Vamos obter o reconhecimento automático para títulos de pós-graduação stricto sensu de países membros do Mercosul.

O problema

A oferta da pós-graduação stricto sensu no Brasil em universidades públicas e privadas é pequena e não supre as necessidades de qualificação docente e de investigação científica, alijando a sociedade de professores capacitados e reflexivos, assim como, novos pesquisadores para entender e agir em nosso complexo país.

Nas universidades privadas os valores são demasiadamente altos tornando os cursos inacessíveis para a maior parte da população e principalmente do mal remunerado profissional da educação.

Nas universidades públicas, com o passar dos anos se elitizou cada vez mais o acesso para os cursos de mestrado e doutorado, tornando difícil a qualificação de docentes e aspirantes a pesquisadores em território nacional. Além de poucas vagas e grande procura, existe uma forte crítica da comunidade acadêmica a problemas como favoritismo entre outros aspectos desagradáveis em relação aos processos seletivos. Não existe aqui crítica ao rigor seletivo, mas sim as poucas vagas ofertadas e casos graves como o exemplo citado acima.

A postura de algumas das IES mais tradicionais e de uma parte da comunidade acadêmica brasileira é de protecionismo e fechamento da qualificação e das oportunidades profissionais, estabelecendo um espaço antidemocrático no seio de lugares que deveriam promover o saber, a liberdade e a reflexão.

Sendo assim, nos pronunciamos e solicitamos:

1 - Revalidação automática para títulos de pós-graduação stricto sensu. Diplomas obtidos nos países membros do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai), de IES reconhecidas e com cursos stricto sensu regularizados em seus respectivos países - como no caso da Argentina, bem avaliados pelo CONEAU, órgão similar a CAPES - e equivalentes aos programas de pós-graduação ofertados no Brasil.

Solicitamos que revalidação seja apenas um processo administrativo que deverá regularizar o título para atuação em todo território nacional. Seja para docência, para investigação científica, ou para concursos públicos efetivos ou temporários (municipais, estaduais e federais). Ou seja, diploma e histórico carimbado por IES brasileira sem submissão a banca. 

2 - O fim da dualidade jurídica brasileira que dificulta o reconhecimento de títulos, assim como mudança da resolução da CAPES que dá para as universidades o poder de revalidar ou não títulos dos países membros. Aqui propomos tornar as universidades um tentáculo administrativo para a regularização dos diplomas.

3 - Preços e processos padronizados em todo território nacional. No atual processo de revalidação não existem regras claras ou mesmo uma média de valores/preços para tais serviços oferecidos pelas IES brasileiras. Em algumas se paga R$ 150,00 para dar entrada e em outras o mesmo serviço pode custar R$ 4.000,00.

4 – Propomos que os acordos de cooperação internacional entre IES  brasileiras e dos países membros do Mercosul sejam levados em consideração. A parceria implica no reconhecimento mútuo de mérito acadêmico e know-how entre as universidades.

Solicitamos que disciplinas de mestrado e doutorado cursadas no Brasil sirvam como instrumentos facilitadores da revalidação. Tanto como aluno ouvinte/especial ou como regular/normal.

5 -  Do discente brasileiro que estuda no exterior: buscar IES regularizadas nos países e certificar-se de que o curso de mestrado ou doutorado é reconhecido pelo órgão competente em seu respectivo país, e que a área do mestrado ou doutorado possui similar no Brasil.

        5.1 - Realizar curso presencial. As aulas devem acontecer integralmente no país da universidade, uma vez que no Brasil não há oferta de cursos stricto sensu na categoria EAD.

       5.2 - Submeter todos os documentos recebidos da IES na embaixada/consulado brasileiro no país como prova da legalidade da universidade em seu país de origem.

        5.3 - Submeter todos os documentos ao CNE em Brasília para chancelamento.

        5.4 - Dar entrada em uma universidade pública ou privada que ofereça curso na área semelhante e reconhecido pela CAPES.

