

Pela Reabertura e Requalificação do Centro de Design do Recife


Pela Reabertura e Requalificação do Centro de Design do Recife
O problema
O Centro de Design do Recife, equipamento vinculado à Fundação de Cultura da Cidade do Recife, passa por momentos difíceis desde o início da atual gestão do Prefeito Geraldo Júlio na capital pernambucana.
O equipamento, que já foi considerado referência na articulação de ações para o setor e de fundamental importância para a classe dos Designers, hoje encontra-se sucateado e com suas ações suspensas.
É com a intenção de cobrar da Prefeitura da Cidade do Recife a reabertura, a requalificação e a manutenção das atividades do CDR, que a sociedade civil aqui representada pela Associação dos Amigos do Design do Recife vem, por meio do documento apresentado abaixo, buscar o apoio de todos os envolvidos nas cadeias produtivas do Design, da Cultura e áreas correlatas.
Contamos com o seu apoio na luta em defesa dessa importante instituição fomentadora do Design em níveis local e nacional.
Obrigado!
--
Segue o documento:
--
Excelentíssimo Prefeito da Cidade do Recife
Sr. Geraldo Júlio de Melo Filho
Senhor Prefeito,
A sociedade civil, juntamente com as entidades representantes do Design em nível local e nacional, considerando urgente e necessário que se promova a reabertura e requalificação do Equipamento CENTRO DE DESIGN DO RECIFE – CDR, vêm pedir especial atenção de Vossa Excelência para os pleitos fundamentados em premissas que passamos a expor e, ao final, solicitar;
1. A Prefeitura da Cidade do Recife iniciou o processo para a construção de políticas públicas na área do Design em 2006 com a criação do Centro Design do Recife, equipamento este ligado à Fundação de Cultura da Cidade do Recife – FCCR. O espaço sede do CDR, inaugurado no ano de 2008, contou com investimento estimado em R$550.000,00. Tal espaço tem o seu funcionamento e realização de suas ações fundamentado no Plano Municipal de Cultura do Recife, lei municipal Nº 17.576 /2009, compreendida para o decênio 2009-2019;
2. O trabalho realizado ao longo dos anos de atuação do CDR contribuiu para uma mudança na visão sobre as instituições públicas e de Design, tanto pela excelência de seus produtos/serviços, quanto pela inovação de abordagem de Centros de Design no país, tendo uma postura transversal sobre as relações do design com a cultura e economia criativa, indústria tradicional, mercado e academia. Referência no segmento, o CDR atuou junto a outros dois Centros de Design latino americanos, Centro Metropolitano de Diseño de Buenos Aires/Argentina e Centro de Design Paraná, hoje Centro Brasil Design, para a implantação do CCD-Centro Carioca de Design, que hoje integra a política publica de Patrimônio, Intervenções Urbanas, Arquitetura e Design da Cidade do Rio de Janeiro, Centros com os quais manteve laços colaborativos;
3. O Design foi reconhecido como área de fundamental interesse econômico e cultural pelo Conselho Nacional de Política Cultural – CNPC. Além disso, a criação do Colegiado Setorial Nacional Design, tem desempenhando um papel importantíssimo na formulação e alinhamento das Políticas públicas Federais, com rebatimento nas esferas Estaduais e Municipais;
4. A partir de 2009, o Design foi reconhecido e incluído como área cultural pelo Ministério da Cultura, apresentando um cenário importante para o desenvolvimento econômico do país com a criação de novos editais, concursos, faculdades e vários outros meios de estímulo para o desenvolvimento da cadeia produtiva nacional;
