Pela suspensão imediata do projeto da avenida beira-mar dos Ingleses, da PMF.

Pela suspensão imediata do projeto da avenida beira-mar dos Ingleses, da PMF.

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Guilherme e outras 19 pessoas assinaram recentemente.

O problema

A COMUNIDADE INGLESES SUSTENTÁVEL e o GIPEDU/UFSC se unem em defesa da preservação das características naturais e humanas da Praia dos Ingleses, em Florianópolis, SC,  e manifesta a sua posição contrária ao descabido Projeto da avenida beira-mar dos Ingleses, da PMF. Um projeto deslocado do contexto temporal e espacial da nossa região.

Uma obra que nega os impactos das mudanças climáticas, especialmente o aumento do nível do mar e a intensificação de eventos extremos. O cenário de mudanças climáticas exige uma revisão profunda no planejamento e na execução de obras costeiras.

Essa avenida, se construída, traria impactos irreparáveis ao meio ambiente local, desfigurando a paisagem preservada pela qual os moradores, visitantes e turistas se apaixonaram. Além disso, acarretaria em um aumento significativo de tráfego, poluição sonora e desvalorização do nosso patrimônio natural, suprimindo a vegetação nativa e afetando negativamente a fauna marinha e terrestre. 

Os impactos ambientais significativos, decorrem principalmente devido a  localização da avenida em uma zona de transição e alta sensibilidade ecológica.

A seguir destacamos os principais impactos ambientais:

1) Impactos na morfodinâmica costeira, notadamente decorrentes da erosão e sedimentação, que exigirão a construção de estruturas de pedras costeiras (enrocamento) para a proteção do aterro da avenida, com modificação drástica das características naturais de toda a extensão da praia, objeto desta intervenção.

2)  Aterramento de áreas naturais, pois o projeto da avenida beira-mar exigirá o aterramento de áreas  de restinga para a própria construção da via. Isso resulta na perda de ecossistemas costeiros valiosos, com impactos na biodiversidade, em função da perda de habitats. A supressão de ecossistemas costeiros, como a restinga e dunas, para a construção da avenida e infraestrutura associada, resultará na perda direta de diversas espécies da flora e fauna.

3) A obra poderá aumentar o lançamento de esgoto sem tratamento na rede de águas pluviais, pois hoje  as ligações irregulares de esgoto na drenagem pluvial estão comprometendo drasticamente a balneabilidade da praia,  a saúde das pessoas e dos ecossistemas marinhos, sem que haja investimento prioritário da prefeitura em saneamento básico.

4) Fragmentação de ecossistemas, podem ocorrer devido a construção da avenida, pois esta pode atuar como uma barreira física, fragmentando ecossistemas e dificultando o deslocamento e a dispersão de espécies.

5) O aumento do tráfego  poderá resultar em poluição sonora, do ar, e por resíduos, óleos e outros contaminantes, afetando a saúde da flora e fauna local.

6) Impactos socioeconômicos e paisagísticos, poderão afetar  o deslocamento de comunidades tradicionais, como pescadores, que terão uma barreira de tráfego de veículos para ultrapassar entre os ranchos e a linha do mar.

Por tudo isso, é fundamental que todo o projeto de avenida beira-mar seja  precedido de estudos de impacto ambiental rigorosos e que seja apresentada mais de uma alternativa, para que a  mobilidade seja avaliada em contextos múltiplos,  a fim de evitar os danos em diferentes escalas e garantir a sustentabilidade da  região que depende da praia como principal atrativo de lazer e de turismo.

A busca por soluções baseadas na natureza, sempre será o melhor caminho para proteger a costa e mitigar alguns desses impactos.

Nos preocupamos ainda com a verticalização desordenada da região dos Ingleses, que ameaça destruir o equilíbrio entre o desenvolvimento urbano e a preservação ambiental. Essa prática tem sido facilitada pelo uso indevido da Outorga Onerosa do Direito de Construir pela PMF, permitindo o crescimento desordenado a partir da construção de prédios de 10 andares, que exigiriam a ampliação do sistema viário e de transporte, hoje completamente saturado na alta temporada turística.

Para garantir um futuro sustentável e equilibrado, é fundamental que a comunidade tenha voz ativa na definição dos rumos do crescimento urbano local. Solicitamos ao poder público que reveja tais projetos e priorize alternativas que respeitem o meio ambiente e a qualidade de vida dos cidadãos. 

Neste sentido, é fundamental resgatar o Plano Distrital dos Ingleses, previsto no Plano Diretor de Florianópolis, através do art. 285 (e o Decreto 25.177/2023, que  regulamenta este artigo), com previsão de cronograma que já expirou. Esta iniciativa, determinada em lei, permitirá avaliar vários projetos isolados (top-down), que estão sendo implantados nos Ingleses, sem a participação informada da população.

Com este propósito  buscamos contrapor a construção da avenida beira-mar planejada pela Prefeitura Municipal de Florianópolis (PMF), bem como defendamos a criação do projeto Parque da Orla dos Ingleses, elaborado pela equipe de Planejamento Ambiental Urbano, do Grupo Interdisciplinar de Pesquisa em Ecologia e Desenho Urbano (GIPEDU), da UFSC.

