

Pela Estação Ecológica de Arêdes e contra sua fragmentação feita na lei 24631 de28/12/23


Pela Estação Ecológica de Arêdes e contra sua fragmentação feita na lei 24631 de28/12/23
O problema
Em defesa da Estação Ecológica Estadual de Arêdes e contra as mentiras usadas para aprovação da Lei 24.631 de 28/12/2023.
A Estação Ecológica Estadual de Arêdes (EEEA), foi instituída em 2010 com o objetivo de preservar o último remanescente natural nas proximidades do Pico de ltabirito.
Sua criação ocorreu pela necessidade premente de preservação dos campos nativos repletos de espécies em extinção, do complexo histórico-arqueológico de Aredes e dos mananciais que abastecem ltabirito (Bacia do Rio das Velhas) e consequentemente a região metropolitana de BH. Destaca-se ainda, que a preservação destas áreas, propicia a existência de um Corredor Ecológcio que liga a Serra da Moeda à Serra do Gandarela.
Mesmo sendo a EEEA ao mesmo tempo, um berçário de vida e um registro da constituição da nossa história e cultura, foi aprovado um projeto de lei, para desafetação de uma área da reserva, marcado por direcionamento escancarado e embasado em informações falsas, ao apagar das luzes do ano.
Entre as mentiras que embasaram esta lei estão algumas:
1. Troca de áreas degradadas por áreas ambientalmente melhores (MENTIRA!)
2. Ausência de impacto em vegetação nativa em extinção (MENTIRA!)
3. Não gera impacto sobre áreas necessárias ao abastecimento humano (MENTIRA!)
Houve ainda, a desafetação de terras públicas (de propriedade da coletividade mineira) para que fossem entregues aos interesses de uma empresa mineradora.
Ainda que essa proposta já tenha sido declarada inconstitucional duas vezes (2017 e 2018), certos políticos de Minas Gerais insistem em fazer a vontade de uma certa empresa (interessada em minerar na área), rebaixando nossa Assembleia Legislativa a uma casa de fantoches patrocinados pelo interesse individual e não o coletivo como deveria ser...
Várias entidades têm se reunido e manifestando-se contrárias à aprovação da Lei, tendo em vista as impactantes consequências e as diversas inconsistências desta proposta. Tais consequências, englobam a fragmentação do Complexo Arqueológico de Aredes, a destruição dos últimos campos ferruginosos protegidos na Serra de ltabirito e a exploração direta sobre áreas de mananciais de abastecimento humano, entre outros.
Estes impactos significam irreversível perda para memória e cultura do Estado, além de ser um retrocesso ambiental histórico em Minas Gerais.
“Talvez uma das mais ardilosas, promíscuas e escancaradas manobras encetadas no seio do Governo de Minas, sabidamente refém dos interesses minerários capitaneados por empresas assaz responsáveis pelo patrocínio de candidaturas políticas, cegas pela ambição dos cifrões e incapazes de entender o significado de ética, respeito e desenvolvimento sustentável.”

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O problema
Em defesa da Estação Ecológica Estadual de Arêdes e contra as mentiras usadas para aprovação da Lei 24.631 de 28/12/2023.
A Estação Ecológica Estadual de Arêdes (EEEA), foi instituída em 2010 com o objetivo de preservar o último remanescente natural nas proximidades do Pico de ltabirito.
Sua criação ocorreu pela necessidade premente de preservação dos campos nativos repletos de espécies em extinção, do complexo histórico-arqueológico de Aredes e dos mananciais que abastecem ltabirito (Bacia do Rio das Velhas) e consequentemente a região metropolitana de BH. Destaca-se ainda, que a preservação destas áreas, propicia a existência de um Corredor Ecológcio que liga a Serra da Moeda à Serra do Gandarela.
Mesmo sendo a EEEA ao mesmo tempo, um berçário de vida e um registro da constituição da nossa história e cultura, foi aprovado um projeto de lei, para desafetação de uma área da reserva, marcado por direcionamento escancarado e embasado em informações falsas, ao apagar das luzes do ano.
Entre as mentiras que embasaram esta lei estão algumas:
1. Troca de áreas degradadas por áreas ambientalmente melhores (MENTIRA!)
2. Ausência de impacto em vegetação nativa em extinção (MENTIRA!)
3. Não gera impacto sobre áreas necessárias ao abastecimento humano (MENTIRA!)
Houve ainda, a desafetação de terras públicas (de propriedade da coletividade mineira) para que fossem entregues aos interesses de uma empresa mineradora.
Ainda que essa proposta já tenha sido declarada inconstitucional duas vezes (2017 e 2018), certos políticos de Minas Gerais insistem em fazer a vontade de uma certa empresa (interessada em minerar na área), rebaixando nossa Assembleia Legislativa a uma casa de fantoches patrocinados pelo interesse individual e não o coletivo como deveria ser...
Várias entidades têm se reunido e manifestando-se contrárias à aprovação da Lei, tendo em vista as impactantes consequências e as diversas inconsistências desta proposta. Tais consequências, englobam a fragmentação do Complexo Arqueológico de Aredes, a destruição dos últimos campos ferruginosos protegidos na Serra de ltabirito e a exploração direta sobre áreas de mananciais de abastecimento humano, entre outros.
Estes impactos significam irreversível perda para memória e cultura do Estado, além de ser um retrocesso ambiental histórico em Minas Gerais.
“Talvez uma das mais ardilosas, promíscuas e escancaradas manobras encetadas no seio do Governo de Minas, sabidamente refém dos interesses minerários capitaneados por empresas assaz responsáveis pelo patrocínio de candidaturas políticas, cegas pela ambição dos cifrões e incapazes de entender o significado de ética, respeito e desenvolvimento sustentável.”

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Abaixo-assinado criado em 9 de março de 2024