Diga NÃO à construção do complexo eólico próximo ao habitat da arara-azul-de-lear!

O problema

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A multinacional francesa Voltalia está iniciando a construção de um complexo eólico em Canudos, na região da Caatinga baiana, a 400 km de Salvador. O projeto prevê a instalação de 28 turbinas eólicas num primeiro momento e outras 53 numa segunda fase. O empreendimento contará ainda com uma rede de transmissão de energia de 50 km, adentrando o município de Jeremoabo. 

Toda a eletricidade produzida será vendida para a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) num contrato já fechado pelos próximos 20 anos. Acontece que essa mesma região abriga o principal refúgio no Brasil da arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari), espécie considerada em perigo de EXTINÇÃO, de acordo com a União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), e uma das 7 maravilhas da natureza. A arara-azul-de-lear tem o hábito de realizar longos voos diariamente, cerca de 60 a 80 km. Sai do dormitório ao amanhecer, se alimenta em áreas vizinhas à sua morada, basicamente dos cocos da palmeira licuri, e, no final da tarde, pode ser vista, aos bandos, chegando de diversas direções.

"Achamos arriscado o funcionamento de um parque eólico na área de ocorrência das leares. A espécie voa aos pares e em bando, de modo que um único evento de colisão poderá incidir na morte de muitos indivíduos e comprometer a viabilidade populacional em pouco tempo, ou seja, extinguir a espécie", alerta Glaucia Drummond, superintendente da Fundação Biodiversitas.

Descrita pela primeira vez em 1856, o habitat da arara-azul-de-lear permaneceu desconhecido por mais de um século. Foi apenas em 1978 que pesquisadores descobriram sua localização, na região conhecida como Raso da Catarina, considerada por isso "sítio-chave" pela Aliança Global para a Extinção Zero e área prioritária de importância extremamente alta para conservação da biodiversidade da Caatinga pelo Ministério do Meio Ambiente. Por causa da melhora nos números da população, a arara-azul-de-lear passou da categoria "criticamente em perigo" da IUCN para "em perigo.

❌ Segundo a Biodiversitas, um dos pontos que mais chama a atenção sobre o empreendimento é que a Voltalia não precisou apresentar um licenciamento ambiental completo para obter a permissão para a obra. Uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) estabelece a exigência de Estudo de Impacto Ambiental completo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima), além de audiências públicas, para plantas eólicas que estejam situadas em "em áreas de ocorrência de espécies ameaçadas de extinção e endemismo restrito".

❗ Por isso, solicitamos ao Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), à Secretaria de Meio Ambiente da Bahia, ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e ao Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (CEMAVE), que as exigências do Conama sejam cumpridas e respeitadas. Que sejam realizados: Estudo de Impacto Ambiental completo, Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) e audiências públicas.

Além disso, exigimos que a multinacional francesa Voltalia NÃO CONSTRUA o complexo eólico no habitat da Arara Azul de Lear. Não queremos barrar o progresso, queremos apenas que ele aconteça com manejo sustentável e respeito à biodiversidade.

Precisamos salvar a Arara Azul de Lear! 

#UmaAraraImporta

Reforçamos sobre a necessidade dos órgãos públicos brasileiros, responsáveis pela emissão de licenças ambientais, atentarem para a legislação ambiental vigente no país e para cumprirem os processos de licenciamento na íntegra, para que, dessa forma, a empresa Voltalia possa efetivamente minimizar os impactos oriundos de um complexo eólico em área tão delicada, como essa que é um dos últimos refúgios da Arara Azul de Lear já ameaçada de extinção!

✊ Assine e compartilhe para que esse absurdo seja impedido!!!

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Náthaly Marcon e Fundação BiodiversitasCriador do abaixo-assinadoTenho 18 anos,sou estudante de Auxiliar veterinária,sou vegetariana,ativista da causa animal e ambiental e também quero salvar as Araras!

84.912

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A multinacional francesa Voltalia está iniciando a construção de um complexo eólico em Canudos, na região da Caatinga baiana, a 400 km de Salvador. O projeto prevê a instalação de 28 turbinas eólicas num primeiro momento e outras 53 numa segunda fase. O empreendimento contará ainda com uma rede de transmissão de energia de 50 km, adentrando o município de Jeremoabo. 

Toda a eletricidade produzida será vendida para a Companhia Energética de Minas Gerais (Cemig) num contrato já fechado pelos próximos 20 anos. Acontece que essa mesma região abriga o principal refúgio no Brasil da arara-azul-de-lear (Anodorhynchus leari), espécie considerada em perigo de EXTINÇÃO, de acordo com a União Internacional para Conservação da Natureza (IUCN), e uma das 7 maravilhas da natureza. A arara-azul-de-lear tem o hábito de realizar longos voos diariamente, cerca de 60 a 80 km. Sai do dormitório ao amanhecer, se alimenta em áreas vizinhas à sua morada, basicamente dos cocos da palmeira licuri, e, no final da tarde, pode ser vista, aos bandos, chegando de diversas direções.

"Achamos arriscado o funcionamento de um parque eólico na área de ocorrência das leares. A espécie voa aos pares e em bando, de modo que um único evento de colisão poderá incidir na morte de muitos indivíduos e comprometer a viabilidade populacional em pouco tempo, ou seja, extinguir a espécie", alerta Glaucia Drummond, superintendente da Fundação Biodiversitas.

Descrita pela primeira vez em 1856, o habitat da arara-azul-de-lear permaneceu desconhecido por mais de um século. Foi apenas em 1978 que pesquisadores descobriram sua localização, na região conhecida como Raso da Catarina, considerada por isso "sítio-chave" pela Aliança Global para a Extinção Zero e área prioritária de importância extremamente alta para conservação da biodiversidade da Caatinga pelo Ministério do Meio Ambiente. Por causa da melhora nos números da população, a arara-azul-de-lear passou da categoria "criticamente em perigo" da IUCN para "em perigo.

