Somos CONTRA a redução de 90% das normas de segurança do trabalho

0 pessoa já assinou. Ajude a chegar a 35.000!


Em maio, o presidente Jair Bolsonaro anunciou pelas redes sociais a redução de 90% das Normas Regulamentadoras (NR’s) de segurança e saúde no trabalho. A principal justificativa é a de que os empresários gastam muito para seguirem as normas. As alterações já iniciaram e, o que era dúvida, se tornou claro: o governo esta flexibilizando as regras, sujeitando aumentar os riscos e consequências aos trabalhadores. Assine para evitarmos mais mortes!

O secretário especial de Previdência e Trabalho, Rogério Marinho, afirma que a diminuição das regras que protegem milhões de trabalhadores irá gerar mais empregos, porém, precisamos lembrar que existem muitas outras medidas para combater o desemprego sem colocar a vida dos trabalhadores em risco, uma delas é diminuir os impostos sobre os equipamentos de proteção.

As primeiras NRs revistas foram as de número 1 e 12, que tratam sobre as disposições gerais das normas e da regulamentação de maquinas e equipamentos, respectivamente, e estão ligadas a todos os ramos de negócios, devendo proteger a saúde dos trabalhadores.

As alterações feitas nestas normas, além da extinção da NR 2, demonstram claramente o objetivo de flexibilizar por redução, as regras gerais de segurança e saúde do trabalho, o que resultará naturalmente, em aumento do número de acidentes e doenças do trabalho.

O governo tenta tornar a vida do empresário mais fácil, coloca os empregados em perigo, e arrisca aumentar o rombo no sistema do INSS com o possível aumento dos gastos com auxílios doença e acidente e pensões, além dos custos de atendimentos a acidentes e doenças do trabalho via SUS.

Alguns dados sobre acidentes e mortes no trabalho (2012 a 2018):

- Aconteceram 528.473 acidentes causados por máquinas;

- 2058 pessoas morreram em acidentes causados por máquinas;

- As máquinas causaram 25.790 amputações.

- Em geral, no Brasil ocorre 1 acidente de trabalho a cada 49 segundos.

Ronaldo Lira, procurador do Trabalho, afirma que as normas são criticadas por exigirem investimentos em segurança, porém, salvam vidas e evitam acidentes ao exigirem, por exemplo: cortinas de luz, sensores, mecanismos de segurança, adequação de máquinas, ancoragem para evitar quedas e etc.

Vale lembrar que as normas atuais precisam de modernização e correção em inúmeros textos e, em comparação com muitos países desenvolvidos estão atrasadas, já que nestes locais, também existe a preocupação com a saúde mental dos trabalhadores.

Assine para lutarmos contra essas medidas!