Pela volta às aulas presenciais em BH

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Meu nome é Pauline Moysés, sou PROFESSORA e meu lugar é na ESCOLA.

Trabalho no Ensino Fundamental I da rede privada em BH e venho acompanhando, com extremo pesar, as decisões do prefeito Alexandre Kalil, com apoio do Sinpro-MG, que impedem a volta às aulas presenciais na cidade.

A ideia de que a escola é um instrumento de poder que vigia e pune, de Michel Foucault, é uma visão ultrapassada. A escola, como instituição, já superou - e muito - esse patamar. Com tudo que temos vivido nestes períodos de pandemia, tem ficado claro e evidente o quanto a escola é, além de um polo disseminador de conhecimentos, um polo de conexões, convivência, afeto e equilíbrio na vida dos alunos.

Entretanto, parece-me que as decisões da prefeitura, com o apoio do Sinpro-MG, não levam em conta essa realidade. Talvez você não saiba, prefeito, mas nossas crianças estão exaustas, ansiosas e deprimidas de ficarem em casa olhando para uma tela.  Além disto, na rede particular, fechamento de escolas e demissões em massa já são uma realidade.

Que lugar a educação tem em seu governo, prefeito?

Por que as pessoas podem ir a shoppings, bares, praças, a praticamente QUALQUER LUGAR da cidade, atualmente, e os alunos não podem ir à escola? Qual estudo científico específico está orientando essa decisão de manter as escolas fechadas? Os estudos que têm guiado suas decisões contemplam a saúde emocional de pais, alunos e professores por estarem, DURANTE MAIS DE 200 DIAS, olhando para uma tela?

Posso ter a segurança de que sua decisão, com o apoio do Sinpro-MG, é baseada na saúde e bem estar dos alunos, pais e professores?

Posso ter a segurança de que sua decisão não está sendo influenciada pelo fato de que a rede pública de educação pode estar totalmente despreparada para a volta às aulas, seguindo os devidos protocolos de segurança?  Onde estão os planos e protocolos de retorno às aulas presenciais na rede pública e municipal de BH? Posso ter a segurança de que você está tomando as melhores decisões em nome dos alunos das escolas públicas que tanto precisam estar na escola?

Quero pensar, prefeito, que sim. Quero pensar que o que tem guiado sua decisão de manter alunos e professores fora das escolas parte, unicamente, da defesa do bem estar e equilíbrio de nossas crianças e adolescentes.

Não defendo a volta às aulas sem protocolos de segurança. Esta petição
tem, unicamente, os objetivos de:

1)     Demonstrar que muitos de nós, professores do Ensino Infantil, Fundamental I, Fundamental II e Ensino Médio queremos, sim, retornar para a escola.

2)     Demonstrar que as ações do Sinpro MG não representam muitos de nós, professores.

3)     Defender o retorno OPCIONAL das aulas presenciais (em sistema híbrido), com PROTOCOLOS DE SEGURANÇA, a partir do início do ano de 2021.

Assine esta petição se você concorda que, ao início do ano letivo de 2021, as escolas particulares e públicas de BH devem estar em pleno funcionamento!

Meu nome é Pauline Moysés, sou PROFESSORA e meu lugar é na ESCOLA!