Manifesto em defesa da democracia e da universidade pública!

O problema

Manifesto em defesa da democracia e da universidade pública

 

Preocupados com os projetos em disputa neste segundo turno das eleições presidenciais, nós, professores, agentes e líderes estudantis das universidades públicas do Estado do Paraná, vimos publicamente manifestar nossa preocupação com os rumos do país e conclamar a população a refletir e posicionar-se. O Brasil, ainda que tenha ocupado lugar de destaque na economia mundial, sempre foi conhecido por ser um país de profundos contrastes sociais. A riqueza desta grande nação não implicava na superação das dificuldades do seu povo e da sua juventude. Nos últimos anos, nosso país avançou de forma positiva em políticas gerais para a classe trabalhadora e, de modo específico, para grupos historicamente discriminados ou ameaçados. Políticas para a população negra, igualdade de gênero, políticas para mulheres e idosos. Tais políticas foram responsáveis por colocar mais jovens no ensino superior, reduzir o analfabetismo, reduzir a violência contra grupos minoritários e criar as condições para desenvolvimento de relações mais humanizadas e melhoria das condições de vida dos brasileiros e das brasileiras. Neste momento, uma das candidaturas à presidência, de forma clara e direta, ataca todas essas conquistas, inclusive com mensagens falsas, pelas mídias sociais, para criar, na população, um sentimento de medo e terror. Tal prática, aliada aos ataques às escolas e universidades públicas, o que pressupõe um ataque direto à ciência e exaltação de saídas milagrosas para resolução de problemas, tem produzido um ambiente de intolerância e violência contra o qual teríamos muitas dificuldades para superar. Ao contrário do ódio, é fundamental semear o respeito a todas as formas de manifestação religiosa indistintamente. O mesmo acontece nos ataques à arte e aos artistas, à liberdade de expressão e criatividade. Num momento em que há enorme número de pessoas sem trabalho, serviços públicos ameaçados pelo corte de recursos, corte de bolsas de pesquisas e outros males conduzidos nos últimos três anos pelo Governo Temer, é inconcebível que um dos candidatos não queira participar de debates onde poderia apresentar propostas para sairmos desta crise, o que, de pronto, já revela um desapreço pela democracia. Não bastasse, estamos assistindo a práticas de violência em detrimento da livre manifestação de pensamento. Neste quadro, nos somamos aos segmentos democráticos que buscam a constituição de uma sociedade mais solidária e fraterna, de uma sociedade onde os livros não sejam substituídos pela truculência das armas. Convocamos todos os que defendem a DEMOCRACIA e a universidade pública gratuita para cerrar fileiras contra toda forma de violência e saídas autoritárias que ameaçam o Brasil nessa eleição. Defendemos e pedimos o voto em Haddad/Manuela(13) neste segundo turno.

Vitória
Este abaixo-assinado foi vitorioso com 719 apoiadores!

O problema

Manifesto em defesa da democracia e da universidade pública

 

Preocupados com os projetos em disputa neste segundo turno das eleições presidenciais, nós, professores, agentes e líderes estudantis das universidades públicas do Estado do Paraná, vimos publicamente manifestar nossa preocupação com os rumos do país e conclamar a população a refletir e posicionar-se. O Brasil, ainda que tenha ocupado lugar de destaque na economia mundial, sempre foi conhecido por ser um país de profundos contrastes sociais. A riqueza desta grande nação não implicava na superação das dificuldades do seu povo e da sua juventude. Nos últimos anos, nosso país avançou de forma positiva em políticas gerais para a classe trabalhadora e, de modo específico, para grupos historicamente discriminados ou ameaçados. Políticas para a população negra, igualdade de gênero, políticas para mulheres e idosos. Tais políticas foram responsáveis por colocar mais jovens no ensino superior, reduzir o analfabetismo, reduzir a violência contra grupos minoritários e criar as condições para desenvolvimento de relações mais humanizadas e melhoria das condições de vida dos brasileiros e das brasileiras. Neste momento, uma das candidaturas à presidência, de forma clara e direta, ataca todas essas conquistas, inclusive com mensagens falsas, pelas mídias sociais, para criar, na população, um sentimento de medo e terror. Tal prática, aliada aos ataques às escolas e universidades públicas, o que pressupõe um ataque direto à ciência e exaltação de saídas milagrosas para resolução de problemas, tem produzido um ambiente de intolerância e violência contra o qual teríamos muitas dificuldades para superar. Ao contrário do ódio, é fundamental semear o respeito a todas as formas de manifestação religiosa indistintamente. O mesmo acontece nos ataques à arte e aos artistas, à liberdade de expressão e criatividade. Num momento em que há enorme número de pessoas sem trabalho, serviços públicos ameaçados pelo corte de recursos, corte de bolsas de pesquisas e outros males conduzidos nos últimos três anos pelo Governo Temer, é inconcebível que um dos candidatos não queira participar de debates onde poderia apresentar propostas para sairmos desta crise, o que, de pronto, já revela um desapreço pela democracia. Não bastasse, estamos assistindo a práticas de violência em detrimento da livre manifestação de pensamento. Neste quadro, nos somamos aos segmentos democráticos que buscam a constituição de uma sociedade mais solidária e fraterna, de uma sociedade onde os livros não sejam substituídos pela truculência das armas. Convocamos todos os que defendem a DEMOCRACIA e a universidade pública gratuita para cerrar fileiras contra toda forma de violência e saídas autoritárias que ameaçam o Brasil nessa eleição. Defendemos e pedimos o voto em Haddad/Manuela(13) neste segundo turno.

Os tomadores de decisão

professores universitários
professores universitários
Estudantes universitários
Estudantes universitários
Agentes Universitários
Agentes Universitários
Escolas publicas
Escolas publicas
Sindicatos de Professores
Sindicatos de Professores
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Abaixo-assinado criado em 16 de outubro de 2018