Abaixo-assinado por um Diálogo Aberto sobre o Modelo de Trabalho no Senac São Paulo

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Denis Helena Rivas e outras 19 pessoas assinaram recentemente.

O problema

Nós, colaboradores abaixo assinados, manifestamos nossa preocupação e insatisfação com a decisão de retorno integral ao trabalho presencial, tomada sem a abertura prévia de um canal claro de diálogo. Reconhecemos a importância da convivência e da colaboração entre colegas, mas acreditamos que o modelo híbrido, além de já ter se mostrado eficaz, respeita com mais equilíbrio as diversas realidades dos profissionais que integram o Senac São Paulo.

Durante o período em que o trabalho remoto e híbrido foi praticado, obtivemos ganhos significativos em termos de produtividade e qualidade de vida. Muitos de nós conseguimos alcançar maior concentração em casa, otimizar o tempo que seria gasto em deslocamentos e manter uma alimentação mais equilibrada. Tais benefícios impactam positivamente não só o desempenho individual, mas também a motivação e o engajamento de toda a equipe.

 Sabemos que a presença física pode facilitar interações, mas ela por si só não garante integração ou engajamento. Um ambiente inadequado — com refeitórios sobrecarregados, salas mal refrigeradas e uma estrutura que não comporta adequadamente o volume de pessoas — compromete o bem-estar e dificulta a própria colaboração que se busca incentivar.

A mobilidade urbana também é um fator de peso. Muitos colegas enfrentam deslocamentos diários exaustivos, passando horas no trânsito e no transporte público, em que superlotação e falhas técnicas são rotineiras, principalmente em dias de chuva. Isso representa não apenas um custo de tempo e energia, mas também um obstáculo para a inclusão e equidade no ambiente de trabalho. O modelo híbrido, nesse sentido, democratiza o acesso ao espaço físico da empresa, tornando-o mais acessível a todos, independentemente da distância entre suas casas e o local de trabalho.


Além disso, gostaríamos de reforçar que a forma como essa decisão foi comunicada não condiz com os valores de transparência e respeito mútuo que acreditamos serem fundamentais em qualquer organização. A ausência de justificativas claras, dados concretos ou abertura para contribuições dos colaboradores enfraquece a relação de confiança entre empresa e equipe.

Como mencionado em recente reportagem da Fortune, medidas de retorno obrigatório ao presencial sem uma comunicação clara têm gerado efeitos colaterais preocupantes, como comportamentos de desmotivação, atrasos e atitudes que expressam uma espécie de resistência passiva por parte dos colaboradores. Isso é um reflexo de um contrato social rompido — quando decisões são impostas sem diálogo, o resultado é perda de engajamento e produtividade. 

Os dados do Brasil confirmam essa percepção: uma pesquisa do Ministério do Trabalho com mais de 50 mil pessoas mostrou que 21,7% das demissões voluntárias foram motivadas por dificuldades de mobilidade, e 15,7% pela falta de flexibilidade da jornada. Somado a isso, 86% da população brasileira se sente insegura nas ruas, e entre as mulheres, os índices de assédio nos transportes públicos seguem alarmantes. Esses fatores não são meras estatísticas — fazem parte do nosso cotidiano.

Dados do Instituto Gallup — responsável pelo Programa de Desenvolvimento Individual (PDI) utilizado pelo próprio Senac São Paulo — reforçam essa visão: relacionamentos positivos no trabalho são fundamentais para o engajamento e a retenção, e podem florescer mesmo em modelos híbridos bem estruturados.

Diante disso, pedimos respeitosamente que a liderança reavalie a política atual de retorno presencial obrigatório, considerando:

  • a possibilidade de manutenção de um modelo híbrido flexível;
  • a adaptação da estrutura física da empresa para garantir conforto e bem-estar;
  • a criação de canais de escuta ativa e diálogo aberto entre colaboradores e gestão;
  • a consideração das realidades individuais e coletivas dos colaboradores no processo de tomada de decisão.


Acreditamos que uma empresa que se propõe a inovar e evoluir deve ouvir seus talentos, valorizar o que funciona e, acima de tudo, construir suas decisões com empatia, transparência e responsabilidade. Sabemos que decisões organizacionais nem sempre são fáceis, mas acreditamos que escutar a equipe é um passo essencial para fortalecermos nossa cultura de confiança e respeito.

Queremos o melhor para o Senac São Paulo — e acreditamos que esse caminho só se constrói juntos. 

