NÃO QUEREMOS AVENIDA DESTRUINDO O CINTURÃO VERDE DE CIANORTE

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Em Cianorte, Paraná, a  empresa Mega Investimentos conseguiu uma Licença Prévia do IAP (Instituto Ambiental do Paraná) para construir um condomínio de alto padrão, nas margens do Parque Municipal do Cinturão Verde de Cianorte, em área que era de sítios e foi comprada para fins de loteamento. Para chegar até o local, há uma estrada de terra, conhecida como Estrada do Aterro ou Jambers. Ocorre que para proteger o Parque, o Ministério Público e o IAP não autorizaram o asfaltamento da mesma e recomendaram seu fechamento, por volta do ano de 2013, quando a empresa desejava asfaltar a citada via. Porém, em janeiro de 2018, a Prefeitura organizou uma Audiência Pública para a loteadora apresentar seu plano de abrir uma outra avenida cortando o Parque alegando que isso não trará danos à floresta. Porém pesquisadores com teses de doutorado comprovam que isso causará inúmeros problemas ao Parque. O próprio Ministério Público orientou que a empresa realize uma passagem nas proximidades do residencial Aquiles Cômar, do Programa Minha Casa Minha Vida. Mas a empreendedora defende a entrada pela floresta. Se essa avenida for aberta além das árvores e animais, toda a legislação ambiental federal, estadual e municipal que protege o Parque será enterrada junto com nosso maior tesouro.

LAUDO TÉCNICO

Em laudo técnico encaminhado ao Ministério Público de Cianorte, dirigido ao promotor Sergio Roberto Martins, no dia 26 de março,  em relação a projeto que permitiria à empresa Mega Investimento construir uma avenida dentro do Parque Municipal do Cinturão Verde, para dar acesso a empreendimento imobiliário, autoridades ambientais do Paraná afirmam que “apesar dos pareceres favoráveis à abertura de uma estrada ao longo da via férrea e conexão com a rua Aracaju (grifado em vermelho na imagem acima), emitidos pelo Conselho Municipal de Desenvolvimento Urbano; do Conselho Municipal do Meio Ambiental e Licença Prévia expedida pelo Instituto Ambiental do Paraná (IAP), nosso parecer é contrário a esses documentos, pois a manutenção dessa área é uma estratégia imprescindível para a conservação dessa biodiversidade que representa um trecho da Mata Atlântica”. O Laudo é assinado pelas biólogas e professoras doutoras Kazue Kawakita, Coordenadora do Laboratório de  Vegetação Ripária/Nupélia – Núcleo de Pesquisas em Limnologia, Ictiologia e Aquicultura da UEM (Universidade Estadual de Maringá) juntamente com a professora doutora Susiclei Jati, da mesma Instituição  e  Robertson Azevedo Fonseca, doutor em Biologia e Promotor de Justiça do Paraná, que deslocou-se a Cianorte para conhecer a área em foco. A UEL - Universidade Estadual de Londrina - auxiliou, através da Dra. Ana Odete, na identificação das espécies botânicas.

 BIODIVERSIDADE

De acordo com a análise técnica, a vegetação da antiga estrada férrea, adjacências e nas demais áreas demarcadas pela empresa Mega Investimentos para o projeto da avenida, paralela à linha férrea até a altura da Avenida Minas Gerais e esquina com a Rua Aracaju, dentro dos limites do Parque Municipal Cinturão Verde, é composta por pelo menos 119 espécies. Quanto ao porte, 50 espécies (ou 42,02%) são herbáceas, 45 (ou 37,82%) são arbóreas, 12 espécies (ou 10,08%) são arbustivas e 12 espécies (ou 10,08%) são trepadeiras. Com relação ao Status, se nativa ou exótica, foram observadas 92 nativas (ou 77,31 %), 15 exóticas (ou 7,81 %) e 11 espécies sem classificação (ou 5,73%). “Isso quer dizer que a maior parte das espécies observadas são nativas. E as exóticas existentes são comuns em áreas antropizadas, entretanto, à medida que o processo de sucessão natural avança, as espécies nativas tendem a ocupar essas áreas”, reforça o laudo.

O local abriga diversas espécies de animais, que seriam vitimados pela construção da avenida e pelos atropelamentos dos quais seriam vítimas, entre eles Gambá de Orelha Branca, Morcego, Ouriço Caixeiro, Tatu Galinha, Cachorro do Mato Lebre Europeia, Cuíca de Cauda Grossa, Esquilo, Capivara, Cutia, Paca, Guaxinim - Mão pelada, entre outros.



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