais de saúde a mais atuando na rede na comparação com 2016 e implantamos a Telemedicina em 24 UBSs e 1 CAPS. Mais de 50 UPAs já foram entregues, além de 27 unidades que receberam novas instalações. Todas as unidades terão salas exclusivas para atendimento de idosos. Reduzimos, e em alguns casos zeramos, a fila de espera por exames e consultas e de próteses. O programa preventivo Saúde da Família ganhou 200 novas equipes. O SAMU teve 75% de frota renovada e passou a contar com 20 novos pontos de apoio. O Programa Mãe Paulistana, de assistência pré-natal, foi retomado incluindo também enxoval e transporte gratuito para acompanhamento de consultas e exames da criança, até 2 anos de idade. Na área da Saúde da Mulher foram criadas 9 novos serviços de referência em mama, diminuindo o tempo de espera por consultas em quase 80%, de 97 dias para 34 dias.
Guilherme Boulos (PSOL)
A saúde de São Paulo está abandonada. É inadmissível que, em meio a uma pandemia, a Prefeitura não tenha criado nenhum hospital de campanha na periferia. Pior: deixou hospitais fechados ou apenas parcialmente abertos, como o Sorocabana, na Lapa, e o da Brasilândia. Nós vamos inverter prioridades e investir na gestão direta da saúde pública. Já no início do ano, faremos um concurso público para a contratação de 500 médicos que atuarão na periferia. Além disso, vamos estender o horário de atendimento das UBSs para o turno da noite e aos fins de semana, para que a população trabalhadora possa ter acesso ao atendimento médico. Ao mesmo tempo, vamos colocar uma lupa nos contratos da saúde com as OSs. Não dá para generalizar: algumas prestam bons serviços, mas outras sugam dinheiro público sem oferecer um atendimento decente aos paulistanos. Vamos acabar com esses esquemas.
Celso Russomanno (REPUBLICANOS)
Celso Russomanno (REPUBLICANOS)
Atualizações do abaixo-assinado

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Abaixo-assinado criado em 4 de novembro de 2020