Somos CONTRA a redução de 90% das normas de segurança do trabalho

O problema

Em maio de 2019, o presidente Jair Bolsonaro anunciou pelas redes sociais a redução de 90% das Normas Regulamentadoras (NR’s) de segurança e saúde no trabalho. A principal justificativa era a de que os empresários gastam muito para seguirem as normas. As alterações iniciaram e, o que era dúvida, se tornou muito claro: o governo esta flexibilizando as regras, sujeitando aumentar os riscos e consequências aos trabalhadores. Assine para evitarmos mais mortes!

Quase um ano depois do anunciado, o Ministerio Público do Trabalho conseguiu, via ação civil pública, decisão favorável à anulação das alterações que foram realizadas pelo governo Bolsonaro, resultando em manutenção do texto anterior às alterações.

Na mesma decisão proferida, o juiz exige que a União respeite as regras gerais de alterações normativas para, desta forma, proceder de forma adequada, planejada e com o devido efeito que se espera de modernizações de normas de segurança e saúde, ou seja, que as NRs fiquem mais claras e tenham maior eficiência na prevenção de acientes e doenças ocupacionais.

Como ja escrevemos anteriormente aqui, o governo tentava tornar a vida do empresáriado mais fácil, da pior forma possível, pois, ao inves de reduzir a carga tributária altíssima, preferiu modificar regras de segurança e saúde, colocando os empregados em perigo, arriscando aumentar o rombo no sistema do INSS com o possível aumento dos gastos com auxílios doença e acidente e pensões, além dos custos de atendimentos a acidentes e doenças do trabalho via SUS.

Alguns dados sobre acidentes e mortes no trabalho (2012 a 2018) para relembrarmos:

- Aconteceram 528.473 acidentes causados por máquinas;

- 2058 pessoas morreram em acidentes causados por máquinas;

- As máquinas causaram 25.790 amputações.

- Em geral, no Brasil ocorre 1 acidente de trabalho a cada 49 segundos.

Ronaldo Lira, procurador do Trabalho, afirma que as normas são criticadas por exigirem investimentos em segurança, porém, salvam vidas e evitam acidentes ao exigirem, por exemplo: cortinas de luz, sensores, mecanismos de segurança, adequação de máquinas, ancoragem para evitar quedas e etc.

Continuamos acreditando e afirmando que as normas atuais precisam de modernização e correção em inúmeros textos e, em comparação com muitos países desenvolvidos estão atrasadas, já que nestes locais, também existe a preocupação com a saúde mental dos trabalhadores.

Vamos manter a luta pela melhoria das regras, de forma coerente, prevencionista e adequada.

Ajude-nos a manter a pressão sob aqueles que podem nos ajudar nestas medidas. Assine para lutarmos em favor da segurança e saúde do trabalho!

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Adriano Dornelles da SilvaCriador do abaixo-assinadoTec de segurança do trabalho, consultor de SST e academico de engenharia mecanica na FURG.

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O problema

Em maio de 2019, o presidente Jair Bolsonaro anunciou pelas redes sociais a redução de 90% das Normas Regulamentadoras (NR’s) de segurança e saúde no trabalho. A principal justificativa era a de que os empresários gastam muito para seguirem as normas. As alterações iniciaram e, o que era dúvida, se tornou muito claro: o governo esta flexibilizando as regras, sujeitando aumentar os riscos e consequências aos trabalhadores. Assine para evitarmos mais mortes!

Quase um ano depois do anunciado, o Ministerio Público do Trabalho conseguiu, via ação civil pública, decisão favorável à anulação das alterações que foram realizadas pelo governo Bolsonaro, resultando em manutenção do texto anterior às alterações.

Na mesma decisão proferida, o juiz exige que a União respeite as regras gerais de alterações normativas para, desta forma, proceder de forma adequada, planejada e com o devido efeito que se espera de modernizações de normas de segurança e saúde, ou seja, que as NRs fiquem mais claras e tenham maior eficiência na prevenção de acientes e doenças ocupacionais.

Como ja escrevemos anteriormente aqui, o governo tentava tornar a vida do empresáriado mais fácil, da pior forma possível, pois, ao inves de reduzir a carga tributária altíssima, preferiu modificar regras de segurança e saúde, colocando os empregados em perigo, arriscando aumentar o rombo no sistema do INSS com o possível aumento dos gastos com auxílios doença e acidente e pensões, além dos custos de atendimentos a acidentes e doenças do trabalho via SUS.

Alguns dados sobre acidentes e mortes no trabalho (2012 a 2018) para relembrarmos:

- Aconteceram 528.473 acidentes causados por máquinas;

- 2058 pessoas morreram em acidentes causados por máquinas;

- As máquinas causaram 25.790 amputações.

- Em geral, no Brasil ocorre 1 acidente de trabalho a cada 49 segundos.

Ronaldo Lira, procurador do Trabalho, afirma que as normas são criticadas por exigirem investimentos em segurança, porém, salvam vidas e evitam acidentes ao exigirem, por exemplo: cortinas de luz, sensores, mecanismos de segurança, adequação de máquinas, ancoragem para evitar quedas e etc.

Continuamos acreditando e afirmando que as normas atuais precisam de modernização e correção em inúmeros textos e, em comparação com muitos países desenvolvidos estão atrasadas, já que nestes locais, também existe a preocupação com a saúde mental dos trabalhadores.

Vamos manter a luta pela melhoria das regras, de forma coerente, prevencionista e adequada.

Ajude-nos a manter a pressão sob aqueles que podem nos ajudar nestas medidas. Assine para lutarmos em favor da segurança e saúde do trabalho!

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Adriano Dornelles da SilvaCriador do abaixo-assinadoTec de segurança do trabalho, consultor de SST e academico de engenharia mecanica na FURG.

Os tomadores de decisão

Senador Paulo Paim
Senador Paulo Paim
Presidente da Comissão de Direitos Humanos do Senado Federal
Senado Federal
Senado Federal
Senado Federal
Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Nacional
Comissão de Assuntos Econômicos do Senado Nacional
Comissão de Direitos Humanos do Senado Nacional
Comissão de Direitos Humanos do Senado Nacional

Atualizações do abaixo-assinado

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Abaixo-assinado criado em 13 de maio de 2019