ASSINE PELA PAZ E CONTRA A GUERRA NA VENEZUELA

0 pessoa já assinou. Ajude a chegar a 1.500!


Nós, brasileiros e brasileiras, cientes das leis de nosso país e do passado histórico que constituem as Relações Internacionais de nosso continente, manifestamos a mais alta preocupação com as ações do governo brasileiro no que diz respeito à escalada de violência contra o povo venezuelano. É flagrante e notória a submissão da atual política externa brasileira aos interesses dos Estados Unidos, endossando uma agenda de intervenção e desestabilização regional. Desde que assumiu a presidência da República, Jair Bolsonaro converte o Brasil em mero funcionário do mais agressivo unilateralismo que o mundo já viu.

São fartas as declarações e ações do governo de Donald Trump que ameaçam e estrangulam as possibilidades de paz na Venezuela. Só entre 2017 e 2018, mais de 40 mil venezuelanos morreram em função das sanções unilaterais promovidas pelos Estados Unidos [1]. Além dos criminosos bloqueios, há uma extensa lista intervencionista dos Estados Unidos a que o governo Bolsonaro se submete: expulsão do corpo diplomático, difusão de mentiras, respaldo a grupos paramilitares que invadem a Venezuela e as reiteradas ameaças de invasão militar, elevando seriamente os riscos da eclosão de uma guerra em nosso território.

É muito grave a situação e urgente deve ser nossa reação contra esta política intervencionista de guerra e ódio, que destrói a imagem do Brasil e agrava ainda mais a crise venezuelana. Por isso indagamos: quem se beneficia e quem perde com esta política de guerra? Basta de violência, queremos paz e cooperação entre os povos.

Nosso apelo está diretamente fundamentado na Constituição brasileira [2], que carrega princípios fundamentais (artigos 1º, 2º, 3º e 4º) que são sistematicamente violados pelo governo de Jair Bolsonaro. Esta Declaração vai ao encontro e faz coro ao artigo publicado em 8 de maio de 2020, assinado por Fernando Henrique Cardoso, Celso Amorim, Aloysio Nunes Ferreira, Celso Lafer, Francisco Rezek, José Serra, Rubens Ricupero e Hussein Kalout, intitulado “a reconstrução da política externa brasileira” [3].

            Dito isso, nos comprometemos à:

1.      Denunciar em todos os espaços possíveis a escalada de agressão do governo Bolsonaro contra o povo venezuelano;

2.      Denunciar os perigos da tragédia que se abaterá aos povos, inclusive aos brasileiros, com a eclosão de uma guerra convencional em nossas fronteiras, o que demandará dos brasileiros o envio de tropas e recursos materiais. Quem pagará pelo sangue dos brasileiros que serão convocados à guerra?

3.      Denunciar a sistemática submissão do governo Bolsonaro à agenda militarista, intervencionista e autoritária dos Estados Unidos no trato com a República Bolivariana da Venezuela;

4.      Denunciar a sistemática violação da Constituição brasileira promovida pelo governo Bolsonaro, especialmente no que tange os princípios elencados no artigo 4º da Carta Magna, que orientam as Relações Internacionais brasileiras;

5.      Articular e promover ações que construam pontes de diálogo entre as mais diversas forças políticas e sociais brasileiras, criando uma grande rede em defesa da paz e contra a guerra na Venezuela;

Conscientes de que a construção da paz e do respeito à soberania e a autodeterminação dos povos é fruto de muito trabalho humano, que demanda braços, mãos e muita energia, convocamos toda a sociedade brasileira a levantar a sua voz pela paz na Venezuela, aderindo a este Manifesto e exigindo das autoridades brasileiras o devido respeito à nossa Constituição para que sejam bloqueadas quaisquer iniciativas beligerantes por parte do Brasil no trato com o governo da República Bolivariana da Venezuela. Assine aqui ou envie adesões para paznavenezuelabr@gmail.com, informando nome completo de sua organização ou de personalidades políticas, diplomáticas, artísticas ou jurídicas que subscrevem esta Declaração. Assine pela paz e contra a guerra na Venezuela!

PRIMEIRAS ADESÕES

Organizações

1.      CEBRAPAZ – Centro Brasileiro de Solidariedade aos Povos e Luta pela Paz

2.      Coletivo Abrebrecha

3.      CUT – Central Única dos Trabalhadores

4.      FEMEH – Federação do Movimento Estudantil de História

5.      Levante Popular da Juventude

6.      MAB – Movimento dos Atingidos por Barragens

7.      MMM – Marcha Mundial das Mulheres

8.      MST – Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra

9.      OCLAE – Organização Caribenha e Latino Americana de Estudantes

10.  PCB – Partido Comunista Brasileiro

11.  UBM – União Brasileira de Mulheres

12.  UJC – União da Juventude Comunista

13.  UJS – União da Juventude Socialista

14.  UNE – União Nacional dos Estudantes

 

Individuais

1.      Celso Amorim, ex-chanceler e ex-ministro da defesa do Brasil

2.      Gleisi Hoffmann, presidenta do Partido dos Trabalhadores (PT)

3.      Juliano Medeiros, presidente do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL)

4.      Edmilson Costa, secretário-geral do Partido Comunista Brasileiro (PCB)

5.      Bia Lopes, responsável pela OCLAE

6.      Bianca Borges, diretora de Relações Internacionais da União Nacional dos Estudantes (UNE)

7.      Flávia Calé, presidenta da ANPG

8.      Igor Gonçalves, membro da Secretaria Nacional de Formação da Federação do Movimento Estudantil de História (FEMEH)

9.      Jandira Feghali, deputada federal pelo PCdoB

10.  João Pedro Stédile, membro da direção nacional do MST

11.  Kallel Naveca, responsável por Relações Internacionais da União Brasileira de Estudantes Secundaristas (UBES)

12.  Luiz Eduardo Greenhalgh, advogado, fundador do Comitê Brasileiro da Anistia e membro do DN do PT

13.  Mônica Valente, secretária executiva do Foro de São Paulo

14.  Nalu Faria, militante da Marcha Mundial das Mulheres

15.  Romenio Pereira, secretário de relações internacionais do PT

16.  Sérgio Nobre, presidente da Central Única dos Trabalhadores (CUT)

17.  Socorro Gomes, presidenta do Conselho Mundial da Paz

18.  Tiago Morbach, presidente da UJS Brasil

 

 

CONHEÇA MAIS SOBRE O COMITÊ BRASILEIRO PELA PAZ NA VENEZUELA

Facebook: www.facebook.com/PazNaVenezuela

Instagram: @PazNaVenezuela

 

REFERÊNCIAS DA DECLARAÇÃO
[1] = https://cepr.net/report/sancoes-economicas-como-punicao-coletiva-o-caso-da-venezuela/
[2] = Constituição de 1988: http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/constituicao/constituicao.htm
[3] = artigo “a reconstrução da política externa brasileira”: https://www1.folha.uol.com.br/mundo/2020/05/a-reconstrucao-da-politica-externa-brasileira.shtml