5. Em Pernambuco, desde 1972, ano de criação do curso de Design na UFPE, o Estado é destaque em nível nacional e internacional, pela qualidade, criatividade e inovação de seus profissionais e de suas produções. Com uma realidade de fomento e difusão do setor bastante diferente, Pernambuco vem deixando de realizar projetos e ações, por falta de incentivo. Dentre eles, o Salão Pernambuco Design, cuja última realização aconteceu em 2008, por esforço empreendido pelo segmento de Design do Estado e o Revela Design, último em 2010, empreendido pelo Centro de Design do Recife, são grandes referências para a promoção do Design em nosso Estado, contudo, carentes de valorização por parte dos Governos nas esferas Estadual e Municipal;
6. Possuindo uma posição privilegiada relacionada ao desenvolvimento do Design, a Cidade do Recife aparece como uma das pioneiras do país a preocupar-se com a questão, desde os anos 50, com o surgimento do Gráfico Amador, movimento que envolveu intelectuais de diversas áreas relacionadas com a produção editorial. Esse movimento, que teve como expoentes Aloísio Magalhães e Gastão de Holanda, foi um marco importante de experiências gráficas e um dos embriões do surgimento da atividade profissional do Design no Brasil;
7. Mantendo esse pioneirismo, iniciativas como o Porto Digital e o CESAR – Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife, entre diversas outras, têm contribuído para o crescimento dos campos de atuação do Design, tomando proporções que permitem afirmar que a nossa Cidade é reconhecida nacional e internacionalmente como um centro de referência nessas áreas. Por outro lado, o desenvolvimento e a diversificação das graduações e especializações no ensino dos segmentos em questão, têm proporcionado novas perspectivas de crescimento e expansão para o Design;
8. (a) Contudo, nos últimos três anos, o equipamento municipal de referência em Design na Cidade do Recife tem sido ignorado pela atual gestão municipal. Sofrendo desvio de finalidade, atualmente a sede do CDR vem sendo ocupada por organismos pertencentes a outros setores vinculados FCCR, não possuindo orçamento específico, garantido na Lei Orçamentária Anual – LOA, repasse com o qual seria possível executar o planejamento estratégico e promover o desenvolvimento de ações visando atender às muitas e diferentes demandas da área;
(b) Ainda por consequência da questão orçamentária, desde que a atual gestão assumiu a Prefeitura da Cidade do Recife, em 2013, uma única atividade foi promovida pela gerência de Design no CDR, a exposição “O Design do SPA”, que ocorreu durante aquela que foi a última edição do SPA das Artes, e foi a única ação desenvolvida pela gerência naquele ano;
(c) Para além dessa ação, no ano seguinte foi lançado o “Edital de Artes Visuais 2013/2014”, contemplando duas exposições, das quais uma não foi realizada, três oficinas e um minicurso, não tendo nenhuma das ações citadas sido realizadas no espaço sede do CDR e, assim, não alcançando o público de forma efetiva. Na edição 2014/2015, o edital supracitado, não teve nenhuma das ações de Design aprovadas realizada até o presente momento;
(d) Desde o último ano, a situação do CDR se agravou ainda mais, visto que, além de promover o sucateamento e o desvio de finalidade do espaço, a atual gestão nomeou para a chefia do Centro um profissional sem legitimidade, um apadrinhado político. Do ponto de vista técnico, o profissional não possui formação na área ou áreas correlatas, e, de forma prática, não possui qualquer ligação com a linguagem ou com a gestão cultural. Essa situação torna-se ainda mais grave constatado que o profissional em questão nunca compareceu ao CDR, e não é conhecido sequer pela própria equipe da Chefia de Artes Visuais e Design ou qualquer outro funcionário do espaço. Os responsáveis pelas respectivas chefia, diretoria e presidência da FCCR, ligadas a gerência de Design, cientes do caso, foram coniventes com a situação não tendo tomado nenhuma providência durante os quase 12 meses em que o profissional ocupou o cargo.
