

Repúdio às rádios e TVs que banalizam a morte dos animais
O problema
Receitas com animais no meio do noticiário e propagandas "felizes" que escondem o horror dos matadouros: somos contra!
Este é um abaixo-assinado direcionado para veículos de Rádio e Televisão com o objetivo de trazer consciência e maior sensibilidade acerca de conteúdos jornalísticos e comerciais que tratam com banalidade a morte e o sofrimento dos animais. Para nós - vegetarianos, veganos e pessoas sensíveis à causa animal, é extremamente violento ouvir ou ver, no meio da programação de notícia ou de entretenimento, uma receita de cordeiro, de peru, de pato, de vaca, de porco, de peixe etc, tratando o animal como coisa ou mero objeto de consumo para o bel-prazer, com total ausência de misericórdia ou compaixão por seres que estão sendo vítimas de um verdadeiro holocausto. Incomoda muito a violência sendo trazida como uma normalidade, com total ausência de questionamento ou reflexão sobre o tema.
Como ouvintes e telespectadores de seus programas, pedimos por maior empatia, reflexão e responsabilidade. Manifestamos aqui o nosso repúdio por tamanha insensibilidade. Clamamos por uma mudança de postura.
Já somos quase 30 milhões de vegetarianos ou veganos declarados no Brasil, segundo pesquisa realizada pelo Ibope em 2018. E observando o movimento de crianças e adolescentes se compadecendo cada vez mais cedo perante a situação em que se encontram os animais, este número deverá crescer exponencialmente nos próximos anos. É tempo de mudança!
Nosso pedido para todos os comunicadores, sobretudo para os jornalistas - que buscam constantemente olhar para a verdade dos fatos, é que se abram para uma reflexão e investigação mais profunda a respeito do que está por trás das indústrias que vivem e se enriquecem às custas da exploração dos animais e para que também lancem um novo olhar, sob uma ótica mais reflexiva, para a nossa cultura gastronômica e para os impactos que esta cultura gera para a vida destes animais, para a vida selvagem e para a natureza de um modo geral.
Repudiamos, também, os comerciais de carne que camuflam o horror. A atmosfera leve, alegre e até de alto astral mostrada nas propagandas estreladas por artistas e jornalistas que são referências de pessoas corretas e de bem, abençoando o consumo da carne como se o horror por trás dela não existisse, não corresponde em nada à realidade sombria do submundo da carne. O que existe na verdade são cenas de terror, gritos de tortura, cheiro de sangue, medo, perturbação, profundo sofrimento e morte.
Pedimos para que todos - de jornalistas à artistas, de agências de publicidade à consumidores, para que todos façam o exercício de se colocar no lugar dos animais. Para que examinem a consciência antes de propagar falas, dicas, produtos, anúncios e empresas. Para que tenham coragem para olhar para a verdade e para que assumam o compromisso de comunicar a verdade.
À exemplo do jornalista Cid Moreira, que recusou proposta milionária da JBS para ser garoto-propaganda da Friboi. “Recusei e não me arrependo. Sou vegetariano, tenho princípios.” – disse o jornalista em entrevista para o site UOL.
O youtuber Felipe Neto também abriu mão de R$470 mil ao quebrar contrato com a rede Subway. “Tinha opção de cumprir o contrato e só anunciar minha mudança depois, mas decidi que já tinha sido hipócrita por tempo demais consumindo carne, mesmo sabendo das consequências”. Ele também fechou a sua rede de fast food de coxinha Neto’s. “Eu acredito que o mundo só melhora quando aqueles que detém o poder econômico abrem mão de alguns lucros em prol do planeta” – publicou em seu Twitter.
Sabemos que o direito de um acaba quando começa o direito dos outros. Nossa proposta, aqui, é ir além, é transcender a esfera dos direitos humanos, é ampliar o círculo da compaixão, nos unindo em prol de um bem maior a todos: o direito à vida dos animais.
O Natal está aí, período em que mais se matam animais. Há uma matança camuflada, legalizada, legitimada, propagada, vendida e consumida.
É triste que ainda neguemos compaixão aos animais, como se eles não fossem dignos de merecê-la. “Se os matadouros tivessem paredes de vidro, todos seríamos vegetarianos”, disse Paul McCartney, que é vegetariano. Abra os olhos para ver a verdade e escolha o amor.
Que possamos, juntos, refletir cada vez mais sobre velhos hábitos para caminharmos para um novo modo de vida e de existência mais empático e compassivo para todos os seres.
Os animais são responsabilidade dos humanos. Não se omita.
ANIMAIS SÃO SAGRADOS.
Texto: Giulianna Correia

