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O problema

Manifesto do Stressionismo

Um Contra-manifesto –  Ação Estético-Político - anos 2000


O interesse do Stressionismo, não está ligado nem mesmo à própria poética do movimento (fundamentada na ausência de poética), que não pode ser considerado um movimento, mas sim, um surto. O conceito imagético e iconográfico é justamente a busca pelo não-conceito (o automóvel conceito de hoje, é o modelo obsoleto do amanhã).

Stressionismo é o fim dos paradigmas, receitas e padrões, justamente por já vivermos numa sociedade padronizada e mecanizada, esses modelos, impostos à arte, por autoridades discursivas, que a ditam e, impedem seu livre exercício e o seu avanço.


Stressionismo é negar a estética? É derrubar os cânones da sociedade? É um resgate das vanguardas artísticas? NÃO! Stressionismo não é a busca por uma nova estética, não é a procura de novas linguagens, signo ou simulacro; é reciclagem estética.

Stressionismo é: saturação da imagem. O Stressionismo já nasceu pré, já nasceu pós, já nasceu “neo”, já nasceu “dês”, por isso é desnecessário falar em vanguarda.


Stressionismo é a arte sem receita. É mistura, reciclagem, reconstrução, é... a quebra da linearidade do tempo, a história que se funde através dos tempos, reinventando o mundo, mesclando passado, presente e futuro no mesmo instante. Tendo como resultado uma prática de infinitas possibilidades, de correlações imagéticas, que podem perdurar por séculos em constantes mutações, numa permanente recodificação de dados. Stressionismo é arte virtual, porque arte não se define na matéria, é estado de espírito, é limpar a arte das impurezas e devolver todos os detritos ao seu lugar habitual; é priorizar o sensitivo em detrimento ao materialismo.


Se a arte tem como objetivo a contemplação, a arte stressionista não quer ser contemplada... ela só quer ser pensada.


Stressionismo é contra o irracionalismo e o informalismo da arte contemporânea, que transforma o objeto artístico em algo ininteligível.


Stressionismo é contra o stress. Stressionismo é a solução? Provocação? Contradição? Divergência?


O Stressionismo é a favor da crítica, porque todo artista é um crítico, porém, nem todo crítico é artista.


É a arte da ação ou reação?


Stressionismo é a quebra da subjetividade artística, das verdades absolutas, dos “dogmas” da arte; para se fazer valer o verdadeiro sentido e entendimento da palavra liberdade, ou não.


Vertentes Stressionistas

Charlatanismo Abstrato

Fazem parte do charlatanismo abstrato; todos aqueles, que se intitulam artistas e só produzem obras estritamente de cunho comercial, utilizando-se da obra de arte somente como um produto ou objetivando o fazer artístico, como um modo de produção, visando o lucro.


Dês stressionismo

Pertencem ao grupo do dês stressionismo, todo aquele que busca na arte, uma forma de dessestressar-se, fazendo uso dela, como terapia ocupacional ou arte-terapia.

Pós stressionismo

Fazem parte do pós stressionismo, todos e quaisquer indivíduos, que possam futuramente, criar ou desenvolver movimentos artísticos, a partir do ano de 2003, devendo então exaltar o surto stressionista como a gênese, a fonte, a inspiração.

Stafonismo concreto

Faz parte do stafonismo concreto, todo artista que vivencia situações de stress concentrado como: a crítica infundada, falta de inspiração, as imagens perdidas causadas por “pau” no HD, perda da memória e afins como: filas de banco para pagamento de contas diversas, propaganda política, ônibus lotado, carro da pamonha, enlatados americanos, enfim, todo e qualquer fator que possa vir a ser um “agente stressor”.

 

A Atitude stressionista.

Abolir as telas, pincéis e tintas da pintura e, na gravura a matriz será considerada como obra, pois, já existem as máquinas de xerox, as impressoras a laser e a jato de tinta.


Na fotografia, a eliminação do foco, a revelação será produzida com todas as luzes do laboratório fotográfico acesas, a fotografia stressionista é digital.


Só será permitido no desenho o uso do mouse, que aciona o cérebro letrônico,

transformando-o em suporte.


O stressionismo vai separar a dança da música e a música da dança.


O stressionismo quer ouvir o silêncio sem deixar de ser silenciosamente barulhento.


O stressionismo quer defender a culinária quanto arte, comer é privilegio de poucos e, arte também!

A única corrente que o stressionismo apóia é a corrente no portão durante noite.

A filosofia stressionista é a filosofia do bar, reduto contemporâneo de discussões que permitem ao artista, ver dobrado e, experiênciar o efeito op art mesmo sem ter visto obra alguma.

O stressionismo quer destruir as releituras das obras de arte, colocando no lugar a “errei a leitura” da obra de arte.


