O Brasil exige e merece saber TODA a Verdade sobre o Caso Master

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Vamos chegar a 100 assinaturas!
Os abaixo-assinados com mais de 1.000 apoiadores têm cinco vezes mais chances de ganhar!

O problema

Abaixo-assinado por transparência total — doa a quem doer

Ao Supremo Tribunal Federal, à Procuradoria-Geral da República, à Polícia Federal, ao Congresso Nacional, ao Banco Central do Brasil e aos órgãos de controle:

O Brasil vive um dos maiores escândalos financeiros de sua história. E, até agora, os brasileiros só puderam conhecer pedaços dele.

Em novembro de 2025, o Banco Central decretou a liquidação do Banco Master. Desde então, a conta não parou de crescer. O Fundo Garantidor de Créditos já pagou mais de R$ 40 bilhões a mais de 700 mil credores do conglomerado, o maior resgate de sua história. Dezoito regimes próprios de previdência de estados e municípios aplicaram quase R$ 1,9 bilhão em papéis do banco sem cobertura do FGC: é dinheiro que deveria garantir a aposentadoria de servidores públicos, e qualquer rombo terá de ser coberto com recursos públicos. O BRB, banco público do Distrito Federal, adquiriu R$ 12,2 bilhões em carteiras de crédito que, segundo as investigações, não tinham lastro em operações reais.

O controlador do banco, Daniel Vorcaro, foi preso em novembro de 2025 quando tentava embarcar em um jato particular rumo ao exterior. Voltou à prisão em março de 2026, em uma investigação que passou a apurar também suspeitas de corrupção e ameaças.

Mas o caso Master não é apenas uma fraude bancária. O que já veio a público envolve políticos de diferentes partidos e integrantes do próprio Judiciário e mergulhou o país em uma grave crise institucional: decisões de ministros que se contradizem, a cúpula da Polícia Federal afastada em um dia e reintegrada no outro, propostas de delação que chegam ao público aos pedaços e um pedido de CPMI que superou com folga o número de assinaturas exigido, mas segue parado há meses.

Enquanto isso, as perguntas que realmente importam continuam sem resposta.

Queremos saber quem são, de fato, os amigos de Daniel Vorcaro.

Queremos saber quem são seus aliados nos gabinetes, nos partidos, nos bancos públicos, nos órgãos de fiscalização e nos tribunais.

Queremos saber quem recebeu dinheiro dele, do Master ou de empresas ligadas ao grupo: quanto, a que título e para quê.

Queremos saber quem conversava com ele pelo celular, com que frequência e sobre o quê.

Queremos saber como essas pessoas tratavam o banqueiro e como eram tratadas por ele: que portas se abriram, que favores, presentes, viagens e patrocínios circularam e se alguém que tinha o dever de agir preferiu se calar.

Isto não é uma disputa entre lados. Dinheiro sujo não tem cor partidária, e a transparência também não pode ter. Não aceitamos luz apenas sobre os adversários de ocasião, nem sombra sobre os aliados de conveniência. Não importa o partido, o cargo, a toga ou o sobrenome.

Transparência também não é condenação antecipada. Ter cruzado o caminho de um banqueiro não é crime, e toda pessoa citada tem o direito de se explicar. É justamente a informação completa que permite separar quem cometeu irregularidades de quem apenas esteve no lugar errado. O que corrói a confiança dos brasileiros nas instituições não é a verdade: são os recortes, os vazamentos escolhidos a dedo e os sigilos que parecem existir para proteger os poderosos.

Por isso, nós, abaixo-assinados, exigimos:

Que seja levantado o sigilo de todo o material já reunido sobre o caso Master — relatórios da Polícia Federal, mensagens, contatos, agendas, registros de encontros e movimentações financeiras —, com divulgação integral, pelos canais oficiais e para todos ao mesmo tempo, ressalvado apenas, e pelo tempo estritamente necessário, o que puder comprometer diligências ainda em curso.

Que sejam publicados todos os pagamentos, contratos, doações, patrocínios, presentes e viagens que tenham partido de Vorcaro, do Master ou de empresas do grupo em favor de agentes públicos, políticos, partidos, campanhas eleitorais e escritórios ou consultorias ligados a autoridades.

Que todos os órgãos públicos do país, nos três Poderes, tornem públicos os registros de audiências, reuniões e encontros de suas autoridades com Vorcaro e com representantes do Master.

Que eventuais acordos de colaboração premiada firmados no caso sejam divulgados na íntegra assim que a lei permitir, sem recortes, e que acabem os vazamentos a conta-gotas, que distorcem os fatos e contaminam o debate público.

Que o Banco Central e os demais órgãos de fiscalização expliquem publicamente como o Master pôde crescer tanto, captar recursos de regimes de previdência e negociar bilhões em carteiras com um banco público antes que o problema fosse contido.

Que a crise entre as instituições seja resolvida às claras e jamais sirva de pretexto para abafar ou engavetar as investigações, que devem seguir até o fim, com respeito ao devido processo legal e sem poupar ninguém.

Que, apurados os fatos, os responsáveis sejam punidos e o dinheiro volte para quem foi lesado: poupadores, servidores públicos e contribuintes.

A poucas semanas das eleições, cada eleitor tem o direito de saber quem é quem nessa história antes de digitar seu voto na urna. E um país que se conforma em conhecer só metade da verdade sobre um escândalo deste tamanho está condenado a assistir à próxima fraude.

Assine, compartilhe, cobre. A verdade sobre o caso Master pertence a todos os brasileiros. Doa a quem doer.

Coletivo Graúna

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Coletivo GraúnaCriador do abaixo-assinado

Os tomadores de decisão

André Luiz de Almeida Mendonça
André Luiz de Almeida Mendonça
Ministro do Supremo Tribunal Federal

Atualizações do abaixo-assinado