Não ao fechamento dos cursos nas ETECs e FATECs

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Nós, abaixo-assinados, docentes, funcionários, discentes do Centro Paula Souza, e demais cidadãos que apoiam a manutenção do ensino público de qualidade das ETECs e FATECs clamamos a manutenção de todos os cursos do Centro Paula Souza, assim como a do corpo docente e administrativo, sem demissões ou redução de carga-horária.

O Centro Paula Souza nos últimos anos vem apresentando uma política de abertura dos cursos que contabiliza o número de entrada de alunos nas unidades e de saída. Para a abertura dos cursos é necessário o percentual de 1,5 candidato/vaga nas Fatecs e Etecs, e há, também, uma avaliação sobre a evasão dos cursos no seu término. Os critérios adotados são mercadológicos e não visam avaliar a qualidade dos cursos oferecidos, a capacitação profissional, sendo simplesmente números frios.

Em um momento de pandemia, o que já era ruim, piorou. O Centro Paula Souza não flexibilizou esses critérios, mesmo tendo sido decretado estado de calamidade pública (Decreto nº 64.879, de 20/03/2020).  Consequentemente, muitas pessoas perderam os empregos, entre tantos outros problemas pelo qual estamos passando. Em vez de pensar em reduzir o número de alunos por sala de aula, o que seria uma política de colaborar com o distanciamento social, requerido pela pandemia, o Centro continua com a sua política meritocrática de ameaça ao fechamento dos cursos.

Como se não bastasse isso, não há divulgação dos vestibulares e vestibulinhos por parte do governo estadual e tudo fica a cargo de equipes das escolas e dos próprios professores. O Governo do Estado de São Paulo anunciou a criação de 23 mil vagas em NOVOTEC, na Rede estadual, sem pagamento de taxa de vestibulinho. Pergunta-se: qual a razão de um aluno da rede pública submeter seu boletim com as notas para a seleção e pagar taxa de inscrição se ele pode se inscrever na rede estadual para os mesmos cursos?

Como podemos perceber está em curso uma política de sucateamento e fechamento dos cursos nas ETECS e FATECS e uma ampliação desordenada da rede técnica para as escolas estaduais que não terão laboratórios e estrutura adequados para a implementação desses cursos.

Não aceitaremos! Exigimos:

- Divulgação do vestibulinho e vestibular na imprensa;

- Prorrogação do prazo das inscrições;

- Abertura de todos os cursos independente do número de inscritos;