Solicitamos vossa atenção e apoio:

A carreira de uma pessoa e sua trajetória acadêmica não pode ficar nas mãos de uma banca ou gestor que podem/pode ser simpático a integração educacional dos países membros do Mercosul ou não. Democratizar e qualificar a educação brasileira ou mantê-la elitizada é uma decisão deveras importante para sujeitar-se a uma banca ou dirigente, ou mesmo a política de uma universidade e similares.

Há ainda os aspectos da subjetividade de uma comissão em decidir o que é relevante ou não de acordo com critérios de ordem pessoal, e também o gravíssimo protecionismo do mercado acadêmico orientado por uma postura lamentável de parte da comunidade acadêmica.

A grande parte das universidades em que os estudantes brasileiros estão realizando cursos de mestrado e doutorado são gabaritadas tanto em seus países quanto no exterior. Uma simples pesquisa pode comprovar a legalidade e tradição delas em seus países, a qualidade dos corpos docentes, e suas respectivas imagens positivas junto a instituições de outros continentes.

Acreditamos ser esta uma forma de fazer justiça aos diversos docentes e pesquisadores com experiência internacional que podem contribuir, e a outros tantos que já contribuem para o fortalecimento da educação brasileira.

Inúmeros estados e municípios possuem leis e aceitam os títulos do Mercosul para qualificação docente e progressão funcional e salarial. A tendência é que em poucos anos tenhamos todos os estados e capitais com leis a favor da admissão automática.

Não se trata de uma solicitação para legalização de títulos a qualquer custo, mas de legalizar e legitimar a situação de inúmeros brasileiros que são eleitores, contribuintes, profissionais da educação, alunos e cidadãos.

 

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João Paulo Furtado DE OLIVEIRACriador do abaixo-assinadoProfessor e produtor audiovisual.
Este abaixo-assinado conseguiu 303 apoiadores!

O problema

A oferta da pós-graduação stricto sensu no Brasil em universidades públicas e privadas é pequena e não supre as necessidades de qualificação docente e de investigação científica, alijando a sociedade de professores capacitados e reflexivos, assim como, novos pesquisadores para entender e agir em nosso complexo país.

Nas universidades privadas os valores são demasiadamente altos tornando os cursos inacessíveis para a maior parte da população e principalmente do mal remunerado profissional da educação.

Nas universidades públicas, com o passar dos anos se elitizou cada vez mais o acesso para os cursos de mestrado e doutorado, tornando difícil a qualificação de docentes e aspirantes a pesquisadores em território nacional. Além de poucas vagas e grande procura, existe uma forte crítica da comunidade acadêmica a problemas como favoritismo entre outros aspectos desagradáveis em relação aos processos seletivos. Não existe aqui crítica ao rigor seletivo, mas sim as poucas vagas ofertadas e casos graves como o exemplo citado acima.

A postura de algumas das IES mais tradicionais e de uma parte da comunidade acadêmica brasileira é de protecionismo e fechamento da qualificação e das oportunidades profissionais, estabelecendo um espaço antidemocrático no seio de lugares que deveriam promover o saber, a liberdade e a reflexão.

Sendo assim, nos pronunciamos e solicitamos:

1 - Revalidação automática para títulos de pós-graduação stricto sensu. Diplomas obtidos nos países membros do Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai), de IES reconhecidas e com cursos stricto sensu regularizados em seus respectivos países - como no caso da Argentina, bem avaliados pelo CONEAU, órgão similar a CAPES - e equivalentes aos programas de pós-graduação ofertados no Brasil.

Solicitamos que revalidação seja apenas um processo administrativo que deverá regularizar o título para atuação em todo território nacional. Seja para docência, para investigação científica, ou para concursos públicos efetivos ou temporários (municipais, estaduais e federais). Ou seja, diploma e histórico carimbado por IES brasileira sem submissão a banca. 