O problema
Receitas com animais no meio do noticiário e propagandas "felizes" que escondem o horror dos matadouros: somos contra!
Este é um abaixo-assinado direcionado para veículos de Rádio e Televisão com o objetivo de trazer consciência e maior sensibilidade acerca de conteúdos jornalísticos e comerciais que tratam com banalidade a morte e o sofrimento dos animais. Para nós - vegetarianos, veganos e pessoas sensíveis à causa animal, é extremamente violento ouvir ou ver, no meio da programação de notícia ou de entretenimento, uma receita de cordeiro, de peru, de pato, de vaca, de porco, de peixe etc, tratando o animal como coisa ou mero objeto de consumo para o bel-prazer, com total ausência de misericórdia ou compaixão por seres que estão sendo vítimas de um verdadeiro holocausto. Incomoda muito a violência sendo trazida como uma normalidade, com total ausência de questionamento ou reflexão sobre o tema.
Como ouvintes e telespectadores de seus programas, pedimos por maior empatia, reflexão e responsabilidade. Manifestamos aqui o nosso repúdio por tamanha insensibilidade. Clamamos por uma mudança de postura.
Já somos quase 30 milhões de vegetarianos ou veganos declarados no Brasil, segundo pesquisa realizada pelo Ibope em 2018. E observando o movimento de crianças e adolescentes se compadecendo cada vez mais cedo perante a situação em que se encontram os animais, este número deverá crescer exponencialmente nos próximos anos. É tempo de mudança!
Nosso pedido para todos os comunicadores, sobretudo para os jornalistas - que buscam constantemente olhar para a verdade dos fatos, é que se abram para uma reflexão e investigação mais profunda a respeito do que está por trás das indústrias que vivem e se enriquecem às custas da exploração dos animais e para que também lancem um novo olhar, sob uma ótica mais reflexiva, para a nossa cultura gastronômica e para os impactos que esta cultura gera para a vida destes animais, para a vida selvagem e para a natureza de um modo geral.
Repudiamos, também, os comerciais de carne que camuflam o horror. A atmosfera leve, alegre e até de alto astral mostrada nas propagandas estreladas por artistas e jornalistas que são referências de pessoas corretas e de bem, abençoando o consumo da carne como se o horror por trás dela não existisse, não corresponde em nada à realidade sombria do submundo da carne. O que existe na verdade são cenas de terror, gritos de tortura, cheiro de sangue, medo, perturbação, profundo sofrimento e morte.
Pedimos para que todos - de jornalistas à artistas, de agências de publicidade à consumidores, para que todos façam o exercício de se colocar no lugar dos animais. Para que examinem a consciência antes de propagar falas, dicas, produtos, anúncios e empresas. Para que tenham coragem para olhar para a verdade e para que assumam o compromisso de comunicar a verdade.
À exemplo do jornalista Cid Moreira, que recusou proposta milionária da JBS para ser garoto-propaganda da Friboi. “Recusei e não me arrependo. Sou vegetariano, tenho princípios.” – disse o jornalista em entrevista para o site UOL.
O youtuber Felipe Neto também abriu mão de R$470 mil ao quebrar contrato com a rede Subway. “Tinha opção de cumprir o contrato e só anunciar minha mudança depois, mas decidi que já tinha sido hipócrita por tempo demais consumindo carne, mesmo sabendo das consequências”. Ele também fechou a sua rede de fast food de coxinha Neto’s. “Eu acredito que o mundo só melhora quando aqueles que detém o poder econômico abrem mão de alguns lucros em prol do planeta” – publicou em seu Twitter.
Sabemos que o direito de um acaba quando começa o direito dos outros. Nossa proposta, aqui, é ir além, é transcender a esfera dos direitos humanos, é ampliar o círculo da compaixão, nos unindo em prol de um bem maior a todos: o direito à vida dos animais.
O Natal está aí, período em que mais se matam animais. Há uma matança camuflada, legalizada, legitimada, propagada, vendida e consumida.
É triste que ainda neguemos compaixão aos animais, como se eles não fossem dignos de merecê-la. “Se os matadouros tivessem paredes de vidro, todos seríamos vegetarianos”, disse Paul McCartney, que é vegetariano. Abra os olhos para ver a verdade e escolha o amor.
Que possamos, juntos, refletir cada vez mais sobre velhos hábitos para caminharmos para um novo modo de vida e de existência mais empático e compassivo para todos os seres.
Os animais são responsabilidade dos humanos. Não se omita.
ANIMAIS SÃO SAGRADOS.
Texto: Giulianna Correia

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Abaixo-assinado criado em 15 de dezembro de 2020