Monumento ao Caramelinho - Causa Animal em Caxias do Sul

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POR UM MONUMENTO AO CÃO CARAMELINHO, QUE O TORNE SÍMBOLO DA CAUSA ANIMAL EM CAXIAS DO SUL.
#MonumentoAoCaramelinho

Hoje, dia 20 de Outubro, completaram-se 3 meses desde o dia da morte do cão anônimo, que chamaremos de Caramelinho, brutalmente enforcado dentro do Parque dos Macaquinhos em Caxias do Sul, Rio Grande do Sul, por volta das 2 horas da madrugada do dia 20 de Julho de 2020. Até a presente data, o caso não foi solucionado. Este abaixo-assinado busca o apoio, o debate e a união dos protetores dos animais caxienses para o projeto de construção de um monumento com a imagem do Caramelinho, a ser instalado dentro do parque, e que o tornará símbolo da causa animal em Caxias do Sul. Seu símbolo significará, desde já e visando o futuro, a difusão de informações e instruções e a tomada de atitudes da nossa comunidade quanto às principais necessidades dos animais que vivem nas ruas da cidade: denúncia de maus-tratos, resgate, castração e adoção responsável.

O maior parque de Caxias do Sul foi inaugurado por ocasião da Festa da Uva de 1954, que contou com a visita do presidente Getúlio Vargas. Após o suicídio do presidente mais tarde no mesmo ano, o parque foi batizado, em 1955, em sua homenagem. Em 1958, foram trazidos cinco dos macacos que viviam no Parque Farroupilha (Redenção) de Porto Alegre para o Parque Getúlio Vargas, sendo alojados numa pequena ilha com chorões, no centro do lago que lá existia. Os macacos serviam para a diversão dos frequentadores e rapidamente caíram na graça do povo, sendo o parque até hoje chamado pelo seu apelido, o Parque dos Macaquinhos, seu nome oficial raramente lembrado. Mas, desde 1985, não há mais macaco algum. Naquele ano aconteceu uma tragédia: uma menina afogou-se e, consequentemente, o lago foi esvaziado e os macacos foram levados ao zoológico de Sapucaia do Sul.

Até este ponto, fica claro o carinho dos cidadãos caxienses pelos animais. Uma visita ao parque dos dias atuais torna a noção deste carinho uma certeza. Diariamente, uma proporção significativa das pessoas que o procuram vai acompanhada de seus cães. Algumas, é justo supor, talvez nem o frequentassem se não fosse pelos seus cães. O confinamento e a exibição de animais selvagens fora do seu habitat contraria os artigos 4 e 10 da Declaração Universal dos Direitos dos Animais de Bruxelas de 1978, proposta pela ONU e da qual o Brasil é signatário. E, quanto aos cães, a mesma declaração é bem clara na sua responsabilização das pessoas pelo bem estar e pela dignidade dos animais com quem elas dividem o mesmo ambiente. Portanto, para fazer jus à causa animal, talvez seja mais adequado trocar o apelido carinhoso “dos Macaquinhos” para “Parque dos Cachorrinhos”. E foi neste local, o mais inaceitável possível, que, no dia 20 de Julho de 2020, uma segunda-feira, amanheceu, dependurado numa árvore frondosa, o corpo sem vida de um jovem cão macho, sem raça, de porte médio e cor caramelo. O corpo foi descartado numa lixeira, em seguida. Passados três meses, o caso permanece completamente obscuro. 

Poucos dias depois, um vídeo de câmera de segurança apareceu nas redes sociais. Ele mostra um carro branco que desce na contramão a rua Dom José Baréa e estaciona junto à entrada do parque pela avenida Vindima. Dele, desce uma pessoa com um cão de movimentos ágeis, sem coleira. A pessoa volta sozinha, liga o carro e sobe a rua. Toda a cena ocorre entre as 1h53m até as 2h4min: 11 minutos. Dias depois, outro vídeo veio à tona, de uma câmera de segurança na esquina da rua Tronca com a rua Antônio Passaggi. Ele mostra um carro idêntico passando pelo mesmo horário. Ao contrário do primeiro em que o carro é visto muito de longe, neste, o carro ocupa quase todo o monitor. Contudo, as imagens são de um celular que gravou a tela da câmera de segurança, imagens de baixa qualidade que mostram a placa, mas não os seus números. Dentro do parque, não houve nenhuma imagem registrada por câmeras de monitoramento. Mesmo com esses dois elementos de pista amplamente difundidos pela internet, o caso segue sem nenhuma resposta. No sábado dia 1o de Agosto, dezenas de defensores da causa animal se reuniram em carreata pelo centro da cidade e, depois, depositaram flores e cartazes sob a árvore do assassinato. E o sentimento de todos que compareceram é de que essa história está longe de ter um fim.