Na escultura o stressionismo vai de encontro ao movimento estático. O stressionismo quer discutir a tridimensionalidade do bidimensional e a imaterialização do material.


A imaterialidade, eliminando o discurso arbitrário da crítica de arte sobre o objeto/obra, no sentido de quebrar as regras impostas sobre a estruturação e instauração da obra de arte.


A dissolução das fronteiras entre os suportes e as linguagens artísticas. A mistura dos gêneros artísticos, épocas e tendências, a quebra da linearidade do tempo.


O stressionismo cancela a assinatura na obra de arte e, lança a logomarca stress, evitando assim injustiças como as que fizeram a Van Gogh, por exemplo, que pintou mais de setecentos quadros, rejeitados e... hoje, valem milhões por conter a sua assinatura.


O Stressionismo cria a dia mundial da COR, onde esse elemento estará em evidência. Devendo ser apreciado sem moderações , dando ênfase ao vermelho, principalmente no trânsito, onde desrespeitar uma cor resulta sempre em desastre!

STRESS – O INÍCIO

O neologismo estresse ou stress, foi utilizado primeiramente na Física, para traduzir o grau de deformidade sofrido por um determinado material (metal), submetido a um esforço ou tensão. O Dr. Hans Selye, transpôs a palavra stress para as ciências biológicas, aplicando-a na medicina. Significando-a como o esforço de adaptação do organismo, para enfrentar situações adversas ou que comprometam o equilíbrio interno do mesmo.


Hoje, usamos a palavra Stress indiscriminadamente, para definir diversas sensações que temos. Geralmente sendo empregada a situações de desgaste ou negativas. Portanto, é necessário ressaltar que: estresse ou Stress significa, também, situações prazerosas, reações orgânicas e psíquicas de adaptação, que o organismo emite quando esta exposto a qualquer estímulo que excite ou o faça feliz; apreciar uma obra de arte ou produzi-la, por exemplo.

Então, porque não se falar em Arte e Stress?

A CRÔNICA STRESSIONISTA


No início do século XX, o francês Marcel Duchamp, inaugura o seu “ready-made`` intitulado ``Fontain`` - um urinol assinado com vulgo de R. Mutt – O trabalho foi enviado para um importante salão de artes, manifestando sua indignação e o seu repúdio, frente à ditatorial academia de artes, que até o presente momento ditava todas as regras do fazer artístico.


Essa atitude subversiva, paradoxalmente transformou-se, posteriormente, na nova

academia, fundamentada em princípios autoritários, conceitos e dogmas; tendo a “anti-Arte” , paradoxalmente, como o grande expoente das vanguardas artísticas e da sociedade industrial.Surgem então, dezenas de movimentos, condensados em condenar o passado, decretando seu confinamento, instaurando o radicalismo de seus manifestos.


O Futurismo, por exemplo... escreveu Marinetti:


“Nós declaramos que o esplendor do mundo se enriqueceu com uma beleza nova: a beleza da velocidade. Um automóvel de corrida com seu cofre adornado de grossos tubos como serpentes de fôlego explosivo... um automóvel rugidor que parece correr sobre a metralha. É mais belo que Vitória de Samotracia”.


Segundo o stressionismo, o automóvel é hoje o signo de status e poder, é a maravilha que promove o caos das metrópoles, o transtorno do trânsito, a poluição ambiental, poluição sonora e, mata devido à imprudência de muitos condutores.

Marinetti Condenou a tradição:

“Nós queremos demolir os museus, as bibliotecas, combater o moralismo, o feminismo e todas as covardias oportunistas e autoritárias”.

Por ironia do destino foi justamente, nestes espaços que encontramos toda a ação da fúria futurista, se renderam ao fascismo e a mulher se tornou um símbolo de poder e sensibilidade, e o feminismo foi uma revolução regada a igualdade de direitos.

Enfim, O Dadaismo surge como uma forma de “anarquia a anti-arte”.

Se o Dada não significa nada, como afirmou Tzara, o Stresionismo é contra o nada e a favor do tudo, pois o tud,o também, contem o nada.

Em torno de toda a “irracionalidade” praticada pelo Dadaísmo... surge Breton... que poetiza toda a ação Surrealista (que é também, influenciada pela pintura metafísica de Giorgio de Chiricco, que por sua vez também pintou naturezas mortas).

A fuga para o irreal, distante das guerras e atrocidades que assolavam a Europa. A arte do inconsciente, o automatismo-psíquico, o onírico. O surrealismo foi baseado no sonho, o stressionismo é a falta de tempo para se dormir e atingir um estado profundo do sono necessário para se atingir o sonho. Sonha-se acordado, sonha-se com o hiper-realismo contemporâneo onde, real e imaginário fundem-se a todo instante.