Assine esta petição para apoiar esta causa e mostrar que você também se preocupa com a preservação da Praia dos Ingleses e sua rica biodiversidade.

Juntos, podemos garantir que futuras gerações herdem um lugar preservado e em harmonia com a natureza.

855

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A COMUNIDADE INGLESES SUSTENTÁVEL e o GIPEDU/UFSC se unem em defesa da preservação das características naturais e humanas da Praia dos Ingleses, em Florianópolis, SC,  e manifesta a sua posição contrária ao descabido Projeto da avenida beira-mar dos Ingleses, da PMF. Um projeto deslocado do contexto temporal e espacial da nossa região.

Uma obra que nega os impactos das mudanças climáticas, especialmente o aumento do nível do mar e a intensificação de eventos extremos. O cenário de mudanças climáticas exige uma revisão profunda no planejamento e na execução de obras costeiras.

Essa avenida, se construída, traria impactos irreparáveis ao meio ambiente local, desfigurando a paisagem preservada pela qual os moradores, visitantes e turistas se apaixonaram. Além disso, acarretaria em um aumento significativo de tráfego, poluição sonora e desvalorização do nosso patrimônio natural, suprimindo a vegetação nativa e afetando negativamente a fauna marinha e terrestre. 

Os impactos ambientais significativos, decorrem principalmente devido a  localização da avenida em uma zona de transição e alta sensibilidade ecológica.

A seguir destacamos os principais impactos ambientais:

1) Impactos na morfodinâmica costeira, notadamente decorrentes da erosão e sedimentação, que exigirão a construção de estruturas de pedras costeiras (enrocamento) para a proteção do aterro da avenida, com modificação drástica das características naturais de toda a extensão da praia, objeto desta intervenção.

2)  Aterramento de áreas naturais, pois o projeto da avenida beira-mar exigirá o aterramento de áreas  de restinga para a própria construção da via. Isso resulta na perda de ecossistemas costeiros valiosos, com impactos na biodiversidade, em função da perda de habitats. A supressão de ecossistemas costeiros, como a restinga e dunas, para a construção da avenida e infraestrutura associada, resultará na perda direta de diversas espécies da flora e fauna.

3) A obra poderá aumentar o lançamento de esgoto sem tratamento na rede de águas pluviais, pois hoje  as ligações irregulares de esgoto na drenagem pluvial estão comprometendo drasticamente a balneabilidade da praia,  a saúde das pessoas e dos ecossistemas marinhos, sem que haja investimento prioritário da prefeitura em saneamento básico.

4) Fragmentação de ecossistemas, podem ocorrer devido a construção da avenida, pois esta pode atuar como uma barreira física, fragmentando ecossistemas e dificultando o deslocamento e a dispersão de espécies.

5) O aumento do tráfego  poderá resultar em poluição sonora, do ar, e por resíduos, óleos e outros contaminantes, afetando a saúde da flora e fauna local.

6) Impactos socioeconômicos e paisagísticos, poderão afetar  o deslocamento de comunidades tradicionais, como pescadores, que terão uma barreira de tráfego de veículos para ultrapassar entre os ranchos e a linha do mar.

Por tudo isso, é fundamental que todo o projeto de avenida beira-mar seja  precedido de estudos de impacto ambiental rigorosos e que seja apresentada mais de uma alternativa, para que a  mobilidade seja avaliada em contextos múltiplos,  a fim de evitar os danos em diferentes escalas e garantir a sustentabilidade da  região que depende da praia como principal atrativo de lazer e de turismo.

A busca por soluções baseadas na natureza, sempre será o melhor caminho para proteger a costa e mitigar alguns desses impactos.

Nos preocupamos ainda com a verticalização desordenada da região dos Ingleses, que ameaça destruir o equilíbrio entre o desenvolvimento urbano e a preservação ambiental. Essa prática tem sido facilitada pelo uso indevido da Outorga Onerosa do Direito de Construir pela PMF, permitindo o crescimento desordenado a partir da construção de prédios de 10 andares, que exigiriam a ampliação do sistema viário e de transporte, hoje completamente saturado na alta temporada turística.

Para garantir um futuro sustentável e equilibrado, é fundamental que a comunidade tenha voz ativa na definição dos rumos do crescimento urbano local. Solicitamos ao poder público que reveja tais projetos e priorize alternativas que respeitem o meio ambiente e a qualidade de vida dos cidadãos. 

Neste sentido, é fundamental resgatar o Plano Distrital dos Ingleses, previsto no Plano Diretor de Florianópolis, através do art. 285 (e o Decreto 25.177/2023, que  regulamenta este artigo), com previsão de cronograma que já expirou. Esta iniciativa, determinada em lei, permitirá avaliar vários projetos isolados (top-down), que estão sendo implantados nos Ingleses, sem a participação informada da população.

Com este propósito  buscamos contrapor a construção da avenida beira-mar planejada pela Prefeitura Municipal de Florianópolis (PMF), bem como defendamos a criação do projeto Parque da Orla dos Ingleses, elaborado pela equipe de Planejamento Ambiental Urbano, do Grupo Interdisciplinar de Pesquisa em Ecologia e Desenho Urbano (GIPEDU), da UFSC.

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