

Retirada do PDL 011/21 da Câmara dos vereadores de Mogi das Cruzes.


Retirada do PDL 011/21 da Câmara dos vereadores de Mogi das Cruzes.
O problema
Nós, abaixo assinados e assinadas, solicitamos a retirada imediata do Projeto de Decreto Legislativo - PDL 011/21, apresentado pelos Vereadores Osvaldo Silva (Republicanos) e Maurino José da Silva (Podemos) da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes que visa a CRIAÇÃO DA FRENTE PARLAMENTAR CRISTÃ EM DEFESA DA FAMÍLIA, pelas seguintes razões:
1. Segundo as leis brasileiras, principalmente a Constituição Federal, o Estado brasileiro é laico, portanto, não cabe à Câmara Municipal criar uma frente parlamentar cristã para defender a família com base em preceitos religiosos e não constitucionais.
2. Como se sabe, a sociedade brasileira atual é constituída por uma grande diversidade de organização familiar: mulher com homem, filho e filha; mulher com mulher, filho e filha; homem com homem, filho e filha; mulher solo com filho e filha; avó cuidando de netos e netas como filho e filha; etc. etc... Assim, uma Frente Cristã não tem condições de atendar às demandas de todas as famílias.
3. O Artigo 5º da Constituição Brasileira diz que “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”. Assim, não faz sentido a justificativa apresentada no texto do PDL 011/21, se referindo ao percentual de cristãos que compõem a população mogiana, pois a alegada maioria não pode legitimar um determinado seguimento religioso a fazer uso das instituições em prol de valores cristãos para as famílias que se organizam de outra forma, diferentemente da família chamada tradicional.
4. A liberdade religiosa assegurada pela constituição federal não se refere a grupos majoritários de nenhuma religião, muito pelo contrário, garante a pluralidade religiosa, unida ao conceito de laicidade, ou seja, nosso Estado assumiu o compromisso de que suas instituições se desenvolvam de maneira independente da religião.
5. Por último, a justificativa traz à tona uma formulação inventada por setores conservadores com o objetivo de confundir e ameaçar. Não existe e nunca existiu “ideologia de gênero”. O Conceito científico é identidade de gênero. Com essa deliberada confusão, o PDL 011/21 pretende vetar a inclusão nos currículos escolares da discussão de gênero, tão necessária à formação das crianças, dos adolescentes e dos jovens na sociedade moderna.
ASSINAM:
1 - Pai Roberto (Presidente Associação Axé Mogi)
2 - Movimento de Mães e Familiares de Pessoas com Deficiências
3 - Impacto Feminista
4 - Promotoras Legais Populares – Mogi das Cruzes
5 - Fórum Mogiano LGBT
6 - Fórum de Mulheres Filhas da Luta
7 - Movimento de Mulheres Olga Benario
8 - Grupo Contadores de Mentira
9 - Frente LGBTQIA+ Suzano
10 - Frente Popular pelo Cultura de Mogi
11 - Frente Popular pela Cultura do Alto Tietê
12 - Sindicato dos policiais civis de Mogi das Cruzes e região
13 - AFRONTARTE (associação afro brasileira de arte e cultura)
14 - Daniela - zeladora de orixá e dirigente de uma casa de umbanda
15 - MNU (movimentos negro Unificado) - núcleo Mogi
16 - Movimento Jundiapeba por Moradia
17 - Colaboradora do Conselho Regional de Psicologia
18 - Apeoesp- Subsede de Mogi das Cruzes
19 - Periféricos LGBTQIAP+;
20 - Núcleo Transexuais, Transgêneres e Travestis Mogiano
21 - Coletivo linhas do Itapety
22 - Cursinho Maio 68
23 - Unegro - Mogi das Cruzes
24 - MLB- Movimento de luta nos bairros, vilas e favelas
25 - UJR- União da Juventude Rebelião
26 - Ong-Makaúba
27 - PcdoB
28 - PSOL
29 - PT
30 - UP
E demais pessoas que assinam essa petição de forma online.
