Contra a Imposição de PEI no Gusmão


Contra a Imposição de PEI no Gusmão
O problema
Este é um momento crítico para a nossa comunidade escolar. Uma decisão arbitrária, tomada nos gabinetes e imposta "goela abaixo", pretende converter 28 escolas da nossa região em Programa de Ensino Integral (PEI) sem qualquer diálogo com quem realmente vive o chão da escola.
Vender a ideia de "tempo integral" soa bem no papel, mas a realidade que nos tentam empurrar é o desmonte da educação pública acessível e inclusiva.
Por que essa imposição é um retrocesso?
Abaixo, listamos os impactos devastadores que essa mudança forçada trará para nossos alunos, famílias e mestres:
O Fim do Ensino Noturno: Milhares de jovens que precisam trabalhar durante o dia para ajudar no sustento de suas casas serão sumariamente excluídos. Onde eles estudarão? A escola pública deveria abrir portas, não trancá-las para quem mais precisa.
Morte da EJA (Educação de Jovens e Adultos): A modalidade que dá uma segunda chance a quem não conseguiu concluir os estudos na idade certa será extinta nessas unidades. É um apagamento social de cidadãos que buscam dignidade através do diploma.
Estruturas Precárias: Não se faz escola integral apenas esticando o horário. Nossas escolas não possuem refeitórios adequados, laboratórios equipados ou espaços de convivência dignos para que alunos e professores passem 9 horas por dia. É um confinamento, não um aprendizado.
Expulsão de Professores Veteranos: Docentes com 10, 15 ou 20 anos de dedicação à mesma comunidade serão obrigados a sair. O vínculo afetivo e histórico entre professor, aluno e bairro será rompido em nome de um modelo burocrático que não valoriza a continuidade do trabalho pedagógico.
Segregação Escolar: Alunos que moram perto da escola, mas que não podem cumprir a jornada integral (por trabalho ou cuidados familiares), serão forçados a se deslocar para bairros distantes, gerando gastos com transporte e insegurança.
Educação não se impõe, se constrói
Transformar uma escola em PEI sem consulta pública é ignorar a identidade de cada bairro. Uma escola de tempo integral "de fachada", sem investimento estrutural e que exclui o trabalhador, é apenas um depósito de pessoas.
Não podemos aceitar que o futuro dos nossos jovens seja decidido sem a nossa voz. Exigimos transparência, infraestrutura real e, acima de tudo, o direito de estudar de quem trabalha.
Educação é direito, não mercadoria. Pela manutenção do ensino noturno e pelo respeito aos nossos professores e
alunos!

673
O problema
Este é um momento crítico para a nossa comunidade escolar. Uma decisão arbitrária, tomada nos gabinetes e imposta "goela abaixo", pretende converter 28 escolas da nossa região em Programa de Ensino Integral (PEI) sem qualquer diálogo com quem realmente vive o chão da escola.
Vender a ideia de "tempo integral" soa bem no papel, mas a realidade que nos tentam empurrar é o desmonte da educação pública acessível e inclusiva.
Por que essa imposição é um retrocesso?
Abaixo, listamos os impactos devastadores que essa mudança forçada trará para nossos alunos, famílias e mestres:
O Fim do Ensino Noturno: Milhares de jovens que precisam trabalhar durante o dia para ajudar no sustento de suas casas serão sumariamente excluídos. Onde eles estudarão? A escola pública deveria abrir portas, não trancá-las para quem mais precisa.
Morte da EJA (Educação de Jovens e Adultos): A modalidade que dá uma segunda chance a quem não conseguiu concluir os estudos na idade certa será extinta nessas unidades. É um apagamento social de cidadãos que buscam dignidade através do diploma.
Estruturas Precárias: Não se faz escola integral apenas esticando o horário. Nossas escolas não possuem refeitórios adequados, laboratórios equipados ou espaços de convivência dignos para que alunos e professores passem 9 horas por dia. É um confinamento, não um aprendizado.
Expulsão de Professores Veteranos: Docentes com 10, 15 ou 20 anos de dedicação à mesma comunidade serão obrigados a sair. O vínculo afetivo e histórico entre professor, aluno e bairro será rompido em nome de um modelo burocrático que não valoriza a continuidade do trabalho pedagógico.
Segregação Escolar: Alunos que moram perto da escola, mas que não podem cumprir a jornada integral (por trabalho ou cuidados familiares), serão forçados a se deslocar para bairros distantes, gerando gastos com transporte e insegurança.
Educação não se impõe, se constrói
Transformar uma escola em PEI sem consulta pública é ignorar a identidade de cada bairro. Uma escola de tempo integral "de fachada", sem investimento estrutural e que exclui o trabalhador, é apenas um depósito de pessoas.
Não podemos aceitar que o futuro dos nossos jovens seja decidido sem a nossa voz. Exigimos transparência, infraestrutura real e, acima de tudo, o direito de estudar de quem trabalha.
Educação é direito, não mercadoria. Pela manutenção do ensino noturno e pelo respeito aos nossos professores e
alunos!

673
Os tomadores de decisão
Mensagens de apoiadores
Atualizações do abaixo-assinado
Compartilhar este abaixo-assinado
Abaixo-assinado criado em 11 de maio de 2026