2 - O fim da dualidade jurídica brasileira que dificulta o reconhecimento de títulos, assim como mudança da resolução da CAPES que dá para as universidades o poder de revalidar ou não títulos dos países membros. Aqui propomos tornar as universidades um tentáculo administrativo para a regularização dos diplomas.

3 - Preços e processos padronizados em todo território nacional. No atual processo de revalidação não existem regras claras ou mesmo uma média de valores/preços para tais serviços oferecidos pelas IES brasileiras. Em algumas se paga R$ 150,00 para dar entrada e em outras o mesmo serviço pode custar R$ 4.000,00.

4 – Propomos que os acordos de cooperação internacional entre IES  brasileiras e dos países membros do Mercosul sejam levados em consideração. A parceria implica no reconhecimento mútuo de mérito acadêmico e know-how entre as universidades.

Solicitamos que disciplinas de mestrado e doutorado cursadas no Brasil sirvam como instrumentos facilitadores da revalidação. Tanto como aluno ouvinte/especial ou como regular/normal.

5 -  Do discente brasileiro que estuda no exterior: buscar IES regularizadas nos países e certificar-se de que o curso de mestrado ou doutorado é reconhecido pelo órgão competente em seu respectivo país, e que a área do mestrado ou doutorado possui similar no Brasil.

        5.1 - Realizar curso presencial. As aulas devem acontecer integralmente no país da universidade, uma vez que no Brasil não há oferta de cursos stricto sensu na categoria EAD.

       5.2 - Submeter todos os documentos recebidos da IES na embaixada/consulado brasileiro no país como prova da legalidade da universidade em seu país de origem.

        5.3 - Submeter todos os documentos ao CNE em Brasília para chancelamento.

        5.4 - Dar entrada em uma universidade pública ou privada que ofereça curso na área semelhante e reconhecido pela CAPES.

Solicitamos vossa atenção e apoio:

A carreira de uma pessoa e sua trajetória acadêmica não pode ficar nas mãos de uma banca ou gestor que podem/pode ser simpático a integração educacional dos países membros do Mercosul ou não. Democratizar e qualificar a educação brasileira ou mantê-la elitizada é uma decisão deveras importante para sujeitar-se a uma banca ou dirigente, ou mesmo a política de uma universidade e similares.

Há ainda os aspectos da subjetividade de uma comissão em decidir o que é relevante ou não de acordo com critérios de ordem pessoal, e também o gravíssimo protecionismo do mercado acadêmico orientado por uma postura lamentável de parte da comunidade acadêmica.

A grande parte das universidades em que os estudantes brasileiros estão realizando cursos de mestrado e doutorado são gabaritadas tanto em seus países quanto no exterior. Uma simples pesquisa pode comprovar a legalidade e tradição delas em seus países, a qualidade dos corpos docentes, e suas respectivas imagens positivas junto a instituições de outros continentes.

Acreditamos ser esta uma forma de fazer justiça aos diversos docentes e pesquisadores com experiência internacional que podem contribuir, e a outros tantos que já contribuem para o fortalecimento da educação brasileira.

Inúmeros estados e municípios possuem leis e aceitam os títulos do Mercosul para qualificação docente e progressão funcional e salarial. A tendência é que em poucos anos tenhamos todos os estados e capitais com leis a favor da admissão automática.

Não se trata de uma solicitação para legalização de títulos a qualquer custo, mas de legalizar e legitimar a situação de inúmeros brasileiros que são eleitores, contribuintes, profissionais da educação, alunos e cidadãos.

 

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João Paulo Furtado DE OLIVEIRACriador do abaixo-assinadoProfessor e produtor audiovisual.

Os tomadores de decisão

Presidente Dilma Vana Rousseff
Presidente Dilma Vana Rousseff
Presidente da República
Deputados Federais
Deputados Federais
Câmara dos Deputados
Ministro Aloizio Mercadante
Ministro Aloizio Mercadante
Ministro da Educação

Atualizações do abaixo-assinado