Assinam este documento os colaboradores comprometidos com um ambiente de trabalho mais justo, produtivo e sustentável.

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Nós, colaboradores abaixo assinados, manifestamos nossa preocupação e insatisfação com a decisão de retorno integral ao trabalho presencial, tomada sem a abertura prévia de um canal claro de diálogo. Reconhecemos a importância da convivência e da colaboração entre colegas, mas acreditamos que o modelo híbrido, além de já ter se mostrado eficaz, respeita com mais equilíbrio as diversas realidades dos profissionais que integram o Senac São Paulo.

Durante o período em que o trabalho remoto e híbrido foi praticado, obtivemos ganhos significativos em termos de produtividade e qualidade de vida. Muitos de nós conseguimos alcançar maior concentração em casa, otimizar o tempo que seria gasto em deslocamentos e manter uma alimentação mais equilibrada. Tais benefícios impactam positivamente não só o desempenho individual, mas também a motivação e o engajamento de toda a equipe.

 Sabemos que a presença física pode facilitar interações, mas ela por si só não garante integração ou engajamento. Um ambiente inadequado — com refeitórios sobrecarregados, salas mal refrigeradas e uma estrutura que não comporta adequadamente o volume de pessoas — compromete o bem-estar e dificulta a própria colaboração que se busca incentivar.

A mobilidade urbana também é um fator de peso. Muitos colegas enfrentam deslocamentos diários exaustivos, passando horas no trânsito e no transporte público, em que superlotação e falhas técnicas são rotineiras, principalmente em dias de chuva. Isso representa não apenas um custo de tempo e energia, mas também um obstáculo para a inclusão e equidade no ambiente de trabalho. O modelo híbrido, nesse sentido, democratiza o acesso ao espaço físico da empresa, tornando-o mais acessível a todos, independentemente da distância entre suas casas e o local de trabalho.


Além disso, gostaríamos de reforçar que a forma como essa decisão foi comunicada não condiz com os valores de transparência e respeito mútuo que acreditamos serem fundamentais em qualquer organização. A ausência de justificativas claras, dados concretos ou abertura para contribuições dos colaboradores enfraquece a relação de confiança entre empresa e equipe.

Como mencionado em recente reportagem da Fortune, medidas de retorno obrigatório ao presencial sem uma comunicação clara têm gerado efeitos colaterais preocupantes, como comportamentos de desmotivação, atrasos e atitudes que expressam uma espécie de resistência passiva por parte dos colaboradores. Isso é um reflexo de um contrato social rompido — quando decisões são impostas sem diálogo, o resultado é perda de engajamento e produtividade. 

Os dados do Brasil confirmam essa percepção: uma pesquisa do Ministério do Trabalho com mais de 50 mil pessoas mostrou que 21,7% das demissões voluntárias foram motivadas por dificuldades de mobilidade, e 15,7% pela falta de flexibilidade da jornada. Somado a isso, 86% da população brasileira se sente insegura nas ruas, e entre as mulheres, os índices de assédio nos transportes públicos seguem alarmantes. Esses fatores não são meras estatísticas — fazem parte do nosso cotidiano.

Dados do Instituto Gallup — responsável pelo Programa de Desenvolvimento Individual (PDI) utilizado pelo próprio Senac São Paulo — reforçam essa visão: relacionamentos positivos no trabalho são fundamentais para o engajamento e a retenção, e podem florescer mesmo em modelos híbridos bem estruturados.

Diante disso, pedimos respeitosamente que a liderança reavalie a política atual de retorno presencial obrigatório, considerando:

  • a possibilidade de manutenção de um modelo híbrido flexível;
  • a adaptação da estrutura física da empresa para garantir conforto e bem-estar;
  • a criação de canais de escuta ativa e diálogo aberto entre colaboradores e gestão;
  • a consideração das realidades individuais e coletivas dos colaboradores no processo de tomada de decisão.


Acreditamos que uma empresa que se propõe a inovar e evoluir deve ouvir seus talentos, valorizar o que funciona e, acima de tudo, construir suas decisões com empatia, transparência e responsabilidade. Sabemos que decisões organizacionais nem sempre são fáceis, mas acreditamos que escutar a equipe é um passo essencial para fortalecermos nossa cultura de confiança e respeito.

Queremos o melhor para o Senac São Paulo — e acreditamos que esse caminho só se constrói juntos. 

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Abaixo-assinado criado em 30 de julho de 2025