VAI TER MULHER, SIM!

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Senhor presidente do SESC-RN, Marcelo Fernandes de Queiroz:

Viemos através desta carta aberta solicitar que o senhor declare ilegítimo o resultado do Edital nº 001/2017, Edital de Cultura Galeria SESC 2018 Cidade Alta, que veio a público no último dia 13 de novembro.  

Em pleno 2017, convêm às instituições defenderem a igualdade e a diversidade em suas decisões. O fato de terem sido selecionados seis (6) homens artistas para a ocupação da Galeria Sesc Cidade Alta e nenhuma mulher, mesmo sendo de conhecimento geral que o estado do Rio Grande do Norte tem muitas artistas mulheres de grande talento e comprovada trajetória artística, tanto nacional como internacional, gera incômodo e uma sensação de injustiça que pode gerar mal entendidos permanentes, associando o SESC a atitudes machistas, misóginas e autoritárias, além de não transparentes.


Quando foi pedido um posicionamento por parte da instituição SESC RN, os responsáveis optaram por recorrer a conhecidos argumentos conservadores que apenas tentam disfarçar os posicionamentos machistas tomados. Foi nos dito, e citamos a resposta recebida: “Entendemos e respeitamos a posição quanto à importância da representatividade feminina. No entanto, gostaríamos de ressaltar que tal observação não procede no caso da seleção de trabalhos para compor o calendário 2018 da Galeria Sesc Cidade Alta, uma vez que os critérios para escolha não foram baseados em gênero, e sim na relevância artística”.  Esta resposta dá a entender que para o SESC-RN não há, entre a produção realizada por mulheres no estado, qualidade suficiente.


Todos os assinantes desta petição, artistas, curadores, escritores, agentes culturais e cidadãos rejeitam esse resultado e consideram que não esteja de acordo com os princípios de democratização e diversificação da cultura que pautam a instituição e o contexto histórico-social em que vivemos.

Queremos que se faça o possível para que o SESC-RN não volte a protagonizar episódios de misoginia como este. Queremos que no futuro as decisões do SESC-RN sejam pautadas na transparência. Para tal sugerimos certas ações positivas:


1. que futuros resultados sejam divulgados com especificações sobre a homologação dos inscritos, com os critérios para classificação/desclassificação e critérios claros de pontuação;

2.  que as propostas vencedoras sejam feitas públicas, com fins, inclusive, educativos;

3. que os nomes da comissão julgadora e seus currículos vitae sejam escolhidos pela comprovada atuação na área que julgam e que sejam devidamente divulgados;


Dito isso, reforçamos nosso pedido de que o edital nº 001/2017 seja impugnado e uma nova seleção seja realizada, dessa vez pautada por princípios de igualdade de gênero e representatividade, com uma comissão de seleção constituída de representantes da classe cultural atuante no país e do estado do Rio Grande do Norte; e com um resultado transparente, que respeite as ações positivas sugeridas anteriormente.



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