Sem vidas, não há educação!

O problema

                           Manifesto em Defesa da Educação Pública

Nós, profissionais da educação, movidos pelo zelo por uma educação pública de qualidade que atenda a TODOS independentemente de questões econômicas e sociais, nos reunimos para buscar a melhor forma de atendermos a nossos alunos e à sociedade neste momento de pandemia. Muitas questões foram pensadas e merecem ser consideradas. Assim,

  • Considerando a dificuldade de acesso de estudantes e professores às plataformas digitais;
  •  Considerando as questões de saúde mental de estudantes e familiares geradas pela pandemia;
  • Considerando as condições de habitações da maior parte da população brasileira que são precárias ou em que não há espaço dedicado aos estudos;
  •  Considerando a situação econômica das famílias, quando cerca da metade da população economicamente ativa está desempregada;
  • Considerando que a educação pública é dever do Estado do ponto de vista da garantia de local para estudos e permanência nas escolas;
  • Considerando que escolas fazem mais do que a instrução formal conteudista, uma vez que possibilita e favorece a convivência, recreação, diversidade, encontro com a pluralidade de pensamento;
  • Considerando que os meios digitais são insuficientes para o processo de mediação realizado por professores;
  • Considerando que as famílias não possuem tempo e/ou conhecimentos educacionais de mediação em sua maioria;
  • Considerando que o fazer educacional perpassa necessariamente pela prática profissional docente, insubstituível por outro profissional;
  • Considerando que a instrução remota transfere o ônus dos equipamentos e o custeio da internet para famílias e profissionais para realizarem acesso;
  • Considerando que não há segurança para retorno às aulas presenciais quando o quadro de pandemia no Brasil encontra-se desenfreado e as escolas sucateadas,

colocamo-nos a serviço para, coletivamente e de forma responsável, exigir que se cumpra o que é DEVER do ESTADO: garantir o DIREITO À EDUCAÇÃO de nossos alunos.

Como profissionais de educação, trabalhadores de diferentes redes de ensino, nos manifestamos pelas seguintes exigências:

a - queremos ser ouvidos do ponto de vista das soluções pois não cabem às secretarias de educação, donos de escolas, gerentes ou dirigentes educacionais ditarem normas e regras a serem seguidas sem considerar cada uma das realidades na qual estamos inseridos e trabalhando;

b - reivindicamos que nossa autoria, imagem e discussão sejam garantidas e protegidas, assim como  o financiamento da verba pública seja responsável e transparente, diferentemente do que vem ocorrendo nos programas adotados nas distintas redes de ensino que pioraram a qualidade da educação, transferiram recursos públicos para a iniciativa privada ou mesmo fizeram se alocar nos setores privados nossos conteúdos, de forma descontrolada;

c - reiteramos que uma retomada presencial não tem condições de se efetivar no atual momento, apesar de vislumbramos as dificuldades da Instrução Remota;

d - esperamos que sejam repensados o fazer pedagógico, os currículos escolhidos e as diversas formas de mediação possíveis durante e após a pandemia em todas as redes de ensino, diferentemente da realidade que nos impõe a adoção de práticas transpostas do ensino presencial para a instrução remota;  

e - defendemos a saúde dos alunos e profissionais da educação posto que horas e horas dedicadas à educação de forma unilateral, sem mediação, diante de uma tela, pode ter efeitos nocivos;

f - rechaçamos soluções que não partam da possibilidade concreta a ser discutida em cada escola e que não considera nossa formação, posto que somos profissionais com curso superior, pelo menos, e estamos preocupados com a situação concreta de nossos alunos e não com os mascaramentos que a instrução remota vem promovendo;

 

 A comunidade escolar – alunos, familiares e profissionais -  merece respeito!

 

Este abaixo-assinado conseguiu 441 apoiadores!

O problema

                           Manifesto em Defesa da Educação Pública

Nós, profissionais da educação, movidos pelo zelo por uma educação pública de qualidade que atenda a TODOS independentemente de questões econômicas e sociais, nos reunimos para buscar a melhor forma de atendermos a nossos alunos e à sociedade neste momento de pandemia. Muitas questões foram pensadas e merecem ser consideradas. Assim,

  • Considerando a dificuldade de acesso de estudantes e professores às plataformas digitais;
  •  Considerando as questões de saúde mental de estudantes e familiares geradas pela pandemia;
  • Considerando as condições de habitações da maior parte da população brasileira que são precárias ou em que não há espaço dedicado aos estudos;
  •  Considerando a situação econômica das famílias, quando cerca da metade da população economicamente ativa está desempregada;
  • Considerando que a educação pública é dever do Estado do ponto de vista da garantia de local para estudos e permanência nas escolas;
  • Considerando que escolas fazem mais do que a instrução formal conteudista, uma vez que possibilita e favorece a convivência, recreação, diversidade, encontro com a pluralidade de pensamento;
  • Considerando que os meios digitais são insuficientes para o processo de mediação realizado por professores;
  • Considerando que as famílias não possuem tempo e/ou conhecimentos educacionais de mediação em sua maioria;
  • Considerando que o fazer educacional perpassa necessariamente pela prática profissional docente, insubstituível por outro profissional;
  • Considerando que a instrução remota transfere o ônus dos equipamentos e o custeio da internet para famílias e profissionais para realizarem acesso;
  • Considerando que não há segurança para retorno às aulas presenciais quando o quadro de pandemia no Brasil encontra-se desenfreado e as escolas sucateadas,

colocamo-nos a serviço para, coletivamente e de forma responsável, exigir que se cumpra o que é DEVER do ESTADO: garantir o DIREITO À EDUCAÇÃO de nossos alunos.

Como profissionais de educação, trabalhadores de diferentes redes de ensino, nos manifestamos pelas seguintes exigências:

a - queremos ser ouvidos do ponto de vista das soluções pois não cabem às secretarias de educação, donos de escolas, gerentes ou dirigentes educacionais ditarem normas e regras a serem seguidas sem considerar cada uma das realidades na qual estamos inseridos e trabalhando;

b - reivindicamos que nossa autoria, imagem e discussão sejam garantidas e protegidas, assim como  o financiamento da verba pública seja responsável e transparente, diferentemente do que vem ocorrendo nos programas adotados nas distintas redes de ensino que pioraram a qualidade da educação, transferiram recursos públicos para a iniciativa privada ou mesmo fizeram se alocar nos setores privados nossos conteúdos, de forma descontrolada;

c - reiteramos que uma retomada presencial não tem condições de se efetivar no atual momento, apesar de vislumbramos as dificuldades da Instrução Remota;

d - esperamos que sejam repensados o fazer pedagógico, os currículos escolhidos e as diversas formas de mediação possíveis durante e após a pandemia em todas as redes de ensino, diferentemente da realidade que nos impõe a adoção de práticas transpostas do ensino presencial para a instrução remota;  

e - defendemos a saúde dos alunos e profissionais da educação posto que horas e horas dedicadas à educação de forma unilateral, sem mediação, diante de uma tela, pode ter efeitos nocivos;

f - rechaçamos soluções que não partam da possibilidade concreta a ser discutida em cada escola e que não considera nossa formação, posto que somos profissionais com curso superior, pelo menos, e estamos preocupados com a situação concreta de nossos alunos e não com os mascaramentos que a instrução remota vem promovendo;

 

 A comunidade escolar – alunos, familiares e profissionais -  merece respeito!

 

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Abaixo-assinado criado em 14 de agosto de 2020