Vitória

Exigimos que não seja permitida a construção da "Cidade da Sonae" em Sintra

Este abaixo-assinado foi vitorioso com 2.081 apoiadores!


Exigimos que não seja permitida a construção da Cidade da Sonae PORQUE:

1. Dizemos BASTA à degradação da paisagem!

2. O impacto paisagístico das grandes construções em betão é negativo e irreversível no enquadramento da Serra de Sintra. Porque o terreno em questão se encontra no sopé da Serra e é necessário preservar e melhorar, integrando zonas com mato mediterrânico para que a transição para a zona florestal seja orgânica e harmoniosa.    

3. A criação de mais um estabelecimento comercial de grande dimensão irá ameaçar a viabilidade das inúmeras grandes superfícies já existentes nas proximidades e o já muito debilitado comércio local das vilas do Concelho de Sintra, prejudicando a vivência urbana, o emprego e a atratividade residencial das áreas urbanas envolventes. Existem já existem vários centros comerciais de grandes dimensões (Forum Sintra, Beloura, Cascaishopping e muitas outras grandes superfícies de comércio) e os pequenos centros comerciais das vilas contiguas estão vazios e em estado de degradação (por exemplo o Floresta Center, o Fitares Shopping, etc) tornando o ambiente urbano hostil e feio.

4. O IC 19 encontra-se frequentemente com trânsito congestionado, este projeto vai levar ao aumento significativo do tráfego e consequentemente a longos períodos de espera em horas de ponta, a ruído e a poluição, levando à degradação ambiental e paisagística de uma zona crítica.

5. A impermeabilização e as barreiras no solo aumentam cada vez mais o risco de cheias e catástrofes naturais.  

6. É necessário e urgente promover a requalificação das construções existentes, nomeadamente a dos bairros da Abrunheira incluídos no plano, mas não faz sentido a construção nova, de grandes dimensões, na atual conjuntura financeira e no já sobrecarregado Concelho de Sintra. Não queremos que o território seja ocupado indefinidamente e fazemos questão que exista uma política que promova a requalificação do edificado existente travando a proliferação do betão e de subúrbios descaracterizados e desumanizados.

7. Exigimos a promoção de desenvolvimento sustentável em cumprimento das metas de redução de emissões assumidas por Portugal no quadro Europeu e no contexto de aceleradas e imprevisíveis mudanças climáticas. As soluções devem passar por recuperar o edificado existente, diminuir o consumo de recursos em construção nova (com grande energia incorporada e grande pegada ecológica) e aumentar as áreas de coberto vegetal.

8. As nossas crianças, os jovens, os adultos, os seniores e os turistas não precisam de jardins com miniaturas dos monumentos de Sintra, mas sim que lhes seja deixado um legado de qualidade ambiental e paisagística primando pela preservação do Património construído e pela regeneração e preservação da Natureza.      

9. Sintra é Património Mundial e é por isso um bem que a toda a Humanidade diz respeito. As políticas de preservação e de promoção do turismo devem olhar o Concelho como um todo para que toda a paisagem no eixo Lisboa-Sintra e Sintra-Cascais seja atrativa promovendo o bem estar da população e o turismo. A responsabilidade acrescida deve incentivar intervenções exemplares no sentido da redução dos impactos e não o seu oposto.        

10. E por fim porque o endividamento financeiro coletivo a que Portugal chegou na atualidade em muito se deve a projetos que, como este, estão desfasados da nossa realidade económica e das nossas necessidades reais. Não queremos mais projetos feitos a reboque de interesses que estão longe de satisfazer as necessidades dos cidadãos, do país e da comunidade humana.

ENQUADRAMENTO

O PPAN incide sobre uma área de cerca de 70 ha maioritariamente cobertos com matos mediterrânicos, que se localiza na freguesia de S. Pedro de Penaferrim – atualmente integrada na União das Freguesias de Sintra (Santa Maria e São Miguel, São Martinho e São Pedro de Penaferrim). O território do PPAN está na transição da zona envolvente da Serra de Sintra, com características agrícolas e florestais e que se situa a poente do IC30/A16, com zonas industriais (zona industrial de Mem Martins, a norte do IC19) e de logística, a nascente, marginando o IC19. Para sul situa-se um mosaico de áreas urbanas e turísticas (Beloura).

Podem consultar os elementos do projecto AQUI 

(Podem reforçar a discordância e exigir que a Cidade da Sonae não seja construída durante o "Período de Consulta Pública", até 9 de Janeiro de 2015, entregando no GAM (Gabinete de Apoio ao Munícipe de Sintra) um "requerimento dirigido ao Sr. Presidente da Câmara".

Temos até dia 9 de Janeiro de 2015 para travar esta mega construção em Sintra. Juntos a nossa voz conta!  



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Catarina Pinto precisa do seu apoio na petição «Sr. Presidente da Câmara Municipal de Sintra: Exigimos que não seja permitida a construção da "Cidade da Sonae" em Sintra». Junte-se agora a Catarina e mais 2.080 apoiadores.