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O problema
No dia 3 de novembro, por volta de 20:45, um incêndio atingiu a subestação de energia elétrica localizada na Zona Norte de Macapá, capital do Amapá, deixando 13 cidades sem energia elétrica. Tudo parecia mais uma perda de energia por conta das chuvas, estamos acostumados com isso, mas, após 12 horas, tudo começou a ficar estranho, diferente das outras vezes, não tinha sinal de telefone, ninguém conseguia falar com ninguém, não havia informações sobre o ocorrido.
Seguimos sem energia por 24 horas, algumas informações começavam a chegar através das rádios, mas ainda era muito vago, ninguém sabia quando voltaria a energia, e surgiram várias possíveis datas de retornos. 36 horas sem energia, começou a faltar água na maioria dos bairros, comerciantes começaram a perder mercadorias, famílias começaram a perder alimentos e os geradores não seguravam a energia em hospitais e a população continuava sem respostas.
O governo criou um plano para restabelecer 70% da energia do estado, as primeiras informações seriam de um possível revezamento, alguns bairros começaram a receber energia, mas ninguém sabia o que estava acontecendo e nem como funcionaria o tal revezamento. Como era de se esperar, os bairros onde há uma concentração de famílias ricas, foi privilegiada, alguns condomínios fechados estão com 24h de energia por dia, enquanto isso, a periferia segue lidando com a bagunça que está sendo o revezamento.
Depois de vários dias sem energia, a população iniciou uma série de protestos, afinal, o estado 3 hidrelétricas no território e uma na fronteira com o Pará, além disso, pagamos a energia mais cara do Brasil.
No oitavo dia sem 100% da energia restabelecida, um laudo apontou que os transformadores não foram atingindo por raios, mas sim pela falta de manutenção dos transformadores, a subestação, de responsabilidade da ISOLUX, é fruto da privatização.
As cidades mais distantes da capital seguem sem energia, sem água potável e sem alimentos. Nos hospitais, tiveram algumas vidas perdidos por conta da falta de energia.
Para quem ainda tem dúvida de como está a situação no Estado, existe um racionamento de energia, de 6 em 6 horas, mas esse racionamento só está rolando na capital, apesar de ter um cronograma, ele não está sendo seguido, os horários não estão sendo seguidos.
No meio da pandemia, os Amapaenses foram para as ruas protestar contra o descaso que estão vivendo, não há previsão de retorno 100% da energia, se está difícil para quem vive na capital, nas cidades do interior e quilombos, é muito pior!
Entramos no 9° dia, a energia continua sendo racionada e não há previsão para o retorno de 100% da energia, a mídia local fala sobre 15/30 dias para que o Amapá volte a ter energia. A Companhia de Eletricidade do Amapá está criando um novo cronograma de racionamento.
FONTE: https://twitter.com/portalescutai/status/1326665437866827777?s=21
SUBA A TAG #SOSAMAPA EM REDES SOCIAIS, VAMOS NOS MOVIMENTAR!!!!
O problema
No dia 3 de novembro, por volta de 20:45, um incêndio atingiu a subestação de energia elétrica localizada na Zona Norte de Macapá, capital do Amapá, deixando 13 cidades sem energia elétrica. Tudo parecia mais uma perda de energia por conta das chuvas, estamos acostumados com isso, mas, após 12 horas, tudo começou a ficar estranho, diferente das outras vezes, não tinha sinal de telefone, ninguém conseguia falar com ninguém, não havia informações sobre o ocorrido.
Seguimos sem energia por 24 horas, algumas informações começavam a chegar através das rádios, mas ainda era muito vago, ninguém sabia quando voltaria a energia, e surgiram várias possíveis datas de retornos. 36 horas sem energia, começou a faltar água na maioria dos bairros, comerciantes começaram a perder mercadorias, famílias começaram a perder alimentos e os geradores não seguravam a energia em hospitais e a população continuava sem respostas.
O governo criou um plano para restabelecer 70% da energia do estado, as primeiras informações seriam de um possível revezamento, alguns bairros começaram a receber energia, mas ninguém sabia o que estava acontecendo e nem como funcionaria o tal revezamento. Como era de se esperar, os bairros onde há uma concentração de famílias ricas, foi privilegiada, alguns condomínios fechados estão com 24h de energia por dia, enquanto isso, a periferia segue lidando com a bagunça que está sendo o revezamento.
Depois de vários dias sem energia, a população iniciou uma série de protestos, afinal, o estado 3 hidrelétricas no território e uma na fronteira com o Pará, além disso, pagamos a energia mais cara do Brasil.
No oitavo dia sem 100% da energia restabelecida, um laudo apontou que os transformadores não foram atingindo por raios, mas sim pela falta de manutenção dos transformadores, a subestação, de responsabilidade da ISOLUX, é fruto da privatização.
As cidades mais distantes da capital seguem sem energia, sem água potável e sem alimentos. Nos hospitais, tiveram algumas vidas perdidos por conta da falta de energia.
Para quem ainda tem dúvida de como está a situação no Estado, existe um racionamento de energia, de 6 em 6 horas, mas esse racionamento só está rolando na capital, apesar de ter um cronograma, ele não está sendo seguido, os horários não estão sendo seguidos.
No meio da pandemia, os Amapaenses foram para as ruas protestar contra o descaso que estão vivendo, não há previsão de retorno 100% da energia, se está difícil para quem vive na capital, nas cidades do interior e quilombos, é muito pior!
Entramos no 9° dia, a energia continua sendo racionada e não há previsão para o retorno de 100% da energia, a mídia local fala sobre 15/30 dias para que o Amapá volte a ter energia. A Companhia de Eletricidade do Amapá está criando um novo cronograma de racionamento.
FONTE: https://twitter.com/portalescutai/status/1326665437866827777?s=21
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Abaixo-assinado criado em 12 de novembro de 2020