Não ao Centro Logístico Campo Grande! Queremos Paranapiacaba VIVA.

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DIGA NÃO AO CENTRO LOGÍSTICO CAMPO GRANDE! #sosparanapiacaba

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Santuário da Mata Atlântica, a Vila Histórica de Paranapiacaba,localizada no município de Santo André, na zona sudeste da Região Metropolitana de São Paulo está ameaçada por um Centro Logístico, empreendimento de médio porte em área de proteção dos mananciais e de grande visitação turística. 

As Áreas Afetadas fazem impactam direta ou indiretamente três Unidades de Conservação públicas, uma delas entre as mais antigas do Brasil: a Reserva Biológica do Alto da Serra de Paranapiacaba, a outra, o Parque Estadual da Serra do Mar, que pode ser considerada uma “máquina natural paulista de produção de água” e outros serviços ecossitêmicos: sequestro de Carbono, redução de calor das cidades, prevenção de enchentes e doenças, e outra o Parque Natural Municipal Nascentes de Paranapiacaba onde nasce o Rio Pinheiros. Todas abrigam incríveis espécies de fauna e flora, dentre elas mais de 23 espécies em algum grau de ameaça de extinção.

Essas Unidades de Conservação são Zonas Núcleo da Reserva da Biosfera do Cinturão Verde da Cidade de São Paulo e da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica, reconhecidas mundialmente pelo Programa MaB Unesco.

Os Estudos de Impacto Ambiental e Relatório de Impacto ao Meio Ambiente foram realizados, os próprios, apesar das retóricas, informam sobre a grande ameaça a biodiversidade. Não consta até o momento estudos sobre o impacto no turismo. Audiências foram realizadas nos dias 12/12/2018 em Rio Grande da Serra e 17/12/2018 em Santo André, foram ignorados os outros municípios afetados como Ribeirão Pires e São Bernardo do Campo. 

Trata-se de um projeto de negativo impacto social, ambiental, econômico e cultural, impactando áreas de grande potencial turístico e outras formas desenvolvimento verdadeiramente sustentável como criação de abelhas nativas, sistemas agroflorestais, coleta de sementes de espécies nativas, observação de aves, pesquisa e educação, etc, pretende ocupar 91 hectares (equivalente a 91 campos de futebol) desmatando áreas de florestas em estágio inicial e médio de sucessão, ocupando várzeas e campos antrópicos, estes últimos apesar de terem sido impactados no passado, ainda prestam serviços à fauna e sociedade e podem ter usos menos impactantes.  

Estudos realizados na área, apontam mais de 20 espécies (peixes, serpentes, anfíbios e mamíferos) ameaçadas de extinção, um número ainda maior (48 aves) é composto por espécies altamente sensíveis à alterações e degradações ambientais. O próprio EIA-RIMA aponta que estudos foram feitos nos períodos frios, portanto feitos nas estações primavera e verão e em dias mais quentes apontariam resultados mais ricos.

Não foram considerados no EIA-RIMA os morcegos, as aranhas e opiliões (possivelmente sensíveis às alterações ambientais), as minhocas e os insetos, enquanto a região tem uma espécie de borboleta (Actinote zikani D'Almeida 1951) criticamente em perigo, consta na lista das 100 espécies mais ameaçadas do mundo.  Todos exercem papéis fundamentais no ecossistema.

O tráfego de potentes e pesados caminhões, que irá afogar e destruir estradas dos municípios ao redor, Rio Grande da Serra e Ribeirão Pires, aumentará também o número de acidentes com outros veículos (como ocorriam inclusive vítimas fatais anos atrás), poluição atmosférica e congestionamentos. Irá estimular a também a construção de um viaduto, pode aumentar a violência local, já que poderá estimular roubo de cargas em rodovias.  

Outro fato é a ocupação irregular que acontecerá no local ou imediações após a implantação deste projeto, pois devido à grande circulação de caminhões, logo aparecerão... Borracharias, bares, casas noturnas, etc, e com isso o aumento do tráfico de drogas, drogadição, prostituição, crimes ambientais, entre outros.

A falsa promessa de geração de emprego, renda e aumento da massa salarial, está dada com o objetivo de dividir a população local, porém sabemos que esses tais empregos não irão beneficiar os moradores da vila de Paranapiacaba, pois a promessa de renda-fixa afasta-os da cultura de desenvolvimento sustentável, são empregos de salários mínimos e com grande flutuação, pois os galpões serão alugados, portanto empresas logísticas podem montar e desmontar galpões conforme as crises ou demandas do mercado, contratando e demitindo os trabalhadores, reduzindo perspectivas de futuro.

A obra gerará impacto à beleza do local, com entornos tombados pelo Condephaat (Conselho de Defesa do Patrimônio Histórico, Artístico e Arqueológico e Turístico do Estado de São Paulo), Iphan (Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional), são décadas de trabalhos de tombamento e aprimoramento do turismo sustentável, mais de 100 anos de conservação da biodiversidade na Reserva Biológica do Alto da Serra, 40 anos de conservação do Parque Estadual da Serra do Mar ameaçados.

Lembrem-se dos “acidentes” (crime) ambientais e sociais que tem ocorrido, no passado eles foram aprovados com o discurso de sustentáveis. 

Não vamos deixar a nossa vila morrer, ela o local do seu lazer! 

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