O problema
Nós, abaixo assinados e assinadas, solicitamos a retirada imediata do Projeto de Decreto Legislativo - PDL 011/21, apresentado pelos Vereadores Osvaldo Silva (Republicanos) e Maurino José da Silva (Podemos) da Câmara Municipal de Mogi das Cruzes que visa a CRIAÇÃO DA FRENTE PARLAMENTAR CRISTÃ EM DEFESA DA FAMÍLIA, pelas seguintes razões:
1. Segundo as leis brasileiras, principalmente a Constituição Federal, o Estado brasileiro é laico, portanto, não cabe à Câmara Municipal criar uma frente parlamentar cristã para defender a família com base em preceitos religiosos e não constitucionais.
2. Como se sabe, a sociedade brasileira atual é constituída por uma grande diversidade de organização familiar: mulher com homem, filho e filha; mulher com mulher, filho e filha; homem com homem, filho e filha; mulher solo com filho e filha; avó cuidando de netos e netas como filho e filha; etc. etc... Assim, uma Frente Cristã não tem condições de atendar às demandas de todas as famílias.
3. O Artigo 5º da Constituição Brasileira diz que “Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza”. Assim, não faz sentido a justificativa apresentada no texto do PDL 011/21, se referindo ao percentual de cristãos que compõem a população mogiana, pois a alegada maioria não pode legitimar um determinado seguimento religioso a fazer uso das instituições em prol de valores cristãos para as famílias que se organizam de outra forma, diferentemente da família chamada tradicional.
4. A liberdade religiosa assegurada pela constituição federal não se refere a grupos majoritários de nenhuma religião, muito pelo contrário, garante a pluralidade religiosa, unida ao conceito de laicidade, ou seja, nosso Estado assumiu o compromisso de que suas instituições se desenvolvam de maneira independente da religião.
5. Por último, a justificativa traz à tona uma formulação inventada por setores conservadores com o objetivo de confundir e ameaçar. Não existe e nunca existiu “ideologia de gênero”. O Conceito científico é identidade de gênero. Com essa deliberada confusão, o PDL 011/21 pretende vetar a inclusão nos currículos escolares da discussão de gênero, tão necessária à formação das crianças, dos adolescentes e dos jovens na sociedade moderna.
ASSINAM:
1 - Pai Roberto (Presidente Associação Axé Mogi)
2 - Movimento de Mães e Familiares de Pessoas com Deficiências
3 - Impacto Feminista
4 - Promotoras Legais Populares – Mogi das Cruzes
5 - Fórum Mogiano LGBT
6 - Fórum de Mulheres Filhas da Luta
7 - Movimento de Mulheres Olga Benario
8 - Grupo Contadores de Mentira
9 - Frente LGBTQIA+ Suzano
10 - Frente Popular pelo Cultura de Mogi
11 - Frente Popular pela Cultura do Alto Tietê
12 - Sindicato dos policiais civis de Mogi das Cruzes e região
13 - AFRONTARTE (associação afro brasileira de arte e cultura)
14 - Daniela - zeladora de orixá e dirigente de uma casa de umbanda
15 - MNU (movimentos negro Unificado) - núcleo Mogi
16 - Movimento Jundiapeba por Moradia
17 - Colaboradora do Conselho Regional de Psicologia
18 - Apeoesp- Subsede de Mogi das Cruzes
19 - Periféricos LGBTQIAP+;
20 - Núcleo Transexuais, Transgêneres e Travestis Mogiano
21 - Coletivo linhas do Itapety
22 - Cursinho Maio 68
23 - Unegro - Mogi das Cruzes
24 - MLB- Movimento de luta nos bairros, vilas e favelas
25 - UJR- União da Juventude Rebelião
26 - Ong-Makaúba
27 - PcdoB
28 - PSOL
29 - PT
30 - UP
E demais pessoas que assinam essa petição de forma online.
Abaixo-assinado encerrado
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Atualizações do abaixo-assinado
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Abaixo-assinado criado em 2 de julho de 2021