

Por Ações Efetivas no Manejo da População de Cães Abandonados em Araçuaí


Por Ações Efetivas no Manejo da População de Cães Abandonados em Araçuaí
O problema
Nós, abaixo-assinados, cidadãos de Araçuaí e região, manifestamos nossa profunda preocupação com a situação recorrente de abandono, proliferação descontrolada e maus-tratos de cães no município. A realidade presenciada na cidade, nas zonas rurais e no IFNMG Campus Araçuaí evidencia a ausência de políticas públicas consistentes para o manejo ético e sanitário desses animais.
Esse cenário representa riscos concretos à saúde pública, à segurança da população e ao bem-estar dos próprios animais. Casos de cães atropelados, feridos e mortos se repetem, assim como constantes situações de cães famintos e agitados soltos pelas ruas.
Em diversos pontos de Araçuaí, é possível observar cães errantes alimentando-se de lixo ou carcaças de bovinos descartadas por açougues diretamente nas ruas, especialmente nos arredores do Mercado Municipal e bairros periféricos. Essa prática, além de cruel e degradante, atrai vetores de doenças, gera acúmulo de lixo e reforça uma cultura de insalubridade e negligência que precisa ser combatida com urgência.
A situação é agravada pela criação irresponsável de animais, com muitos cães circulando soltos durante o dia ou sendo mantidos em espaços sem muros, sem qualquer controle ou cuidado. Soma-se a isso o abandono sistemático de animais, que se tornam vítimas da fome, de atropelamentos e da violência urbana.
Se nada for feito, essa situação tende a piorar. O abandono continuará a crescer, o número de atropelamentos aumentará e o risco de doenças como leishmaniose, raiva e parasitoses se tornará ainda mais presente em escolas, unidades de saúde e demais espaços públicos. Apesar de ações pontuais da Prefeitura, como campanhas de vacinação e distribuição de coleiras de prevenção à leishmaniose, faltam medidas estruturais e contínuas para conter o avanço desse problema.
Diante desse cenário, reivindicamos:
1. Implantação imediata de um programa municipal de castração gratuita, com calendário regular, inclusive em comunidades rurais.
2. Campanhas permanentes de vacinação, vermifugação e adoção responsável.
3. Proibição e fiscalização do descarte de carcaças de animais em vias públicas, com responsabilização de açougueiros e comerciantes que mantenham essa prática.
4. Regulamentação da posse responsável de cães e gatos, com fiscalização de domicílios que mantêm animais soltos ou em situação de risco.
5. Criação de um centro de acolhimento temporário para cães errantes e doentes, com estrutura mínima para atendimento e encaminhamento à adoção.
6. Ações educativas e integradas nas escolas, mercados, bairros e feiras, visando conscientizar sobre os riscos à saúde pública e a importância da convivência ética com os animais.
Cuidar dos cães errantes e promover o ordenamento da cidade é também uma questão de saúde pública, responsabilidade coletiva e dignidade humana. A continuidade dessa cultura de “lixo no chão e bicho solto” compromete o futuro da cidade e afeta diretamente a qualidade de vida de seus habitantes.
Esperamos que a Prefeitura Municipal de Araçuaí e a Câmara de Vereadores assumam um papel proativo, transparente e articulado, transformando essa realidade por meio de ações concretas, permanentes e participativas.
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O problema
Nós, abaixo-assinados, cidadãos de Araçuaí e região, manifestamos nossa profunda preocupação com a situação recorrente de abandono, proliferação descontrolada e maus-tratos de cães no município. A realidade presenciada na cidade, nas zonas rurais e no IFNMG Campus Araçuaí evidencia a ausência de políticas públicas consistentes para o manejo ético e sanitário desses animais.
Esse cenário representa riscos concretos à saúde pública, à segurança da população e ao bem-estar dos próprios animais. Casos de cães atropelados, feridos e mortos se repetem, assim como constantes situações de cães famintos e agitados soltos pelas ruas.
Em diversos pontos de Araçuaí, é possível observar cães errantes alimentando-se de lixo ou carcaças de bovinos descartadas por açougues diretamente nas ruas, especialmente nos arredores do Mercado Municipal e bairros periféricos. Essa prática, além de cruel e degradante, atrai vetores de doenças, gera acúmulo de lixo e reforça uma cultura de insalubridade e negligência que precisa ser combatida com urgência.
A situação é agravada pela criação irresponsável de animais, com muitos cães circulando soltos durante o dia ou sendo mantidos em espaços sem muros, sem qualquer controle ou cuidado. Soma-se a isso o abandono sistemático de animais, que se tornam vítimas da fome, de atropelamentos e da violência urbana.
Se nada for feito, essa situação tende a piorar. O abandono continuará a crescer, o número de atropelamentos aumentará e o risco de doenças como leishmaniose, raiva e parasitoses se tornará ainda mais presente em escolas, unidades de saúde e demais espaços públicos. Apesar de ações pontuais da Prefeitura, como campanhas de vacinação e distribuição de coleiras de prevenção à leishmaniose, faltam medidas estruturais e contínuas para conter o avanço desse problema.
Diante desse cenário, reivindicamos:
1. Implantação imediata de um programa municipal de castração gratuita, com calendário regular, inclusive em comunidades rurais.
2. Campanhas permanentes de vacinação, vermifugação e adoção responsável.
3. Proibição e fiscalização do descarte de carcaças de animais em vias públicas, com responsabilização de açougueiros e comerciantes que mantenham essa prática.
4. Regulamentação da posse responsável de cães e gatos, com fiscalização de domicílios que mantêm animais soltos ou em situação de risco.
5. Criação de um centro de acolhimento temporário para cães errantes e doentes, com estrutura mínima para atendimento e encaminhamento à adoção.
6. Ações educativas e integradas nas escolas, mercados, bairros e feiras, visando conscientizar sobre os riscos à saúde pública e a importância da convivência ética com os animais.
Cuidar dos cães errantes e promover o ordenamento da cidade é também uma questão de saúde pública, responsabilidade coletiva e dignidade humana. A continuidade dessa cultura de “lixo no chão e bicho solto” compromete o futuro da cidade e afeta diretamente a qualidade de vida de seus habitantes.
Esperamos que a Prefeitura Municipal de Araçuaí e a Câmara de Vereadores assumam um papel proativo, transparente e articulado, transformando essa realidade por meio de ações concretas, permanentes e participativas.
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Abaixo-assinado criado em 29 de julho de 2025