Nenhum direito a menos: democratização da Escola Parque já!

O problema

          Nós, pais e responsáveis dos alunos da Escola Classe 304 Sul, fomos pegos de surpresa, já no final do ano letivo e, ironicamente, logo após termos participado da eleição da direção da Escola Parque 308 Sul, pela notícia de que essa instituição não mais nos atenderá.

           É com pesar que recebemos essa informação, uma vez que reconhecemos a riqueza cultural que a Escola Parque agrega à formação de nossas crianças. As atividades artísticas, musicais e físicas – que compõem o currículo do Ensino Fundamental – foram, até então, lá desenvolvidas com excelência.

            A mudança decorre da necessidade de adequação das escolas que oferecem ensino em tempo integral no Plano Piloto ao programa Novo Mais Educação, lançado em outubro deste ano. A partir de 2017, as Escolas Parque atenderão, exclusivamente, as turmas dessas escolas, no contraturno. Como pais, somos defensores da educação pública integral e de qualidade e reconhecemos que essa organização oferecerá uma rica experiência aos estudantes atendidos.

            Não podemos deixar de recordar que este é o formato original, proposto por Anísio Teixeira na ocasião do planejamento e construção de Brasília. Mas é importante considerar também que, nos planos desse educador, TODAS as crianças estudariam em horário integral, sendo atendidas, diariamente, na Escola Classe e na Escola Parque. Infelizmente, esse plano nunca se concretizou: a grande maioria das escolas previstas, sequer saiu do papel e a realidade da capital em muito se diferenciou daquela idealmente planejada. Em uma adaptação, as poucas Escolas Parque existentes passaram a receber os estudantes do Plano Piloto apenas um dia da semana.

           Hoje, o valor da escola integral é amplamente reconhecido e as políticas públicas voltam a fomentá-la. O Plano Nacional de Educação, aprovado em 2014, determina que, até o final de sua vigência, em 2024, a educação em tempo integral seja oferecida por, pelo menos, 50% das escolas públicas do país. E é nesse contexto que nasce o já citado programa Novo Mais Educação, que fomenta a ampliação dos tempos escolares.

           A solução encontrada pela Secretaria de Educação do Distrito Federal para adequar-se ao programa, ao nosso ver, apenas mascara os problemas enfrentados pelas nossas escolas. Por esse caminho, o acesso ao serviço oferecido pelas Escolas Parque fica ainda mais restrito quando, tendo em vista sua inquestionável qualidade e contribuição para o desenvolvimento dos estudantes, deveria ser ampliado, universalizado. Das 38 escolas atualmente atendidas, apenas 17 permanecerão tendo acesso às Escolas Parque! Além disso, nesse formato, as atividades de arte e educação física passarão a ser oferecidas, para os alunos excluídos, nas próprias Escolas Classe que, notadamente, não têm estrutura adequada, tendo em vista que não foram planejadas para isso. São escolas sem quadras poliesportivas, sem salas destinadas a arte e com o espaço físico restrito.

          A situação enfrentada hoje é reflexo da falta de valorização da educação que assombra nosso país ao longo de sua história. Nos parece claro que a ampliação da carga horária das escolas públicas requer, como sugerido pelo Plano Nacional de Educação, a ampliação e reestruturação das escolas, dentre outras medidas que nossos gestores não estão dispostos a tomar por não estarem comprometidos com uma educação de qualidade. Recorrer a “jeitinhos” que não só não resolvem o problema de fato como também criam outros apenas contribui para um cenário de instabilidade que não é favorável ao progresso que buscamos.

        Tendo em vista os fatos apontados registramos que nos sentimos lesados pela decisão autoritária que afeta diretamente a qualidade do ensino de nossos filhos e demandamos ampla discussão do assunto, respeitando os princípios da gestão democrática tão defendida pela Secretaria de Educação do Distrito Federal. Cabe ressaltar que grande parte das famílias afetadas sequer está ciente dessa mudança, claramente numa tentativa de sufocar movimentos contrários.

        Mas nós não vamos nos calar! Pais, responsáveis, familiares, professores e todos aqueles comprometidos com a educação pública de qualidade estão convidados a se juntar à nossa luta pela democratização da Escola Parque!

        

 

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Clara MachadoCriador do abaixo-assinado
Este abaixo-assinado conseguiu 393 apoiadores!