❌ Segundo a Biodiversitas, um dos pontos que mais chama a atenção sobre o empreendimento é que a Voltalia não precisou apresentar um licenciamento ambiental completo para obter a permissão para a obra. Uma resolução do Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama) estabelece a exigência de Estudo de Impacto Ambiental completo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima), além de audiências públicas, para plantas eólicas que estejam situadas em "em áreas de ocorrência de espécies ameaçadas de extinção e endemismo restrito".

❗ Por isso, solicitamos ao Instituto do Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Inema), à Secretaria de Meio Ambiente da Bahia, ao Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio) e ao Centro Nacional de Pesquisa e Conservação de Aves Silvestres (CEMAVE), que as exigências do Conama sejam cumpridas e respeitadas. Que sejam realizados: Estudo de Impacto Ambiental completo, Relatório de Impacto Ambiental (EIA/Rima) e audiências públicas.

Além disso, exigimos que a multinacional francesa Voltalia NÃO CONSTRUA o complexo eólico no habitat da Arara Azul de Lear. Não queremos barrar o progresso, queremos apenas que ele aconteça com manejo sustentável e respeito à biodiversidade.

Precisamos salvar a Arara Azul de Lear! 

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Reforçamos sobre a necessidade dos órgãos públicos brasileiros, responsáveis pela emissão de licenças ambientais, atentarem para a legislação ambiental vigente no país e para cumprirem os processos de licenciamento na íntegra, para que, dessa forma, a empresa Voltalia possa efetivamente minimizar os impactos oriundos de um complexo eólico em área tão delicada, como essa que é um dos últimos refúgios da Arara Azul de Lear já ameaçada de extinção!

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Os tomadores de decisão

Ministério Público da Bahia
Resposta da decisão emitida em conjunto pelo Ministério Público Federal e o Ministério Público do Estado da Bahia. Feira de Santana/BA, 6 de março de 2023. 1. DO OBJETO DA PRESENTE AÇÃO. "A presente ação civil pública destina-se à nulidade das licenças expedidas no procedimento de licenciamento ambiental do Complexo Eólico Canudos, na região do Raso da Catarina, município de Canudos/BA, associada ao complexo gerador de energia eólica desenvolvido pelas empresas requeridas, o qual foi irregularmente emitido pelo INEMA, com prejuízo direto ao meio ambiente." Veja o documento na íntegra em: https://apps.mpf.mp.br/vad/pages/preImpressao.xhtml Leia mais: https://conexaoplaneta.com.br/blog/mpf-determina-anulacao-do-licenciamento-ambiental-de-complexo-eolico-na-bahia-perto-de-unico-refugio-da-arara-azul-de-lear/
Voltalia Energia do Brasil
POSICIONAMENTO A Voltalia Energia do Brasil esclarece que possui todas as licenças necessárias para a fase atual do parque eólico e que já realizou e permanece realizando diversos estudos para avaliação e monitoramento de potenciais impactos na região, com propostas de ações de controle e preservação, reafirmando seu compromisso com o meio ambiente. Sobre a petição, a Voltalia está ciente das assinaturas e ressalta que está aberta ao diálogo para apresentar o projeto e os programas que estão em andamento. O intuito da empresa é tornar o processo totalmente transparente para toda a sociedade e órgãos competentes. Consciente desse papel e como parte da aprovação do licenciamento ambiental expedido pelo INEMA (Instituto do Meio Ambiente e dos Recursos Hídricos da Bahia), a Voltalia está desenvolvendo os Programas de Conservação da Arara-azul-de-lear e Conservação do Licuri, principal alimento das aves, em parceria com a Qualis Consultoria, que possui os maiores especialistas do Brasil , com vasta experiência na espécie da arara azul-de-lear. As premissas dos programas foram baseadas no Plano de Ação Nacional para a Conservação das Aves da Caatinga, com orientação do ICMbio/CEMAVE e demais entidades. Os investimentos em ações socioambientais de preservação e conservação são planejados para todo o período de vida útil do projeto e, até o momento , a Voltalia investiu cerca de R$ 2 milhões e pretende permanecer investindo durante a operação do parque. “Entendemos a preocupação das pessoas e achamos legítimas as manifestações para proteger a fauna e flora tão rica no Brasil. A Voltalia tem como um dos seus pilares a proteção ao meio ambiente e o desenvolvimento socioeconômico do entorno de seus projetos. Reforçamos o nosso compromisso socioambiental e, acreditamos que, a presença de um projeto eólico com investimentos em programas sociais e ambientais propostos potencializar o que vem sendo feito, ampliando ainda mais as ações que são realizadas por outras entidades. Além disso, contribui para coibir o tráfico de aves e a caça ilegal, ameaças já mapeadas nos estudos realizados pelos especialistas”, reforça Robert Klein, CEO da Voltalia no Brasil. A empresa esclarece ainda que tem realizado reuniões periódicas com toda a comunidade e autoridades (locais e estaduais) e ratifica que está à disposição de todos os segmentos da sociedade para apresentar o projeto e as contribuições socioambientais para a região. A Voltalia é produtora de energia limpa, com projetos alinhados aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU, e reforça o seu respeito à biodiversidade e ao Brasil, país onde está presente há mais de 15 anos.
Robert Klein
Robert Klein
Presidente Executivo da Voltalia no Brasil
Priscilla Prudente do Amaral
Priscilla Prudente do Amaral
Coordenadora do CEMAVE
Sebastian Clerc
Sebastian Clerc
Presidente Executivo da Voltalia

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Abaixo-assinado criado em 5 de junho de 2021