Onde um 11 de setembro ainda para muitos parece ser uma cena de cinema, onde a guerra não cessa, seja ela química, biológica, psicológica, militar, civil ou religiosa.

A segunda guerra foi um elemento de cisão na cultura e na história da arte européia, contribuindo para a fuga surrealista Surgem então... Malevich , Mondrian e Kandinsky (este último que antes pintava como os impressionistas).

O Suprematismo acrescentou ao mundo da arte, a suposta “supremacia” da imagem através dos quadrados de Malevich influenciando o Construtivismo Russo.

Para o Stressionismo o quadrado significa píxel parte (abstrata) indispensável e fundamental para figuração. A funcionalidade e o racionalismo da Bauhaus que desencadeou hoje o chamado Design (ideias compartilhadas também, pelo Purismo, de Lê Cobusier e o Espirit Nouveau) levando as ideias da arte para outros segmentos da sociedade, deturpando o sentido do ato criador para longe das telas.

Para o Stressionismo a função da arte não é nem mesmo a contemplação. Criar uma obra de arte hoje, para ser contemplada é como se cometer um crime.

A retomada das vanguardas da segunda metade do século XX, período do pós-segunda guerra, é novamente uma tentativa de reinvenção da arte, o período dos ‘ neo’.

A Pop- art chega como veículo da sociedade consumista e individualista , onde Warol afirmava, erroneamente e contraditoriamente a morte da arte. Ao contrário da afirmação de Warol; para o Stressionismo a Arte não morreu, mas... se espalhou incontrolavelmente que: hoje, é impossível praticamente identificá-la com um olhar superficial de mundo.

Se o Minimalismo construía grandes obras (em dimensão) com o mínimo de recursos com o máximo de expressão;o Stressionismo é máximo de expressão com o máximo de recursos, reduzindo a obra de arte a um universo de imagens compactadas s num pequeno disco.

Nessa tentativa de reinventar a arte surge o Happening, a performance, uma espécie de teatro remodelado (não muito distante daqueles escritos por Ésquilo, na Grécia antiga, em honra a Dionísio, onde se originou a tragédia) e, por falar em tragédia... nos deparamos ainda com a Land-art, como se já não bastasse o estrago causado pelo homem a natureza.

A Land-art não se desloca do circuito comercial, ao contrário, vincula a sua marca aos nomes dos artistas. Ocorrendo uma inversão de valores: à construção de obras não-comerciais, comercializadas como fotografias e filmes.

Para o stressionismo o homem já interfere demasiadamente no meio ambiente, a natureza já cria suas próprias obras de arte e no Brasil, essa prática de obras no meio do nada foi elaborada fora do campo da arte com a rodovia transamazônica.

CONECTIVIDADE


A Palavra “Conectividade” é mais do que um “neologismo” frente à efêmera e dinâmica comunicação, a partir da suposta pós-modernidade em que vivemos. É, antes de tudo estar “mergulhado” em um novo universo.

“A virtualização... consiste em uma passagem do actual ao virtual...” (LÉVY, 1996, p.17).

Virtual é: potencializar todos os canais de informação. É um campo aberto a ser destrinchado. Podemos falar em conectividade nas mais distintas esferas ou segmentos em nossa sociedade, fazendo-se uso da tecnologia.

O acesso a essa tecnologia vem crescendo famigeradamente dia após dia como uma infindável bola de neve que nos atinge cada vez mais a todo instante. Hoje, estar conectado significa, interagir com um mundo de possibilidades na quebra das fronteiras geográficas, unindo pessoas e culturas.

Gerando uma ruptura de padrões, que se faz necessária uma reflexão, um discernimento maior, sobre o uso coerente desses novos meios de comunicação e de como se processa toda essa informação.

Ou seja: esse excesso de informação tem que ser “filtrado” para se evitar um empobrecimento cognitivo, no sentido amplo da palavra, para se fazer valer tudo que realmente acrescente e contribua para a evolução social, econômica, cultural e artística.

No âmbito artístico tudo isso se processa de forma interativa, descolando o espectador, do estado de elemento passivo a um interventor. Hoje, ele se conecta navegando por hipertexto, estímulos auditivos e visuais, permitidos pela arte eletrônica, numa interação magnética, impulsos elétricos, homem e máquina.

O computador, entre outros meios, serve como instrumento, veículo e ferramenta de ligação a uma nova realidade inovadora na criação. Esse novo imaginário se apresenta de forma híbrida, autônoma e distancia-se, do discurso e, do racionalismo exacerbado da arte moderna, indo ao encontro do experimentalismo, a desmaterialização e a desconstrução do objeto artístico, desvelando a civilização virtual.

O artista contemporâneo compartilha todo o seu âmago e subjetividade, nesse processo de “virtualização” e em busca da quebra da linearidade do sentido tempo-espaço.

