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Ministério do Meio Ambiente: Crie imediatamente um Parque Nacional para o tatu-bola! #parquedotatu

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O tatu-bola é uma espécie endêmica e ameaçada do Brasil e sua escolha como o mascote oficial da Copa do Mundo FIFA 2014 ajudou a chamar a atenção do mundo inteiro para a preservação da espécie. Durante a Copa este abaixo-assinado agregou mais de 150mil assinaturas, agora chegando a quase 200mil! Em julho nós fomos à Brasília entregar esta petição no Ministério do Meio Ambiente e ICMbio, e agora precisamos continuar cobrando.

O tatu-bola está há mais de 10 anos na lista de extinção e por enquanto nada foi feito para evitar seu desaparecimento, nem sequer um Plano de Ação que identifique as medidas necessárias e um cronograma para a sua conservação. Por isso estamos pedindo  que o Ministério do Meio Ambiente se comprometa imediatamente com a criação de um Parque Nacional no Nordeste do Brasil para garantir a preservação do tatu-bola.

Como pesquisador da Universidade Federal de Pernambuco, eu e meus colegas estamos frequentemente participando de expedições na Caatinga, e a ampliação das áreas de proteção desse bioma é uma demanda nossa de longa data. Nós sabemos que o Ministério do Meio Ambiente já identificou mais de 80 sítios  considerados prioritários para a proteção da biodiversidade da Caatinga, qualquer um destes poderia ser destinado ao Parque Nacional para o tatu-bola que estamos pedindo. Assine agora pela criação do Parque do Tatu-Bola.

Letter to
Ministra de Estado Ministério do Meio Ambiente Ministra do Meio Ambiente, Izabella Teixeira
Presidente do ICMBio Presidente do ICMBio, Roberto Ricardo Vizentin
Ministério do Meio Ambiente
À Exma. Sra. Izabella Mônica Vieira Teixeira, Ministra de Estado do Meio Ambiente

Encaminhamos em anexo cópia do artigo “Football and biodiversity conservation: FIFA and Brazil still on time to hit a green goal” publicado no volume 46, páginas 257-259 da revista científica Biotropica (http://onlinelibrary.wiley.com/doi/10.1111/btp.12114/abstract). Neste artigo tecemos considerações sobre a escolha do tatu-bola Tolypeutes tricinctus como mascote da Copa do Mundo FIFA 2014 a ser realizada no Brasil.
Tolypeutes tricinctus é uma espécie endêmica e ameaçada do Brasil, e sua escolha como o mascote oficial da Copa do Mundo FIFA 2014 é significativa e representa uma grande oportunidade para engajar os parceiros do maior evento esportivo do mundo em uma agenda efetiva de conservação. Frente ao mal estado de conservação da espécie escolhida e de seu habitat principal, a Caatinga do nordeste do Brasil, nós encorajamos o Governo Brasileiro, através deste Ministério, e a FIFA a incorporarem três ações conservacionistas concretas no legado esperado para a Copa:

1) Honrar os investimentos prometidos aos “Parques da Copa”. Em 2011, o Governo Brasileiro havia anunciado investimentos da ordem de US$ 275 milhões para 26 áreas protegidas federais e 21 estaduais como parte do investimento para dotar estas áreas de infraestrutura para turismo. Dois anos depois, o número de áreas beneficiadas foi reduzido para 16 e apenas 2% do investimento divulgado foi de fato repassado às unidades. Entendemos que em um momento de restrições orçamentárias experimentadas pelas unidades de conservação brasileiras como um todo, o aporte dos recursos prometidos é fundamental para a garantia do funcionamento das unidades de conservação, em especial as da Caatinga.

2) Ampliar o sistema de áreas protegidas da Caatinga. Com a menor área protegida entre os biomas terrestres brasileiros, a ampliação da proteção in situ da Caatinga é uma demanda de longa data por parte dos pesquisadores brasileiros. Workshops conduzidos por este Ministério já identificaram mais de 80 sítios considerados prioritários para a proteção da biodiversidade da Caatinga, mas o ritmo de criação destas áreas é extremamente lento. Entendemos que ainda há tempo para um grande “gol ambiental” e provocamos o Governo Brasileiro e a FIFA a estabelecerem uma meta ambiciosa: para cada gol marcado na Copa, ao menos 1000 hectares de Caatinga devem ser protegidos como parques e reservas.

3)Concluir e publicar o Plano de Ação para a Conservação do tatu-bola. Quando adotou as Metas de Biodiversidade de Aichi, o Governo Brasileiro se comprometeu a evitar a extenção de espécies até 2020. T. tricinctus consta da lista brasileira de espécies ameaçadas de extinção há mais de uma década, mas mesmo assim ainda não conta com um plano de ação para a sua conservação. Entendemos que o Plano de Ação para este espécie deveria ser uma prioridade pois ele cataliza dados sobre a espécie, identifica as medidas necessárias à sua conservação, bem como identifica os atores responsáveis pela implementação das açãos de conservação e estabelece um cronograma a ser seguido.

Pelo exposto acima, solicitamos que este Ministério considere as recomendações por nós apresentadas, manifestando-se publicamente quanto ao posicionamento que pretende tomar frente à este pleito.