9. Atualmente, o Design integra de forma estratégica alguns dos modelos de gestão pública mais bem-sucedidos no mundo. Dentro desse contexto, as cidades que adotaram o Design como ferramenta de gestão e inovação se destacam em índices que vão desde a eficiência na gestão dos recursos até a qualidade de vida de seus cidadãos. Cidades como Berlim, Dundee, Bilbao, Helsinki e Turin, comemoram os reflexos positivos desse modelo. Bem próxima de nós, a cidade de Curitiba foi em 2014 congratulada com o título de Cidade Design conferido pela UNESCO, devendo-se isto a um modelo de gestão pautado na inovação e no design, contando ainda com a atuação do Centro Brasil Design – CBD (antigo Centro de Design do Paraná), importante interlocutor nesse processo. Inserido na rede de articulação do CDR, o Centro Brasil Design é um parceiro estratégico;
10. Dentre os tantos desafios que temos pela frente, a Cidade do Recife sediará, em 2017, o mais importante evento de Design nacional, a ‘Bienal Brasileira de Design’. Para tanto, é imprescindível que as entidades de Design, juntamente com a sociedade civil, estejam integradas e fortalecidas. Nesse cenário, o ‘Centro de Design do Recife’ é um espaço estratégico para consolidar a continuidade da participação do Design como integrante das políticas públicas no cenário local e suas interfaces com o que esta sendo pensado nas esferas nacionais e internacionais;
A partir das questões levantadas, vimos, por meio deste documento, solicitar o comprometimento da Prefeitura da Cidade do Recife em promover a requalificação do espaço e atuação do Centro de Design Do Recife, assim como a manutenção do seu espaço sede e o desenvolvimento de ações afirmativas para o seu pleno funcionamento, devolvendo à cidade um espaço de fundamental relevância para o seguimento do Design, assim como para a sociedade como um todo.
Para tanto, como primeira medida, sinalizando uma retratação com a classe, esperamos a imediata abertura de um canal de comunicação com a mesma, assim como a respectiva contratação, também de imediato, de um profissional qualificado para assumir o cargo de “Chefe de Setor do Centro de Design”. Desta vez, esperamos da gestão uma postura digna, diferentemente do que foi demonstrado anteriormente, exigindo a contratação de um profissional de Design com legitimidade e devido reconhecimento pela sua atuação no ambiente da cultura. Assim entenderemos que as ações e o espaço não estarão à mercê de conchavos políticos, ocupado por um profissional desqualificado e/ou descompromissado, ou mesmo, de um funcionário fantasma.
Em paralelo, esperamos de imediato a realocação dos setores que ocupam o prédio da instituição para um local adequado, assim como, a reestruturação e reabertura do CDR, destinando o espaço para a sua função essencial de um equipamento cultural designado à promoção de políticas públicas e atividades para a sociedade.
Na certeza de que existem alternativas e um cenário promissor para chegarmos a uma resolução pacifica, evitando assim mais desgastes, entendendo ainda que a Prefeitura da Cidade do Recife não pretende continuar na contramão de gestões inovadoras e bem-sucedidas, negando a importância e o espaço do Design em contribuir com o desenvolvimento de uma cidade mais inclusiva, pedimos especial atenção para os pleitos solicitados, como forma ainda, de construir o diálogo com a classe.
Temos em nossas mãos a chance de fazer mais e melhor, partindo de ações estratégicas que geram grandes impactos e possibilitam uma cidade mais justa e inclusiva.
Sem mais para o momento, colocamo-nos a disposição para quaisquer esclarecimentos;
Associação dos Amigos do Design do Recife
Apoiam o presente documento as entidades representantes da sociedade civil, abaixo representadas:
:: CPD - Centro Pernambucano de Design
:: CCD - Centro Carioca de Design
:: CBD - Centro Brasil Design
:: APD/PE - Associação profissional dos Designers de Pernambuco
:: ABDESIGN - Associação Brasileira de Empresas de Design
:: ADG - Associação dos Designers Gráficos
:: ADP - Associação dos Designers de Produto
:: ABD - Associação Brasileira de Design de Interiores
:: Conselho Estadual de Cultura de Pernambuco – Design e Moda
:: Imaginário Pernambucano - Laboratório de Design da UFPE
:: Programa de Pós-graduação do Departamento de Design da UFPE
:: ESDI - Escola Superior de Desenho Industrial
O problema
O Centro de Design do Recife, equipamento vinculado à Fundação de Cultura da Cidade do Recife, passa por momentos difíceis desde o início da atual gestão do Prefeito Geraldo Júlio na capital pernambucana.
