Redução das mensalidades na Unisinos durante a suspensão das aulas presenciais

O problema

O governo do presidente Jair Bolsonaro tem implementado com ainda mais força a agenda do Golpe: retira direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras, entrega as riquezas nacionais para o capital estrangeiro, saqueia o dinheiro do povo para dar aos bancos, sucateia o serviço público e reduz o orçamento da educação. Nos últimos anos, assistimos ao fim do FIES, às tentativas de acabar com o PROUNI e à redução em 30% do orçamento da educação. Além disso, temos um ministro da Educação que defende o “terraplanismo” e constantemente reforça o discurso que associa estudantes ao uso de drogas e professores a militantes políticos.

Diante de tantos ataques e falta de incentivo, é cada vez mais comum que os/as estudantes tenham que abandonar a faculdade e se entregar ao mercado de trabalho precarizado e "uberizado", que acaba sendo a única alternativa. Nos corredores da Unisinos, é visível a diminuição de alunos: os estacionamentos estão se esvaziando, as salas de aula com menos colegas a cada semestre e as filas do RU ficam menores dia após dia.

Este cenário anterior, que já era desfavorável aos/às estudantes, se torna mais complexo e desolador à medida que a pandemia pela COVID-19 avança em nosso país. Diante disto, a Unisinos adotou como medida preventiva e de responsabilidade a suspensão das aulas presenciais e a implementação da modalidade de educação à distância. Contudo, o valor das mensalidades continua sendo cobrado como se os/as estudantes estivessem tendo aulas presenciais.

Esta nova configuração do ensino nos coloca dois graves problemas: 1) os cursos em EAD têm valores expressivamente mais baixos em relação aos cursos presenciais; e 2) uma parcela dos/as estudantes não tem acesso a computadores, internet e/ou plataformas de ensino EAD fora do ambiente das Universidades. Além disso, este problema se soma aos sucateamentos citados anteriormente, e torna nítido que a conta desta situação emergencial não pode ficar para os/as estudantes, que já têm que lidar com diversos entraves.

Situações como a nossa têm ocorrido em todo o Brasil e, por isso, a União Nacional dos Estudante – UNE lançou uma campanha nacional para pressionar as Universidades de todo o Brasil a dialogarem com os/as estudantes e a se organizarem para resolver este quadro de injustiça. A luta estudantil já vem surtindo efeitos no Brasil, e destacamos o caso da UNICAP-PE, onde os estudantes saíram vitoriosos, fazendo com que a universidade reduzisse o valor da mensalidade.

Sendo assim, considerando que a Unisinos terá redução de gastos com energia, água e manutenção do espaço por não estarem havendo atividades presenciais, propomos que a instituição:

– Equipare o valor dos cursos presenciais aos cursos em EAD, ou que promova descontos proporcionais à diminuição das despesas da instituição;

– E garanta o cancelamento de matrícula do semestre sem a cobrança de multa, visto que muitos estudantes não poderão estudar por motivos que extrapolam as suas vontades.

Salientamos a importância de a Unisinos revisar seus posicionamentos e tratar destas pautas de forma nítida, de modo que nossas reinvindicações sejam atendidas e estendidas para todos/as os/as estudantes.

Assinam a presente reivindicação o as seguintes entidades estudantis: CAED (Direito), CASS (Serviço Social), DAFIL (Filosofia), DALCEH (História), DAMAQ (Letras) e DAPSI (Psicologia).

Este abaixo-assinado conseguiu 557 apoiadores!

O problema

O governo do presidente Jair Bolsonaro tem implementado com ainda mais força a agenda do Golpe: retira direitos dos trabalhadores e das trabalhadoras, entrega as riquezas nacionais para o capital estrangeiro, saqueia o dinheiro do povo para dar aos bancos, sucateia o serviço público e reduz o orçamento da educação. Nos últimos anos, assistimos ao fim do FIES, às tentativas de acabar com o PROUNI e à redução em 30% do orçamento da educação. Além disso, temos um ministro da Educação que defende o “terraplanismo” e constantemente reforça o discurso que associa estudantes ao uso de drogas e professores a militantes políticos.

Diante de tantos ataques e falta de incentivo, é cada vez mais comum que os/as estudantes tenham que abandonar a faculdade e se entregar ao mercado de trabalho precarizado e "uberizado", que acaba sendo a única alternativa. Nos corredores da Unisinos, é visível a diminuição de alunos: os estacionamentos estão se esvaziando, as salas de aula com menos colegas a cada semestre e as filas do RU ficam menores dia após dia.

Este cenário anterior, que já era desfavorável aos/às estudantes, se torna mais complexo e desolador à medida que a pandemia pela COVID-19 avança em nosso país. Diante disto, a Unisinos adotou como medida preventiva e de responsabilidade a suspensão das aulas presenciais e a implementação da modalidade de educação à distância. Contudo, o valor das mensalidades continua sendo cobrado como se os/as estudantes estivessem tendo aulas presenciais.

Esta nova configuração do ensino nos coloca dois graves problemas: 1) os cursos em EAD têm valores expressivamente mais baixos em relação aos cursos presenciais; e 2) uma parcela dos/as estudantes não tem acesso a computadores, internet e/ou plataformas de ensino EAD fora do ambiente das Universidades. Além disso, este problema se soma aos sucateamentos citados anteriormente, e torna nítido que a conta desta situação emergencial não pode ficar para os/as estudantes, que já têm que lidar com diversos entraves.

Situações como a nossa têm ocorrido em todo o Brasil e, por isso, a União Nacional dos Estudante – UNE lançou uma campanha nacional para pressionar as Universidades de todo o Brasil a dialogarem com os/as estudantes e a se organizarem para resolver este quadro de injustiça. A luta estudantil já vem surtindo efeitos no Brasil, e destacamos o caso da UNICAP-PE, onde os estudantes saíram vitoriosos, fazendo com que a universidade reduzisse o valor da mensalidade.

Sendo assim, considerando que a Unisinos terá redução de gastos com energia, água e manutenção do espaço por não estarem havendo atividades presenciais, propomos que a instituição:

– Equipare o valor dos cursos presenciais aos cursos em EAD, ou que promova descontos proporcionais à diminuição das despesas da instituição;

– E garanta o cancelamento de matrícula do semestre sem a cobrança de multa, visto que muitos estudantes não poderão estudar por motivos que extrapolam as suas vontades.

Salientamos a importância de a Unisinos revisar seus posicionamentos e tratar destas pautas de forma nítida, de modo que nossas reinvindicações sejam atendidas e estendidas para todos/as os/as estudantes.

Assinam a presente reivindicação o as seguintes entidades estudantis: CAED (Direito), CASS (Serviço Social), DAFIL (Filosofia), DALCEH (História), DAMAQ (Letras) e DAPSI (Psicologia).

Os tomadores de decisão

Reitoria da Unisinos
Reitoria da Unisinos

Atualizações do abaixo-assinado

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Abaixo-assinado criado em 9 de abril de 2020