Petição online pela tomada de medidas para combater as enchentes no RS

O problema

Nós, estudantes do 8° ano do ensino fundamental da Escola Aurora, nos unimos em solidariedade às milhões de pessoas afetadas pelas chuvas extremas que atingiram o Rio Grande do Sul nos anos de 2023, 2024 e 2025. 

Com esta petição, exigimos que as autoridades atuem com responsabilidade, transparência e urgência. Queremos ações concretas de prevenção, apoio às famílias atingidas e, principalmente, investimentos em infraestrutura e reflorestamento. Além disso, solicitamos a conscientização dos moradores de áreas de risco, pois não podemos aceitar que a história se repita mais uma vez.

Nós sabemos que muitas pessoas que moram em áreas de risco não querem se mudar de suas casas. Em sua maioria, não compreendem o risco de se manter em suas residências por apego à moradia, por falta de dinheiro, por laços comunitários e familiares, ou, principalmente, por falta de dinheiro para a mudança, transporte, nova casa, etc. 

Essas pessoas correm risco de sofrerem novamente com as enchentes e desmoronamentos. Elas estão se estabilizando, vivendo o luto pelas vidas perdidas, reconstruindo suas casas, negócios e voltando às suas vidas normalmente, sem querer acreditar que todo o desastre pode acontecer de novo. Perder suas casas, familiares, animais domésticos, empregos, empresas, pertences pessoais e etc.

Além das perdas materiais, há um enorme dano psicológico às vítimas das enchentes. Também há a possibilidade de desenvolver outros sintomas psicológicos de pessoas que já necessitavam de um cuidado de saúde mental prévio, assim como o aumento do uso de drogas e as ocorrências de diferentes fatores de violência. Temos que estar observando na prática, nos abrigos e temos de refletir sobre o que a psicologia pode oferecer para ajudar.

As enchentes no Rio Grande do Sul provocaram uma série de danos corporais à população, em diferentes níveis de gravidade. Dados atualizados apontam que mais de 800 pessoas sofreram ferimentos diretos em decorrência de quedas, escoriações, fraturas, choques elétricos e afogamentos parciais, além de ferimentos imediatos, há registro crescente de doenças infecciosas, como leptospirose, hepatite A, diarreias e doenças dermatológicas, relacionadas ao contato com águas contaminadas. A exposição prolongada à umidade, ao frio e à insalubridade também contribuíram para o agravamento de doenças respiratórias, cardiovasculares e musculares.

Já é público que o Estado não tratou com a devida seriedade as primeiras chuvas. O alerta de recuo em maio foi dado em cima da hora e diversas pessoas não tiveram tempo de se organizar para a mudança, ou simplesmente não acreditaram na gravidade do alerta. O Estado do Rio Grande do Sul retirou e transportou algumas comunidades de áreas de risco em junho de 2024, mas por conta de normas legais, pessoas que se negarem a se mudar não podem ser retiradas à força. 

Nesses casos, essas pessoas devem ser conscientizadas quanto à gravidade das chuvas, pois podem ocorrer desmoronamentos, alagamentos, destruindo cidades inteiras, como visto no ano de 2024. Elas claramente correm risco de vida, já que, em 29 de junho de 2025, no Rio Grande do Sul, seis rios ficaram acima da cota de alerta, doze cidades foram alagadas e não temos como saber até onde isso vai. As chuvas podem parar agora, mas enchentes e desmoronamentos podem acontecer novamente pior ainda.

Tirar as pessoas de casa nessas situações exige uma combinação de comunicação eficiente, infraestrutura, apoio psicológico e ação direta coordenada.

Reivindicações:

  • reivindica-se eventual remoção da população localizada em áreas de risco, fornecimento de nova moradia e possível indenização, seguindo as previsões legais;
  • reivindica-se a realização de estudo geológico que averigue a possibilidade da realização de reflorestamento das margens de rios com vegetação nativa, principalmente as que anteriormente tinham residências, preservando o cinturão verde, fazendo com que mais água infiltre no solo;
  • reivindica-se a criação de sistemas de alerta nas cidades afetadas com sirenes e alertas enviados para dispositivos móveis;
  • reivindica-se a criação de plano de evacuação, fazendo uso de sinalizações físicas visíveis;
  • reivindica-se a criação de campanhas educativas prévias explicando riscos das enchentes, fazendo uso de recursos como vídeos curtos, TV, rádio, simulados de evacuação, cartilhas, palestras da Defesa Civil, etc;
  • reivindica-se o desenvolvimento de aplicativos com mapas em tempo real mostrando áreas de risco e pontos de acolhimento;
  • reivindica-se a garantia de acolhimento psicológico e social para quem for removido e pessoas atingidas.

Por fim, é essencial ouvir por que as pessoas não querem sair desses lugares e lidar com isso. Mostrar que sair de casa é sobrevivência, não desistência.

 

Escrito por: Arthur B. Moraes, Isabelly L. da Silva, Janaína M. Selbach, João Vitor F. Giroldi e Miguel S. Tonial, alunos do 8° ano do ensino fundamental na Escola de Ensino Fundamental Aurora, em Guaporé - RS.

