Manifesto dos Educadores do Simpósio de Jogos e Educação Por uma educação levada a sério


Manifesto dos Educadores do Simpósio de Jogos e Educação Por uma educação levada a sério
O problema
Manifesto dos Educadores do II Simpósio Fluminense de Jogos e Educação
- Por uma educação levada a sério -
Nós, educadoras e educadores do século 21, presentes no II Simpósio Fluminense de Jogos e Educação e somados a aquelas e a aqueles que concordam com esta manifestação, viemos para unir nossas vozes a de tantas outras sintonizadas com a defesa de um estado democrático de direito, capaz de representar a sociedade brasileira em sua integralidade e pluralidade.
Como profissionais que pesquisam, dinamizam e mediam metodologias de aprendizagem ativas e lúdicas, através das quais o aluno desenvolve autonomia, criatividade, capacidade de pensar no próximo, de agir coletivamente e se envolver com o conhecimento de forma prazerosa, observamos que os governos têm desprezado a importância destes princípios, vitais às demandas de aprendizagem do aluno atual e na construção de uma sociedade menos desigual.
A Educação, pilar fundamental da sociedade e têm sido alvo de ataques ostensivos por forças políticas marcadas pela efígie do autoritarismo e da exclusão.
Tais forças têm agido para a desestruturação, sucateamento e falência da educação pública como um todo, esta que atende à maior parte das brasileiras e dos brasileiros a quem o direito universal à educação para si e seus dependentes só pode ser garantido por meio de ações concretas do Estado, que para isso recebe impostos desses mesmos cidadãos.
Está evidente que o objetivo é desmoralizar e reduzir o papel essencial das instituições de ensino, dos professores e dos alunos na sociedade. A desvalorização do professor, inclusive, prejudica o cumprimento de seu papel de aproximar aluno do conhecimento, comprometendo assim o desenvolvimento de cidadãos com espírito crítico, engajamento social e condições de discernir e efetuar escolhas políticas conscientes; para que os aprendentes encontrem papéis dignos na estrutura das cidades e do campo; e perceberem a importância de uma sociedade sustentável e para todos.
Tais ações desestruturantes têm, pelo menos, cinco consequências nefastas:
- A desarticulação da liberdade docente e o livre pensamento;
- A transferência de investimentos públicos para grandes grupos educacionais privados, financiadores de campanhas eleitorais;
- A transformação da educação em um processo de treinamento utilitarista, tecnicista e industrial;
- O comprometimento do desenvolvimento cognitivo, crítico e cidadão das classes mais pobres;
- A manutenção do status quo de desigualdade que se perpetua na sociedade brasileira desde sua origem.
Diante disso, conclamamos urgência de atitudes que garantam consciência, respeito e apoio concreto de todos à educação brasileira:
- É preciso que toda a sociedade veja o financiamento da educação como um investimento e não como um gasto;
- É preciso que o aluno seja o protagonista da educação, e o aprendizado substitua o ensino como foco de atuação das escolas;
- É preciso que o principal profissional da educação, o professor, tenha acesso à formação de qualidade e seja alçado novamente ao seu papel de destaque como mediador do aprendizado, e a ele seja dada a gestão processo de transformação da escola e da sociedade como um todo.
- É preciso que a sociedade e, através dela, governos valorizem a Educação com investimentos maciços em escolas, universidades e em todo o sistema público de educação, com o objetivo de fomentar o desenvolvimento social, crítico e cidadão de nossa civilização brasileira.
- É preciso que haja um compromisso nacional para que a educação tenha condições de estabelecer estratégias sólidas e de longo prazo, que não dependam dos revezamentos políticos e partidários na administração pública.
Essa mudança de paradigma é urgente para que a sociedade prospere. Apenas uma sociedade saudavelmente educada atende sua população com qualidade e de forma sustentável.
Por isso mesmo, estaremos juntos e resistindo; não se pode assistir passivamente esse desmonte.
Assinam aqui os membros de Ludus Magisterium, participantes do II Simpósio Fluminense de Jogos e Educação, professores e interessados na educação por um Brasil melhor.
Rio de Janeiro, 17 de dezembro de 2019.

