Apoiem a decisão soberana de professores e alunos, a retomar nossas atividades normais de aula no Ensino de Graduação e na Escola de Aplicação da UFPA, atividade que foi parcialmente paralisada desde 28 de maio de 2015.

O problema

Diante da situação originada pelo Comando de Greve da ADUFPA desde 28 de maio de 2015, estamos, por meio deste documento, solicitando o apoio de Vossa Magnificência, do Ministério Público Federal e da própria ADUFPA, no sentido de construir o aperfeiçoamento do que consideramos ser democrático na Instituição que escolhemos fazer parte, de maneira muito respeitosa, junto aos nossos colegas que objetivam garantir a “valorização profissional do professor, condições dignas de trabalho e uma Universidade Pública de qualidade e socialmente referenciada”*. Este é também o nosso objetivo, mas não concordamos com os meios utilizados atualmente nesta luta.

Acreditamos no papel importante do PROFESSOR junto à sociedade, mas esse papel tem que ser desempenhado DENTRO DA SALA DE AULA, como sabiamente nos ensinou Paulo Freire quando diz que "Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tão pouco a sociedade muda". Não é prejudicando milhares de estudantes que iremos fazer com que a EDUCAÇÃO vire prioridade no Brasil. Nem mesmo na LEI Nº 7.783, DE 28 DE JUNHO DE 1989, que regulamenta a greve no Brasil, a EDUCAÇÃO é elencada como  ATIVIDADE ESSENCIAL, por isso passamos tanto tempo parados, recebendo salário, ao contrário de outros setores como os bancários ou mesmos os motoristas de ônibus, cujas greves não duram quinze dias. Ainda não fazemos falta para a sociedade brasileira e isso as várias greves ainda não conseguiram mudar!

Já tivemos grandes avanços nas Universidades Federais, muitos foram duramente conquistados com as greves, sabemos reconhecer e valorizar isto, mas precisamos nos ajustar se quisermos alcançar novas conquistas. O instrumento greve não pode ser o objetivo principal da categoria insatisfeita, a primeira ação de impacto para demonstrar seu descontentamento como vendo sendo utilizado. É preciso se adequar ao novo momento que vivemos, democrático, aberto ao diálogo. Para isso, precisamos ter a sociedade do nosso lado, precisamos mostrar que a EDUCAÇÃO ainda precisa caminhar muito para virar de fato PRIORIDADE e que o importante instrumento greve seja utilizado apenas quando todas as tentativas de diálogo forem encerradas.

Precisamos mostrar nossas conquistas, o quanto batalhamos diariamente para manter um ensino de qualidade na UFPA com todas as dificuldades que enfrentamos dia após dia, justamente em função da educação não ser prioridade no nosso Brasil. Nossa profissão é nobre, e nossa razão primeira de estar na universidade é de formar anualmente centenas de novos profissionais que terão a chance de mudar o rumo do nosso país. É trabalhando, estando perto dos nossos estudantes, que conquistaremos isso.

Por tudo que foi explicado acima e porque o direito de greve no Art. 2º da LEI Nº 7.783, DE 28 DE JUNHO DE 1989, considera como "legítimo exercício do direito de greve a suspensão coletiva, temporária e pacífica, TOTAL ou PARCIAL - grifo nosso-, de prestação pessoal de serviços a empregador" , que estamos tornando pública a existência de docentes que querem retornar às suas atividades, ou mesmo dar continuidade às mesmas porque não paralisaram desde o início da greve, assim como existem alunos se sentindo prejudicados com a paralisação que já ultrapassou cem dias. No entanto, estamos sendo impedidos de exercer este direito.

Dessa maneira, nós, abaixo assinados, solicitamos o fim da greve de 2015, o retorno imediato às atividades junto ao Ensino de Graduação e à educação básica na Escola de Aplicação, da UFPA.

Queremos estar em sala de aula!

 *Trecho removido de panfletos distribuídos pela ADUFPA no dia 22/06/2015.

Este abaixo-assinado conseguiu 1.823 apoiadores!

