DIGA NÃO A MILITARIZAÇÃO DAS ESCOLAS

O problema

 Por meio desta petição, nós como representantes dos alunos do Colégio Estadual João de Oliveira Franco, em Curitiba, pedimos a sua ajuda para impedir a militarização de nossa escola.
 No dia 27 e 28 de outubro de 2020, ocorrerá as votações que decidirão se nosso colégio se tornará militarizado ou não.
 Tal evento mudaria a direção dessa e de outras cinco escolas (fato que a Secretaria de Educação pretende ampliar para mais de duzentas instituições) para uma diretoria regida por um policial militar.
 Esse é o modelo de ensino previsto para o governo do nosso presidente. Em escolas militares, há muitos professores que relatam censura em assuntos como racismo, feminismo, homofobia e o Golpe Militar de 1964, temas fundamentais para os alunos possuírem uma formação mais democrática.
 Diferentemente das escolas militares, que são reconhecidas pela ordem, disciplina e excelência, as escolas cívico-militares não possuirão uma estrutura necessária para a implantação do novo sistema de ensino. Propostas como o aumento da carga horária são insustentáveis nas realidades destas escolas, nas quais uma grande parcela dos estudantes trabalham no contraturno, e professores ficariam impossibilitados de atenderem outras escolas, o que aumentaria os gastos por aluno numa escola pública.
 Por tais motivos, pedimos que pais, alunos, a sociedade civil se junte nessa luta a favor dos estudantes, que serão os que mais sofrerão com a concretização da militarização nas escolas.

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Julia MatsumuraCriador do abaixo-assinado
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O problema

 Por meio desta petição, nós como representantes dos alunos do Colégio Estadual João de Oliveira Franco, em Curitiba, pedimos a sua ajuda para impedir a militarização de nossa escola.
 No dia 27 e 28 de outubro de 2020, ocorrerá as votações que decidirão se nosso colégio se tornará militarizado ou não.
 Tal evento mudaria a direção dessa e de outras cinco escolas (fato que a Secretaria de Educação pretende ampliar para mais de duzentas instituições) para uma diretoria regida por um policial militar.
 Esse é o modelo de ensino previsto para o governo do nosso presidente. Em escolas militares, há muitos professores que relatam censura em assuntos como racismo, feminismo, homofobia e o Golpe Militar de 1964, temas fundamentais para os alunos possuírem uma formação mais democrática.
 Diferentemente das escolas militares, que são reconhecidas pela ordem, disciplina e excelência, as escolas cívico-militares não possuirão uma estrutura necessária para a implantação do novo sistema de ensino. Propostas como o aumento da carga horária são insustentáveis nas realidades destas escolas, nas quais uma grande parcela dos estudantes trabalham no contraturno, e professores ficariam impossibilitados de atenderem outras escolas, o que aumentaria os gastos por aluno numa escola pública.
 Por tais motivos, pedimos que pais, alunos, a sociedade civil se junte nessa luta a favor dos estudantes, que serão os que mais sofrerão com a concretização da militarização nas escolas.

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Julia MatsumuraCriador do abaixo-assinado

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Abaixo-assinado criado em 24 de outubro de 2020