Lançado no dia do terceiro mês da morte do Caramelinho, este abaixo-assinado busca promover a criação e a instalação de um monumento em sua homenagem, a ser situado num dos pontos mais visíveis do parque, no primeiro canteirão após a cancha gradeada, no sentido da entrada principal pela rua Doutor Montaury. Ele ficará sob a iluminação dos postes todas as noites, o ano inteiro, e ao lado do módulo da Brigada Militar, evitando assim, tanto quanto possível, roubos e vandalismos. Será composto por uma gravura, busto ou escultura à sua semelhança (existe uma foto do enforcamento), uma placa com breves dizeres e, na base de concreto, cavidades para que os milhares de cães que ali passeiam todos os dias possam receber água e ração dos seus donos. Nada no monumento indicará que houve um assassinato, exceto a referência, na placa, à data exata do falecimento. Isso preservará as crianças que frequentam o parque. Aqueles que desejarem saber maiores detalhes nesse sentido não saberão através do próprio monumento. 

O #MonumentoAoCaramelinho deixará sua marca dentro do abrigo dos pets em pleno centro da cidade que é o Parque dos Macaquinhos (ou “dos Cachorrinhos”) de hoje em dia. Além da maior segurança, sua localização dentro do parque também será garantia de que, durante todo o ano, a nossa homenagem a esta vida canina que poderia ter sido receba a visita de milhares de amigos. Ele mostrará que a comunidade aprendeu com a sua história, de modo que novos crimes contra os animais que ocorrerem na nossa cidade não aparecerão como novidade para ninguém. Significará a sublimação da revolta e da tristeza que todos sentimos diante deste crime abominável na melancolia de uma homenagem póstuma; na promoção diligente e engajada da causa animal como um todo, especialmente no tocante aos animais de rua, e do diálogo da população com as nossas ONGs, veterinários voluntários e advogados especialistas em direito ambiental; na difusão de informações úteis à comunidade; no amplo debate sobre as necessidades e soluções para os problemas urgentes enfrentados pelos animais que vivem na rua. Provará que, em Caxias do Sul, o amor e o cuidado pelos animais falam muito mais alto do que o ódio e a violência contra eles. Assinalará o nosso entendimento de que lugar de pet não é a rua e o nosso desejo pelo dia em que essa grande problemática seja solucionada, pelo dia em que não haja mais pets nas nossas ruas. Com o tempo, a simples reprodução do desenho do monumento poderá se tornar um símbolo autossuficiente para a proteção dos animais de rua na nossa cidade.

Na placa, a assinatura que constará indicará que a autoria do monumento é dos “protetores dos animais frequentadores do Parque dos Macaquinhos”. E assim, salientamos que essa iniciativa, a partir do dia de hoje, não falará em nome de nenhuma pessoa específica, mas unirá todos aqueles que se identificam com a designação de “protetor(a) dos animais” na nossa cidade. Nós seremos os agentes que garantirão o protagonismo da memória do Caramelinho e da causa animal dentre as nossas prioridades sociais, desde a inauguração do monumento e visando as gerações futuras. A voz para quem não tem voz. Se conhecemos a capacidade do homem para o mal, e se ele é o único predador de todos os animais, é nosso dever defendê-los da maldade do bicho-homem.

A inspiração veio de uma iniciativa realizada no campus da Universidade Federal de Santa Catarina, o Monumento ao Catatau, conforme a notícia abaixo:
https://noticias.ufsc.br/2009/10/catatau-ganha-monumento-no-campus/

Leia também sobre o crime:
http://pioneiro.clicrbs.com.br/rs/geral/noticia/2020/07/cachorro-e-encontrado-enforcado-no-parque-dos-macaquinhos-em-caxias-12533206.html

Declaração Universal dos Direitos dos Animais da UNESCO (1978)
http://www.urca.br/ceua/arquivos/Os%20direitos%20dos%20animais%20UNESCO.pdf

Pedimos o seu apoio e convidamos a comunidade para o debate! 

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