O problema
Manifesto dos Educadores do II Simpósio Fluminense de Jogos e Educação
- Por uma educação levada a sério -
Nós, educadoras e educadores do século 21, presentes no II Simpósio Fluminense de Jogos e Educação e somados a aquelas e a aqueles que concordam com esta manifestação, viemos para unir nossas vozes a de tantas outras sintonizadas com a defesa de um estado democrático de direito, capaz de representar a sociedade brasileira em sua integralidade e pluralidade.
Como profissionais que pesquisam, dinamizam e mediam metodologias de aprendizagem ativas e lúdicas, através das quais o aluno desenvolve autonomia, criatividade, capacidade de pensar no próximo, de agir coletivamente e se envolver com o conhecimento de forma prazerosa, observamos que os governos têm desprezado a importância destes princípios, vitais às demandas de aprendizagem do aluno atual e na construção de uma sociedade menos desigual.
A Educação, pilar fundamental da sociedade e têm sido alvo de ataques ostensivos por forças políticas marcadas pela efígie do autoritarismo e da exclusão.
Tais forças têm agido para a desestruturação, sucateamento e falência da educação pública como um todo, esta que atende à maior parte das brasileiras e dos brasileiros a quem o direito universal à educação para si e seus dependentes só pode ser garantido por meio de ações concretas do Estado, que para isso recebe impostos desses mesmos cidadãos.
Está evidente que o objetivo é desmoralizar e reduzir o papel essencial das instituições de ensino, dos professores e dos alunos na sociedade. A desvalorização do professor, inclusive, prejudica o cumprimento de seu papel de aproximar aluno do conhecimento, comprometendo assim o desenvolvimento de cidadãos com espírito crítico, engajamento social e condições de discernir e efetuar escolhas políticas conscientes; para que os aprendentes encontrem papéis dignos na estrutura das cidades e do campo; e perceberem a importância de uma sociedade sustentável e para todos.
Tais ações desestruturantes têm, pelo menos, cinco consequências nefastas:
- A desarticulação da liberdade docente e o livre pensamento;
- A transferência de investimentos públicos para grandes grupos educacionais privados, financiadores de campanhas eleitorais;
- A transformação da educação em um processo de treinamento utilitarista, tecnicista e industrial;
- O comprometimento do desenvolvimento cognitivo, crítico e cidadão das classes mais pobres;
- A manutenção do status quo de desigualdade que se perpetua na sociedade brasileira desde sua origem.
Diante disso, conclamamos urgência de atitudes que garantam consciência, respeito e apoio concreto de todos à educação brasileira:
- É preciso que toda a sociedade veja o financiamento da educação como um investimento e não como um gasto;
- É preciso que o aluno seja o protagonista da educação, e o aprendizado substitua o ensino como foco de atuação das escolas;
- É preciso que o principal profissional da educação, o professor, tenha acesso à formação de qualidade e seja alçado novamente ao seu papel de destaque como mediador do aprendizado, e a ele seja dada a gestão processo de transformação da escola e da sociedade como um todo.
- É preciso que a sociedade e, através dela, governos valorizem a Educação com investimentos maciços em escolas, universidades e em todo o sistema público de educação, com o objetivo de fomentar o desenvolvimento social, crítico e cidadão de nossa civilização brasileira.
- É preciso que haja um compromisso nacional para que a educação tenha condições de estabelecer estratégias sólidas e de longo prazo, que não dependam dos revezamentos políticos e partidários na administração pública.
Essa mudança de paradigma é urgente para que a sociedade prospere. Apenas uma sociedade saudavelmente educada atende sua população com qualidade e de forma sustentável.
Por isso mesmo, estaremos juntos e resistindo; não se pode assistir passivamente esse desmonte.
Assinam aqui os membros de Ludus Magisterium, participantes do II Simpósio Fluminense de Jogos e Educação, professores e interessados na educação por um Brasil melhor.
Rio de Janeiro, 17 de dezembro de 2019.

Abaixo-assinado encerrado
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Os tomadores de decisão
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Abaixo-assinado criado em 27 de dezembro de 2019