O equipamento, que já foi considerado referência na articulação de ações para o setor e de fundamental importância para a classe dos Designers, hoje encontra-se sucateado e com suas ações suspensas.
É com a intenção de cobrar da Prefeitura da Cidade do Recife a reabertura, a requalificação e a manutenção das atividades do CDR, que a sociedade civil aqui representada pela Associação dos Amigos do Design do Recife vem, por meio do documento apresentado abaixo, buscar o apoio de todos os envolvidos nas cadeias produtivas do Design, da Cultura e áreas correlatas.
Contamos com o seu apoio na luta em defesa dessa importante instituição fomentadora do Design em níveis local e nacional.
Obrigado!
--
Segue o documento:
--
Excelentíssimo Prefeito da Cidade do Recife
Sr. Geraldo Júlio de Melo Filho
Senhor Prefeito,
A sociedade civil, juntamente com as entidades representantes do Design em nível local e nacional, considerando urgente e necessário que se promova a reabertura e requalificação do Equipamento CENTRO DE DESIGN DO RECIFE – CDR, vêm pedir especial atenção de Vossa Excelência para os pleitos fundamentados em premissas que passamos a expor e, ao final, solicitar;
1. A Prefeitura da Cidade do Recife iniciou o processo para a construção de políticas públicas na área do Design em 2006 com a criação do Centro Design do Recife, equipamento este ligado à Fundação de Cultura da Cidade do Recife – FCCR. O espaço sede do CDR, inaugurado no ano de 2008, contou com investimento estimado em R$550.000,00. Tal espaço tem o seu funcionamento e realização de suas ações fundamentado no Plano Municipal de Cultura do Recife, lei municipal Nº 17.576 /2009, compreendida para o decênio 2009-2019;
2. O trabalho realizado ao longo dos anos de atuação do CDR contribuiu para uma mudança na visão sobre as instituições públicas e de Design, tanto pela excelência de seus produtos/serviços, quanto pela inovação de abordagem de Centros de Design no país, tendo uma postura transversal sobre as relações do design com a cultura e economia criativa, indústria tradicional, mercado e academia. Referência no segmento, o CDR atuou junto a outros dois Centros de Design latino americanos, Centro Metropolitano de Diseño de Buenos Aires/Argentina e Centro de Design Paraná, hoje Centro Brasil Design, para a implantação do CCD-Centro Carioca de Design, que hoje integra a política publica de Patrimônio, Intervenções Urbanas, Arquitetura e Design da Cidade do Rio de Janeiro, Centros com os quais manteve laços colaborativos;
3. O Design foi reconhecido como área de fundamental interesse econômico e cultural pelo Conselho Nacional de Política Cultural – CNPC. Além disso, a criação do Colegiado Setorial Nacional Design, tem desempenhando um papel importantíssimo na formulação e alinhamento das Políticas públicas Federais, com rebatimento nas esferas Estaduais e Municipais;
4. A partir de 2009, o Design foi reconhecido e incluído como área cultural pelo Ministério da Cultura, apresentando um cenário importante para o desenvolvimento econômico do país com a criação de novos editais, concursos, faculdades e vários outros meios de estímulo para o desenvolvimento da cadeia produtiva nacional;
5. Em Pernambuco, desde 1972, ano de criação do curso de Design na UFPE, o Estado é destaque em nível nacional e internacional, pela qualidade, criatividade e inovação de seus profissionais e de suas produções. Com uma realidade de fomento e difusão do setor bastante diferente, Pernambuco vem deixando de realizar projetos e ações, por falta de incentivo. Dentre eles, o Salão Pernambuco Design, cuja última realização aconteceu em 2008, por esforço empreendido pelo segmento de Design do Estado e o Revela Design, último em 2010, empreendido pelo Centro de Design do Recife, são grandes referências para a promoção do Design em nosso Estado, contudo, carentes de valorização por parte dos Governos nas esferas Estadual e Municipal;