Assim até poderíamos imaginar como se comportariam gênios como Van Gogh operando em bits e bites, fazendo seus corvos sobrevoarem os trigais.

Frente a todo esse novo panorama, o artista desenvolve esse papel de desvelar essas novas possibilidades, conseqüências, inovações tecnológicas e imagéticas, repletas de hibridismos e dissolução das fronteiras entre os suportes e linguagens.

As imagens são produzidas agora a partir das fontes mais diversas, a arte eletrônica é o palco que se apresenta de forma múltipla e variável, complexa, instável, infinita; tornando os artistas e público, cada vez mais diversificados, sem qualquer referência a padrões estéticos pré-estabelecidos ou institucionalizados. Desmaterializando a obra de arte em correntes elétricas e cálculos matemáticos.

Esse experimentalismo dos novos meios, desenvolve a chamada cibercultura, a cultura do “Remix” e da reprodutibilidade da obra de arte.

Imagens codificadas, re-codificadas, transversalmente e, interdisciplinarmente em torno do pensar-fazer.

É esta necessidade de criar imagens, inata ao ser humano que permite continuidade e o desenvolvendo novas tecnologias, linguagens, nesse dialógo homem-máquina interagindo entre real e imaginário.

O VELHO DE NOVO

Podemos dizer então que: a tecnologia contribui para a formação do novo, seja ele, estético, cultural, temporal, social. Mas a investigação sobre o novo, não se constitui somente em função da tecnologia ou da arte. Para os cidadãos cosmopolitas, padronizados, através de uma sociedade baseada no consumo o novo, também, reflete no comportamento da metrópole, em seu cotidiano.

Para melhor esclarecer esse pensamento sobre o novo é preciso citar exemplos ou situações desse comportamento. Tomando como base, por exemplo, a moda, ou melhor, o “estar na moda”, ou seguir uma determinada tendência.

Como produzir um novo modelo de sapato? Isto se torna um desafio, devido aos diversos modelos já inventados, de diversas formas, cores, moldes etc. Um sapato novo não significa um sapato recém-fabricado, mas sim, um recém-modificado esteticamente.

Para solucionar o problema da indústria, foi criado então o ‘sapatênis ’. Um misto de sapato+tênis para a mesma função. O sapatênis demonstra, uma importante realidade sobre o novo: hoje, se cria o novo a partir do velho. O novo é nada menos que o velho remodelado.

O cidadão necessita desse novo para se manter na “crista da onda” da sociedade. Utiliza seu sapatênis , devidamente adequado para sua calça “boca de sino”, com bolso especial para transportar um telefone (que é radio, internet, tv, câmara fotográfica e video) e desloca-se para a nova boate, que vai tocar em primeira mão, o novo hit do momento, uma versão techno do Elvis, em seu novo fusca New Beatle.

Hoje o sentido de maravilhoso não se dirige a uma pintura, mas a um vestido, por exemplo. Esse comportamento vivenciado cotidianamente pelos cidadãos, transfere-se também, para as vanguardas artísticas do século XX e um de seus grandes dilemas: Negar o passado, em nome do novo.

Então, uma pergunta paira sobre nossas cabeças... como seria possível criar o novo sem utilizar-se do velho? A melhor solução abordada até agora, por alguns artistas contemporâneos, por enquanto, no meu modo vista: para solucionarem seus problemas em criação ou elaboração do novo, adotam uma estratégia semelhante ao exemplo citado da indústria, recorrendo à releitura de obras, e a movimentos artísticos, como a tendência “atual” da pintura o neo-expressionismo.

O grande destaque da mega exposição patrocinada pela Zuid Corporation, tráz como grande atrativo ao público, a releitura de um determinado quadro, de um determinado pintor renascentista, em forma de esculturas humanas.

Na sociedade da imagem, sempre é preciso estar atento a esses pequenos, mas importantes fatores, na leitura do novo; a nossa realidade gira em torno do “velho de novo”, que pelo fato de ser tão antigo, se torna novidade, principalmente para as novas gerações.

Não se pode apagar o passado, ele é parte fundamental para a constituição do novo, principalmente quando se fala em Arte. A vanguarda, na sua elaboração do novo, é extremamente dependente da história (do passado) para mover-se, embora na maioria de seus manifestos, é constante a negação deste.

P.S. –

Dicionário Aurélio, pág 41.

ARTE Sf.Capacidade que tem o homem de dominando a matéria, por em prática uma idéia. 2As artes Plásticas. 3 Os preceitos necessários à execução de qualquer arte. 4 habilidade; engenho. Profissão. 6 Maneiras, modo.7 bras. Travessura.

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Wilson InacioCriador do abaixo-assinado

Os tomadores de decisão

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Abaixo-assinado criado em 8 de novembro de 2020