Brasil! NÃO AO RETROCESSO AMBIENTAL! PROTEÇÃO ÀS ÁREAS PROTEGIDAS!

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PROTEÇÃO ÀS ÁREAS PROTEGIDAS!

CHEGA DE RETROCESSO AMBIENTAL!

Nós brasileiros e nós, cidadãos do mundo, solicitamos e abaixo-assinamos:

NÃO a redução das áreas protegidas e unidades de conservação!

Queremos desmatamento zero!

Queremos a implementação imediata da Lei da Vegetação Nativa.

Queremos a proteção às espécies em extinção e seus habitats!

O artigo 225 da Constituição Brasileira,  impõe ao poder público e à coletividade o dever de defender e preservar o meio ambiente.

Entretanto o governo Brasileiro está agindo descaradamente e desastrosamente contra o meio ambiente:

Iniciou enfraquecendo o Ministério do Meio Ambiente e ICMBio, está reduzindo as áreas protegidas e unidades de conservação, está afrouxando o sistema para licenciamento ambiental e a fiscalização; está liberando o uso de inumeros agrotóxicos ; está desmontando a política climática e se esquivando dos pactos internacionais para o clima e meio ambiente.

BASTA de RETROCESSO AMBIENTAL!

O Brasil deveria liderar os pactos internacionais relacionados a questões ambientais e climáticas!

FATOS (segundo IPBES):

           Nos últimos 120 anos perdemos 20% da biodiversidade global.

            Hoje, 1 milhão de espécies estão ameaçadas de extinção: mais de 40% das espécies de anfíbios, quase 33% dos corais e mais de um terço de todos os mamíferos marinhos estão ameaçados. Pelo menos 680 espécies de vertebrados foram levadas à extinção, desde o século 16.

            Nas últimas décadas, as principais causas de mudanças de grande impacto na natureza são: a perda do habitat natural, extração, caça e pesca, mudanças climáticas e poluição. Três quartos do ambiente terrestre e cerca de 66% do ambiente marinho foram significativamente alterados por ações humanas. Um terço das áreas terrestres e 75% do uso da água limpa é para plantação e criação de animais para alimentação. 

            A derrubada de árvores aumentou 45% e aproximadamente 60 bilhões de toneladas de recursos renováveis e não renováveis são extraídos globalmente a cada ano. Mais de 33% da vida marinha é pescada em níveis insustentáveis.

Desde 1980 as emissões de gás carbônico dobraram, levando à um aumento das temperaturas do mundo em pelo menos 0,7 graus Celsius.

            A poluição plástica aumentou dez vezes desde 1980. Cerca de 400 milhões de toneladas de metais pesados, solventes, lamas tóxicas e outros resíduos de instalações industriais são despejados anualmente nas águas do planeta. 

            Fertilizantes que entraram nos ecossistemas costeiros produziram mais de 400 "zonas mortas" oceânicas, totalizando mais de 245.000 km2, uma área combinada maior que a do Reino Unido.

            A perda de biodiversidade não é apenas uma questão ambiental, mas também uma questão econômica, de segurança, social, moral e de desenvolvimento.  A degradação reduziu 23% da produtividade da superfície terrestre global, cerca de US$ 577 bilhões em safras globais anuais estão em risco de perda de polinizadores.  33% do pescado e 15% da madeira comercializada no mundo é ilegal, não reportado ou não regulado. A captura acidental em petrechos de pesca por redes ativas e fantasmas mata dezenas de milhões de animais não alvos da pesca que são descartados.

            Entre 100-300 milhões de pessoas estão em risco aumentado de enchentes e furacões devido à perda de habitats e proteção da costa.

 

A vida no planeta Terra é sustentada por uma complexa rede de interações entre espécies e o meio ambiente. A perda de uma espécie pode aparentemente não significar nada, mas leva outras espécies ao desaparecimento, que no fim, impactará tudo que a natureza provê ao ser humano (água, ar, solo, alimento e belezas cênicas), ou seja, a nossa existência.  Nossa casa, nosso planeta está em risco. É preciso unir esforços para garantir o futuro da humanidade e da preciosa e vital biodiversidade. Precisamos que os governos sejam mais efetivos em ações para conter a perda de espécies, combatendo o desmatamento, tráfico e a poluição ambiental e promovendo medidas para evitar as mudanças climáticas. 

 

Brasil declare:

Emergência Climática!

Emergência Ambiental!

Emergência pela Biodiversidade!

·        Plano nacional de redução das mudanças climáticas: com redução do uso de combustíveis fósseis e medidas urgentes visando o fim do desmatamento na Amazônia, no Cerrado, na Mata Atlântica, na Caatinga e em todos os biomas brasileiros e também dos manguezais.

·        A implementação imediata da Lei da Vegetação Nativa com conservação, implementação ou recuperação de áreas de preservação permanente (APPs) e reservas legais (RLs);

·        Medidas visando proteção às espécies em extinção e seus habitats.

·        Criação, aumento das áreas e fiscalização das unidades de conservação e áreas protegidas;

·        Políticas públicas de uso sustentável dos recursos naturais, evitando a superexploração, promovendo a sustentabilidade dos produtos e comunidades tradicionais;

·        É necessário o reconhecimento de todas as populações tradicionais e defesa de seus territórios;

·        Política nacional de gestão de resíduos sólidos: ações para redução do consumo de produtos descartáveis e planos de coleta seletiva, reuso e reciclagem em todos os municípios;

·        Medidas visando 100% de captação e tratamento dos esgotos urbanos e industriais;

·        Que o Brasil lidere as discussões e decisões internacionais em favor da conservação da natureza e biodiversidade, e povos indígenas

·        Que o Brasil esteja de acordo e cumprindo os pactos internacionais relacionados às questões ambientais.

 

 

Fonte dos dados: https://www.ipbes.net/news/Media-Release-Global-Assessment

 IPBES, Relatório do Painel Intergovernamental sobre a Biodiversidade e Serviços dos Ecossistemas.