O problema

Diante da situação originada pelo Comando de Greve da ADUFPA desde 28 de maio de 2015, estamos, por meio deste documento, solicitando o apoio de Vossa Magnificência, do Ministério Público Federal e da própria ADUFPA, no sentido de construir o aperfeiçoamento do que consideramos ser democrático na Instituição que escolhemos fazer parte, de maneira muito respeitosa, junto aos nossos colegas que objetivam garantir a “valorização profissional do professor, condições dignas de trabalho e uma Universidade Pública de qualidade e socialmente referenciada”*. Este é também o nosso objetivo, mas não concordamos com os meios utilizados atualmente nesta luta.

Acreditamos no papel importante do PROFESSOR junto à sociedade, mas esse papel tem que ser desempenhado DENTRO DA SALA DE AULA, como sabiamente nos ensinou Paulo Freire quando diz que "Se a educação sozinha não transforma a sociedade, sem ela tão pouco a sociedade muda". Não é prejudicando milhares de estudantes que iremos fazer com que a EDUCAÇÃO vire prioridade no Brasil. Nem mesmo na LEI Nº 7.783, DE 28 DE JUNHO DE 1989, que regulamenta a greve no Brasil, a EDUCAÇÃO é elencada como  ATIVIDADE ESSENCIAL, por isso passamos tanto tempo parados, recebendo salário, ao contrário de outros setores como os bancários ou mesmos os motoristas de ônibus, cujas greves não duram quinze dias. Ainda não fazemos falta para a sociedade brasileira e isso as várias greves ainda não conseguiram mudar!

Já tivemos grandes avanços nas Universidades Federais, muitos foram duramente conquistados com as greves, sabemos reconhecer e valorizar isto, mas precisamos nos ajustar se quisermos alcançar novas conquistas. O instrumento greve não pode ser o objetivo principal da categoria insatisfeita, a primeira ação de impacto para demonstrar seu descontentamento como vendo sendo utilizado. É preciso se adequar ao novo momento que vivemos, democrático, aberto ao diálogo. Para isso, precisamos ter a sociedade do nosso lado, precisamos mostrar que a EDUCAÇÃO ainda precisa caminhar muito para virar de fato PRIORIDADE e que o importante instrumento greve seja utilizado apenas quando todas as tentativas de diálogo forem encerradas.

Precisamos mostrar nossas conquistas, o quanto batalhamos diariamente para manter um ensino de qualidade na UFPA com todas as dificuldades que enfrentamos dia após dia, justamente em função da educação não ser prioridade no nosso Brasil. Nossa profissão é nobre, e nossa razão primeira de estar na universidade é de formar anualmente centenas de novos profissionais que terão a chance de mudar o rumo do nosso país. É trabalhando, estando perto dos nossos estudantes, que conquistaremos isso.

Por tudo que foi explicado acima e porque o direito de greve no Art. 2º da LEI Nº 7.783, DE 28 DE JUNHO DE 1989, considera como "legítimo exercício do direito de greve a suspensão coletiva, temporária e pacífica, TOTAL ou PARCIAL - grifo nosso-, de prestação pessoal de serviços a empregador" , que estamos tornando pública a existência de docentes que querem retornar às suas atividades, ou mesmo dar continuidade às mesmas porque não paralisaram desde o início da greve, assim como existem alunos se sentindo prejudicados com a paralisação que já ultrapassou cem dias. No entanto, estamos sendo impedidos de exercer este direito.

Dessa maneira, nós, abaixo assinados, solicitamos o fim da greve de 2015, o retorno imediato às atividades junto ao Ensino de Graduação e à educação básica na Escola de Aplicação, da UFPA.

Queremos estar em sala de aula!

 *Trecho removido de panfletos distribuídos pela ADUFPA no dia 22/06/2015.

Os tomadores de decisão

Reitor da UFPA - Prof. Carlos Edilson de Almeida Maneschy
Reitor da UFPA - Prof. Carlos Edilson de Almeida Maneschy
Associação dos Docentes da UFPA
Associação dos Docentes da UFPA

Atualizações do abaixo-assinado