Petition updateNOVAS ELEIÇÕES NA MANGUEIRA JÁ! PARA DEVOLVER A ESCOLA DE SAMBA DO POVO AO POVO.Quem Ganha a Disputa de Samba-Enredo Mangueira de 2027
Abayomi AlikaRio de Janeiro, Brazil
Jul 24, 2026

A Gestão Guanayra Firmino dos Santos conseguiu superar o seu próprio recorde obtido em 2025 com a inscrição de onze sambas para o concurso de sambas- enredo daquele ano. Para o Carnaval de 2027 apenas dez obras inscritas que totalizaram 55 compositores é o pior ano da história da Mangueira. Sequer em 2009 tivemos tão poucos sambas após uma grave crise institucional que marcou para sempre a história da agremiação. 

Na semana passada, foram registradas apenas dez composições para a nova disputa de samba-enredo, envolvendo 55 compositores. O número aprofunda uma redução que já havia causado preocupação no ciclo anterior. Em 2025, foram inscritos 14 sambas, dos quais somente 11 receberam autorização para chegar à quadra. Na ocasião, parecia difícil imaginar um cenário mais restritivo. A nova disputa, porém, começou com apenas dez obras. Isso significa dizer por exemplo que uma disputa mais longa se torna impossível de ser imaginada. 

A diminuição não pode ser tratada como simples oscilação numérica. Ela é um indicador da perda de confiança no processo, não se tem credibilidade institucional, a gestão Guanayra Firmino dos Santos está desacreditada moralmente, eticamente e administrativamente. Compositores não se afastam apenas porque lhes falta inspiração ou disposição para competir. Eles também deixam de participar quando não conhecem previamente as regras, não identificam critérios objetivos de julgamento, não confiam na independência dos avaliadores ou percebem que o resultado pode estar condicionado por preferências políticas, relações pessoais ou decisões previamente encaminhadas, conforme denunciado por Pablo Brandão, membro do Coletivo Transparência Mangueira

"Não foi apresentado um edital público capaz de estabelecer, com clareza, as etapas da competição, os critérios de avaliação, a composição e a competência da comissão julgadora, as hipóteses de eliminação, os procedimentos para recursos, as regras de apresentação e as garantias de tratamento igualitário entre as parcerias. O que se teve foram orientações dispersas, declarações informais e palavras lançadas ao vento. Uma disputa dessa importância não pode depender de recados, conversas particulares ou regras transmitidas de maneira fragmentada." - Disse Pablo em seu comunicado divulgado para toda a agremiação ainda no mês de junho. 

Sem edital, não existe apenas uma falha de comunicação. Existe insegurança institucional. Os participantes não sabem exatamente a quais parâmetros estão submetidos; a comunidade não consegue fiscalizar o processo; e a direção mantém ampla margem para interpretar, modificar ou aplicar as regras conforme as conveniências do momento. A ausência de normas públicas transforma uma competição cultural em terreno propício para arbitrariedades.

Clique e leia a proposta do Coletivo Transparência Mangueira para o concurso de Samba-Enredo 2027

A Mangueira precisa decidir que modelo deseja preservar. Uma disputa de samba-enredo pode ser um espaço de participação comunitária, renovação artística, transmissão de saberes e fortalecimento da identidade mangueirense. Também pode ser reduzida a um ritual controlado, no qual poucos decidem, muitos apenas assistem e os compositores são convocados para legitimar uma escolha sobre a qual não possuem qualquer segurança.

A redução para dez sambas não é, portanto, o problema isolado. É o sintoma mais visível de um processo que perdeu previsibilidade, transparência e credibilidade. Recuperar a grandeza da disputa exige regras escritas, critérios públicos, comissão julgadora independente, impedimentos para pessoas com conflitos de interesses, divulgação das notas e justificativas, mecanismos de recurso e efetiva participação dos segmentos da escola. Afirmou Pablo Brandão, em carta após a contabilidade de apenas dez sambas na disputa mangueirense. 

Clique aqui e veja a avaliação do blogueiro Ozzner: QUEM GANHA na Disputa de Samba Mangueira 2027

Nenhum presidente é maior que a Mangueira. Nenhuma diretoria é proprietária de sua história, de suas cores ou de seu patrimônio cultural. O samba-enredo não pertence a quem ocupa temporariamente a presidência e não deve estar a serviço das vontades e conveniências políticas. 
 
Em uma série histórica organizada pelo Coletivo Transparência Mangueira que compreende onze disputas realizadas entre 2016 e 2027, excluído o Carnaval de 2021, que não ocorreu em razão da pandemia. Nesse intervalo, foram contabilizadas 271 obras concorrentes e 1.223 participações de compositores. A média geral foi de 24,6 sambas e 111,2 registros de compositores por disputa. Entretanto, a edição de 2022, com 52 sambas e 184 participações, constitui um valor excepcional.  

Em 2027, foram inscritos apenas dez sambas, reunindo 55 compositores. Trata-se do menor número de obras e do menor contingente de participantes de toda a série iniciada em 2016. O segundo pior resultado ocorreu em 2025, com onze sambas efetivamente admitidos na disputa e 61 participações. Ou seja nos últimos 3 anos, a Mangueira teve, somados os anos de 2025, 2026 e 2027 43 sambas inscritos, em 2022 por exemplo foram 52 obras participantes. Nos últimos 3 anos a média é de 14,3 sambas por ano. A gestão Guanayra Firmino dos Santos tem não só afastado os profissionais do carnaval carioca, como também os seus próprios compositores. 

Não é fato desconhecido que após o fatídico episódio do Carnaval de 2024, nenhum carnavalesco do Rio de Janeiro, tenha se interessado a assinar o carnaval da Mangueira, os métodos de violência institucional da gestão Guanayra Firmino dos Santos afastou todos aqueles que tinham interesse, desejo e sonho de assinar um carnaval na verde e rosa, restou apenas profissionais de outro estado que desconhecia os fatos acontecidos no Barracão de Mangueira: a tortura a carnavalesca Annik Salmon e ao carnavalesco Guilherme Estevão. 

Considerando o período de 2016 a 2022, com exclusão de 2021, quando não houve Carnaval, foram realizadas seis disputas, foram inscritos 174 sambas-enredo, uma média de 29 obras por ano, mais do que o dobro registrado nos últimos três anos da gestão Guanayra Firmino que não tem resultado prático observável superior a qualquer outra gestão a não ser a quantidade de denúncias de violações dos direitos humanos. 

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