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O problema

Nós, estudantes do 8° ano do ensino fundamental da Escola Aurora, nos unimos em solidariedade às milhões de pessoas afetadas pelas chuvas extremas que atingiram o Rio Grande do Sul nos anos de 2023, 2024 e 2025. 

Com esta petição, exigimos que as autoridades atuem com responsabilidade, transparência e urgência. Queremos ações concretas de prevenção, apoio às famílias atingidas e, principalmente, investimentos em infraestrutura e reflorestamento. Além disso, solicitamos a conscientização dos moradores de áreas de risco, pois não podemos aceitar que a história se repita mais uma vez.

Nós sabemos que muitas pessoas que moram em áreas de risco não querem se mudar de suas casas. Em sua maioria, não compreendem o risco de se manter em suas residências por apego à moradia, por falta de dinheiro, por laços comunitários e familiares, ou, principalmente, por falta de dinheiro para a mudança, transporte, nova casa, etc. 

Essas pessoas correm risco de sofrerem novamente com as enchentes e desmoronamentos. Elas estão se estabilizando, vivendo o luto pelas vidas perdidas, reconstruindo suas casas, negócios e voltando às suas vidas normalmente, sem querer acreditar que todo o desastre pode acontecer de novo. Perder suas casas, familiares, animais domésticos, empregos, empresas, pertences pessoais e etc.

Além das perdas materiais, há um enorme dano psicológico às vítimas das enchentes. Também há a possibilidade de desenvolver outros sintomas psicológicos de pessoas que já necessitavam de um cuidado de saúde mental prévio, assim como o aumento do uso de drogas e as ocorrências de diferentes fatores de violência. Temos que estar observando na prática, nos abrigos e temos de refletir sobre o que a psicologia pode oferecer para ajudar.

As enchentes no Rio Grande do Sul provocaram uma série de danos corporais à população, em diferentes níveis de gravidade. Dados atualizados apontam que mais de 800 pessoas sofreram ferimentos diretos em decorrência de quedas, escoriações, fraturas, choques elétricos e afogamentos parciais, além de ferimentos imediatos, há registro crescente de doenças infecciosas, como leptospirose, hepatite A, diarreias e doenças dermatológicas, relacionadas ao contato com águas contaminadas. A exposição prolongada à umidade, ao frio e à insalubridade também contribuíram para o agravamento de doenças respiratórias, cardiovasculares e musculares.

Já é público que o Estado não tratou com a devida seriedade as primeiras chuvas. O alerta de recuo em maio foi dado em cima da hora e diversas pessoas não tiveram tempo de se organizar para a mudança, ou simplesmente não acreditaram na gravidade do alerta. O Estado do Rio Grande do Sul retirou e transportou algumas comunidades de áreas de risco em junho de 2024, mas por conta de normas legais, pessoas que se negarem a se mudar não podem ser retiradas à força. 

Nesses casos, essas pessoas devem ser conscientizadas quanto à gravidade das chuvas, pois podem ocorrer desmoronamentos, alagamentos, destruindo cidades inteiras, como visto no ano de 2024. Elas claramente correm risco de vida, já que, em 29 de junho de 2025, no Rio Grande do Sul, seis rios ficaram acima da cota de alerta, doze cidades foram alagadas e não temos como saber até onde isso vai. As chuvas podem parar agora, mas enchentes e desmoronamentos podem acontecer novamente pior ainda.

Tirar as pessoas de casa nessas situações exige uma combinação de comunicação eficiente, infraestrutura, apoio psicológico e ação direta coordenada.

Reivindicações:

  • reivindica-se eventual remoção da população localizada em áreas de risco, fornecimento de nova moradia e possível indenização, seguindo as previsões legais;
  • reivindica-se a realização de estudo geológico que averigue a possibilidade da realização de reflorestamento das margens de rios com vegetação nativa, principalmente as que anteriormente tinham residências, preservando o cinturão verde, fazendo com que mais água infiltre no solo;
  • reivindica-se a criação de sistemas de alerta nas cidades afetadas com sirenes e alertas enviados para dispositivos móveis;
  • reivindica-se a criação de plano de evacuação, fazendo uso de sinalizações físicas visíveis;
  • reivindica-se a criação de campanhas educativas prévias explicando riscos das enchentes, fazendo uso de recursos como vídeos curtos, TV, rádio, simulados de evacuação, cartilhas, palestras da Defesa Civil, etc;
  • reivindica-se o desenvolvimento de aplicativos com mapas em tempo real mostrando áreas de risco e pontos de acolhimento;
  • reivindica-se a garantia de acolhimento psicológico e social para quem for removido e pessoas atingidas.

Por fim, é essencial ouvir por que as pessoas não querem sair desses lugares e lidar com isso. Mostrar que sair de casa é sobrevivência, não desistência.

 

Escrito por: Arthur B. Moraes, Isabelly L. da Silva, Janaína M. Selbach, João Vitor F. Giroldi e Miguel S. Tonial, alunos do 8° ano do ensino fundamental na Escola de Ensino Fundamental Aurora, em Guaporé - RS.

Atualizações do abaixo-assinado

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Abaixo-assinado criado em 4 de julho de 2025