O problema

          Nós, pais e responsáveis dos alunos da Escola Classe 304 Sul, fomos pegos de surpresa, já no final do ano letivo e, ironicamente, logo após termos participado da eleição da direção da Escola Parque 308 Sul, pela notícia de que essa instituição não mais nos atenderá.

           É com pesar que recebemos essa informação, uma vez que reconhecemos a riqueza cultural que a Escola Parque agrega à formação de nossas crianças. As atividades artísticas, musicais e físicas – que compõem o currículo do Ensino Fundamental – foram, até então, lá desenvolvidas com excelência.

            A mudança decorre da necessidade de adequação das escolas que oferecem ensino em tempo integral no Plano Piloto ao programa Novo Mais Educação, lançado em outubro deste ano. A partir de 2017, as Escolas Parque atenderão, exclusivamente, as turmas dessas escolas, no contraturno. Como pais, somos defensores da educação pública integral e de qualidade e reconhecemos que essa organização oferecerá uma rica experiência aos estudantes atendidos.

            Não podemos deixar de recordar que este é o formato original, proposto por Anísio Teixeira na ocasião do planejamento e construção de Brasília. Mas é importante considerar também que, nos planos desse educador, TODAS as crianças estudariam em horário integral, sendo atendidas, diariamente, na Escola Classe e na Escola Parque. Infelizmente, esse plano nunca se concretizou: a grande maioria das escolas previstas, sequer saiu do papel e a realidade da capital em muito se diferenciou daquela idealmente planejada. Em uma adaptação, as poucas Escolas Parque existentes passaram a receber os estudantes do Plano Piloto apenas um dia da semana.

           Hoje, o valor da escola integral é amplamente reconhecido e as políticas públicas voltam a fomentá-la. O Plano Nacional de Educação, aprovado em 2014, determina que, até o final de sua vigência, em 2024, a educação em tempo integral seja oferecida por, pelo menos, 50% das escolas públicas do país. E é nesse contexto que nasce o já citado programa Novo Mais Educação, que fomenta a ampliação dos tempos escolares.

           A solução encontrada pela Secretaria de Educação do Distrito Federal para adequar-se ao programa, ao nosso ver, apenas mascara os problemas enfrentados pelas nossas escolas. Por esse caminho, o acesso ao serviço oferecido pelas Escolas Parque fica ainda mais restrito quando, tendo em vista sua inquestionável qualidade e contribuição para o desenvolvimento dos estudantes, deveria ser ampliado, universalizado. Das 38 escolas atualmente atendidas, apenas 17 permanecerão tendo acesso às Escolas Parque! Além disso, nesse formato, as atividades de arte e educação física passarão a ser oferecidas, para os alunos excluídos, nas próprias Escolas Classe que, notadamente, não têm estrutura adequada, tendo em vista que não foram planejadas para isso. São escolas sem quadras poliesportivas, sem salas destinadas a arte e com o espaço físico restrito.

          A situação enfrentada hoje é reflexo da falta de valorização da educação que assombra nosso país ao longo de sua história. Nos parece claro que a ampliação da carga horária das escolas públicas requer, como sugerido pelo Plano Nacional de Educação, a ampliação e reestruturação das escolas, dentre outras medidas que nossos gestores não estão dispostos a tomar por não estarem comprometidos com uma educação de qualidade. Recorrer a “jeitinhos” que não só não resolvem o problema de fato como também criam outros apenas contribui para um cenário de instabilidade que não é favorável ao progresso que buscamos.

        Tendo em vista os fatos apontados registramos que nos sentimos lesados pela decisão autoritária que afeta diretamente a qualidade do ensino de nossos filhos e demandamos ampla discussão do assunto, respeitando os princípios da gestão democrática tão defendida pela Secretaria de Educação do Distrito Federal. Cabe ressaltar que grande parte das famílias afetadas sequer está ciente dessa mudança, claramente numa tentativa de sufocar movimentos contrários.

        Mas nós não vamos nos calar! Pais, responsáveis, familiares, professores e todos aqueles comprometidos com a educação pública de qualidade estão convidados a se juntar à nossa luta pela democratização da Escola Parque!

        

 

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Clara MachadoCriador do abaixo-assinado

Os tomadores de decisão

Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal
Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal

Atualizações do abaixo-assinado

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Abaixo-assinado criado em 29 de novembro de 2016