6. Possuindo uma posição privilegiada relacionada ao desenvolvimento do Design, a Cidade do Recife aparece como uma das pioneiras do país a preocupar-se com a questão, desde os anos 50, com o surgimento do Gráfico Amador, movimento que envolveu intelectuais de diversas áreas relacionadas com a produção editorial. Esse movimento, que teve como expoentes Aloísio Magalhães e Gastão de Holanda, foi um marco importante de experiências gráficas e um dos embriões do surgimento da atividade profissional do Design no Brasil;
7. Mantendo esse pioneirismo, iniciativas como o Porto Digital e o CESAR – Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife, entre diversas outras, têm contribuído para o crescimento dos campos de atuação do Design, tomando proporções que permitem afirmar que a nossa Cidade é reconhecida nacional e internacionalmente como um centro de referência nessas áreas. Por outro lado, o desenvolvimento e a diversificação das graduações e especializações no ensino dos segmentos em questão, têm proporcionado novas perspectivas de crescimento e expansão para o Design;
8. (a) Contudo, nos últimos três anos, o equipamento municipal de referência em Design na Cidade do Recife tem sido ignorado pela atual gestão municipal. Sofrendo desvio de finalidade, atualmente a sede do CDR vem sendo ocupada por organismos pertencentes a outros setores vinculados FCCR, não possuindo orçamento específico, garantido na Lei Orçamentária Anual – LOA, repasse com o qual seria possível executar o planejamento estratégico e promover o desenvolvimento de ações visando atender às muitas e diferentes demandas da área;
(b) Ainda por consequência da questão orçamentária, desde que a atual gestão assumiu a Prefeitura da Cidade do Recife, em 2013, uma única atividade foi promovida pela gerência de Design no CDR, a exposição “O Design do SPA”, que ocorreu durante aquela que foi a última edição do SPA das Artes, e foi a única ação desenvolvida pela gerência naquele ano;
(c) Para além dessa ação, no ano seguinte foi lançado o “Edital de Artes Visuais 2013/2014”, contemplando duas exposições, das quais uma não foi realizada, três oficinas e um minicurso, não tendo nenhuma das ações citadas sido realizadas no espaço sede do CDR e, assim, não alcançando o público de forma efetiva. Na edição 2014/2015, o edital supracitado, não teve nenhuma das ações de Design aprovadas realizada até o presente momento;
(d) Desde o último ano, a situação do CDR se agravou ainda mais, visto que, além de promover o sucateamento e o desvio de finalidade do espaço, a atual gestão nomeou para a chefia do Centro um profissional sem legitimidade, um apadrinhado político. Do ponto de vista técnico, o profissional não possui formação na área ou áreas correlatas, e, de forma prática, não possui qualquer ligação com a linguagem ou com a gestão cultural. Essa situação torna-se ainda mais grave constatado que o profissional em questão nunca compareceu ao CDR, e não é conhecido sequer pela própria equipe da Chefia de Artes Visuais e Design ou qualquer outro funcionário do espaço. Os responsáveis pelas respectivas chefia, diretoria e presidência da FCCR, ligadas a gerência de Design, cientes do caso, foram coniventes com a situação não tendo tomado nenhuma providência durante os quase 12 meses em que o profissional ocupou o cargo.
