Regulamentação adequada do uso das redes sociais para jovens
Regulamentação adequada do uso das redes sociais para jovens
O problema
Nós, estudantes, educadores, famílias e cidadãos brasileiros, viemos por meio desta petição solicitar ao Senado Federal a ampliação do debate e da construção de políticas públicas voltadas à proteção de crianças e adolescentes nos ambientes digitais, em consonância com os princípios do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), da Constituição Federal e dos direitos humanos.
As redes sociais e plataformas digitais fazem parte da vida contemporânea e possuem importantes funções sociais, educativas e comunicacionais. Entretanto, o uso precoce, excessivo e sem acompanhamento adequado desses ambientes tem exposto crianças e adolescentes a riscos emocionais, sociais e físicos cada vez mais preocupantes.
Pesquisas, reportagens e estudos recentes apontam impactos relacionados a:
• ansiedade, depressão e sofrimento emocional;
• distorções de autoimagem e padrões irreais de beleza;
• cyberbullying e violência virtual;
• exposição a conteúdos nocivos;
• desafios perigosos divulgados na internet;
• privação do sono e prejuízos à aprendizagem;
• exploração comercial excessiva da infância;
• vulnerabilidade digital e manipulação algorítmica.
A proteção integral da infância e adolescência é responsabilidade compartilhada entre família, escola, sociedade, Estado e empresas de tecnologia.
Diante disso, solicitamos:
1. Maior responsabilização das plataformas digitais quanto à circulação de conteúdos nocivos envolvendo crianças e adolescentes;
2. Ampliação e fortalecimento dos mecanismos éticos e seguros de verificação etária nas redes sociais e aplicativos;
3. Implementação de políticas nacionais de educação digital e letramento midiático nas escolas públicas e privadas;
4. Criação de campanhas públicas permanentes sobre saúde mental, segurança digital e uso consciente das redes sociais;
5. Incentivo à formação digital de famílias e responsáveis legais, especialmente daqueles que acompanham crianças menores de 13 anos;
6. Estabelecimento de parcerias com instituições reconhecidas, como a SaferNet para oferta de cursos gratuitos de orientação parental sobre:
• cidadania digital;
• cyberbullying;
• exposição excessiva de imagem;
• riscos virtuais;
• uso saudável das tecnologias;
• proteção de dados e privacidade.
Sugerimos ainda a criação de programas educativos de certificação voluntária para famílias, fortalecendo práticas conscientes de acompanhamento do uso de smartphones e redes sociais por crianças e adolescentes.
Nosso objetivo não é proibir o acesso à tecnologia nem criminalizar famílias, mas construir uma cultura de cuidado, autonomia crítica, proteção integral e responsabilidade digital coletiva.
João Pessoa – Paraíba, Brasil
Petição elaborada por estudantes e educadores da escola IPEI como exercício de cidadania, letramento digital e defesa dos direitos da infância e adolescência.
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O problema
Nós, estudantes, educadores, famílias e cidadãos brasileiros, viemos por meio desta petição solicitar ao Senado Federal a ampliação do debate e da construção de políticas públicas voltadas à proteção de crianças e adolescentes nos ambientes digitais, em consonância com os princípios do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), da Constituição Federal e dos direitos humanos.
As redes sociais e plataformas digitais fazem parte da vida contemporânea e possuem importantes funções sociais, educativas e comunicacionais. Entretanto, o uso precoce, excessivo e sem acompanhamento adequado desses ambientes tem exposto crianças e adolescentes a riscos emocionais, sociais e físicos cada vez mais preocupantes.
Pesquisas, reportagens e estudos recentes apontam impactos relacionados a:
• ansiedade, depressão e sofrimento emocional;
• distorções de autoimagem e padrões irreais de beleza;
• cyberbullying e violência virtual;
• exposição a conteúdos nocivos;
• desafios perigosos divulgados na internet;
• privação do sono e prejuízos à aprendizagem;
• exploração comercial excessiva da infância;
• vulnerabilidade digital e manipulação algorítmica.
A proteção integral da infância e adolescência é responsabilidade compartilhada entre família, escola, sociedade, Estado e empresas de tecnologia.
Diante disso, solicitamos:
1. Maior responsabilização das plataformas digitais quanto à circulação de conteúdos nocivos envolvendo crianças e adolescentes;
2. Ampliação e fortalecimento dos mecanismos éticos e seguros de verificação etária nas redes sociais e aplicativos;
3. Implementação de políticas nacionais de educação digital e letramento midiático nas escolas públicas e privadas;
4. Criação de campanhas públicas permanentes sobre saúde mental, segurança digital e uso consciente das redes sociais;
5. Incentivo à formação digital de famílias e responsáveis legais, especialmente daqueles que acompanham crianças menores de 13 anos;
6. Estabelecimento de parcerias com instituições reconhecidas, como a SaferNet para oferta de cursos gratuitos de orientação parental sobre:
• cidadania digital;
• cyberbullying;
• exposição excessiva de imagem;
• riscos virtuais;
• uso saudável das tecnologias;
• proteção de dados e privacidade.
Sugerimos ainda a criação de programas educativos de certificação voluntária para famílias, fortalecendo práticas conscientes de acompanhamento do uso de smartphones e redes sociais por crianças e adolescentes.
Nosso objetivo não é proibir o acesso à tecnologia nem criminalizar famílias, mas construir uma cultura de cuidado, autonomia crítica, proteção integral e responsabilidade digital coletiva.
João Pessoa – Paraíba, Brasil
Petição elaborada por estudantes e educadores da escola IPEI como exercício de cidadania, letramento digital e defesa dos direitos da infância e adolescência.
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Abaixo-assinado criado em 12 de maio de 2026