9. Atualmente, o Design integra de forma estratégica alguns dos modelos de gestão pública mais bem-sucedidos no mundo. Dentro desse contexto, as cidades que adotaram o Design como ferramenta de gestão e inovação se destacam em índices que vão desde a eficiência na gestão dos recursos até a qualidade de vida de seus cidadãos. Cidades como Berlim, Dundee, Bilbao, Helsinki e Turin, comemoram os reflexos positivos desse modelo. Bem próxima de nós, a cidade de Curitiba foi em 2014 congratulada com o título de Cidade Design conferido pela UNESCO, devendo-se isto a um modelo de gestão pautado na inovação e no design, contando ainda com a atuação do Centro Brasil Design – CBD (antigo Centro de Design do Paraná), importante interlocutor nesse processo. Inserido na rede de articulação do CDR, o Centro Brasil Design é um parceiro estratégico;
10. Dentre os tantos desafios que temos pela frente, a Cidade do Recife sediará, em 2017, o mais importante evento de Design nacional, a ‘Bienal Brasileira de Design’. Para tanto, é imprescindível que as entidades de Design, juntamente com a sociedade civil, estejam integradas e fortalecidas. Nesse cenário, o ‘Centro de Design do Recife’ é um espaço estratégico para consolidar a continuidade da participação do Design como integrante das políticas públicas no cenário local e suas interfaces com o que esta sendo pensado nas esferas nacionais e internacionais;
A partir das questões levantadas, vimos, por meio deste documento, solicitar o comprometimento da Prefeitura da Cidade do Recife em promover a requalificação do espaço e atuação do Centro de Design Do Recife, assim como a manutenção do seu espaço sede e o desenvolvimento de ações afirmativas para o seu pleno funcionamento, devolvendo à cidade um espaço de fundamental relevância para o seguimento do Design, assim como para a sociedade como um todo.
Para tanto, como primeira medida, sinalizando uma retratação com a classe, esperamos a imediata abertura de um canal de comunicação com a mesma, assim como a respectiva contratação, também de imediato, de um profissional qualificado para assumir o cargo de “Chefe de Setor do Centro de Design”. Desta vez, esperamos da gestão uma postura digna, diferentemente do que foi demonstrado anteriormente, exigindo a contratação de um profissional de Design com legitimidade e devido reconhecimento pela sua atuação no ambiente da cultura. Assim entenderemos que as ações e o espaço não estarão à mercê de conchavos políticos, ocupado por um profissional desqualificado e/ou descompromissado, ou mesmo, de um funcionário fantasma.
Em paralelo, esperamos de imediato a realocação dos setores que ocupam o prédio da instituição para um local adequado, assim como, a reestruturação e reabertura do CDR, destinando o espaço para a sua função essencial de um equipamento cultural designado à promoção de políticas públicas e atividades para a sociedade.
Na certeza de que existem alternativas e um cenário promissor para chegarmos a uma resolução pacifica, evitando assim mais desgastes, entendendo ainda que a Prefeitura da Cidade do Recife não pretende continuar na contramão de gestões inovadoras e bem-sucedidas, negando a importância e o espaço do Design em contribuir com o desenvolvimento de uma cidade mais inclusiva, pedimos especial atenção para os pleitos solicitados, como forma ainda, de construir o diálogo com a classe.
Temos em nossas mãos a chance de fazer mais e melhor, partindo de ações estratégicas que geram grandes impactos e possibilitam uma cidade mais justa e inclusiva.
Sem mais para o momento, colocamo-nos a disposição para quaisquer esclarecimentos;
Associação dos Amigos do Design do Recife
Apoiam o presente documento as entidades representantes da sociedade civil, abaixo representadas:
:: CPD - Centro Pernambucano de Design
:: CCD - Centro Carioca de Design
:: CBD - Centro Brasil Design
:: APD/PE - Associação profissional dos Designers de Pernambuco
:: ABDESIGN - Associação Brasileira de Empresas de Design
:: ADG - Associação dos Designers Gráficos
:: ADP - Associação dos Designers de Produto
:: ABD - Associação Brasileira de Design de Interiores
:: Conselho Estadual de Cultura de Pernambuco – Design e Moda
:: Imaginário Pernambucano - Laboratório de Design da UFPE
:: Programa de Pós-graduação do Departamento de Design da UFPE
:: ESDI - Escola Superior de Desenho Industrial
Abaixo-assinado encerrado
Compartilhe este abaixo-assinado
Atualizações do abaixo-assinado
Compartilhar este abaixo-assinado
Abaixo-assinado criado em 7 de julho de 2016
