Manter a operação ferroviária no trecho Londrina-Ourinhos-Canitar

O problema

As cidades nas regiões Sudoeste do Estado de São Paulo e do Norte Pioneiro do Estado do Paraná estão sendo prejudicadas pela decisão da Rumo Logística, anunciada em 12/01/2024, em encerrar a operação ferroviária no trecho entre Londrina, Cornélio Procópio, Ourinhos e Canitar, com mais de 200 km de extensão.

A Rumo Logística (e sua antecessora América Latina Logística) vem desde o início dos anos 2000 sucateando a malha ferroviária da região. O primeiro trecho desativado foi Jaguariaíva à Marques dos Reis, depois o trecho Rubião Júnior à Canitar, e por último o trecho Ourinhos à Presidente Prudente.

 

 

Mapa da região

 

Em bordô trechos já desativados, e em azul claro trecho Londrina-Ourinhos-Canitar.

 

Em todos estes trechos supracitados, havia grande movimentação de cargas, como:
- combustíveis vindos de Paulínia/SP para Ourinhos e Presidente Prudente;
- combustíveis entre Ourinhos e Araucária/PR, especialmente o etanol que abastecia grande parte da região Sul do Brasil;
- arroz que vinha do Sul para abastecer as arrozeiras na região, especialmente em Santa Cruz do Rio Pardo/SP
- carregamento de açúcar das usinas da região para exportação, especialmente da Usina de Jacarezinho/PR;
- carga e descarga de adubos em Ourinhos e Canitar;
- carga e descarga de soja, trigo, milho e farelo de soja para consumo interno e exportação, tanto para o porto de Santos/SP como Paranaguá/PR e São Francisco do Sul/SC;
- diversas indústrias e cooperativas ao longo dos trechos com carga e descarga de insumos;
- indústrias de celulose na região de Jaguariaíva.

Em Ourinhos há um grande pool de combustíveis, com a Raízen e a Ipiranga, além da BR Distribuidora, o que sozinho já justificaria a manutenção da operação do trecho com grandes contratos. Também nos últimos anos as indústrias de fertilizantes tem realizado operações, como a Fertipar e a Heringer (EuroChem).

 

 

 

O histórico é o mesmo das desativações anteriores de diversos trechos: a concessionária, visando operar apenas os grandes corredores de exportação, vai sucateando os ramais e trechos secundários, e acaba por inflacionar os custos operacionais, causando o rompimento de contratos.

Assim agora também ocorreu neste trecho em questão, onde a Rumo para renovação dos contratos em 2024 apresentou propostas com reajustes abusivos de até 65%, o que inviabiliza o transporte via ferroviário na região.

 

 

 

Pátio de Ourinhos na década de 90

 

O triste, diante de toda esta situação, é que este fato ocorre no ano em que justamente a Cia. Ferroviária São Paulo-Paraná (SPP), nome original da linha Ourinhos-Londrina, completa 100 anos de sua inauguração.

Além de todos esses fatos anteriormente explicitados, apesar da obviedade, é preciso destacar que o transporte ferroviário é mais barato e muito mais ecológico do que o rodoviário, o qual em nosso país encontra-se saturado. Ainda podemos frisar a questão do patrimônio histórico, bem como do patrimônio material abandonado que é saqueado e lapidado na extensão das linhas já desativadas. A Ferrovia em si é sinônimo de progresso, sendo o modal logístico utilizado em maior escala nos países mais desenvolvidos.

Neste momento a Rumo está buscando a renovação da concessão da Malha Sul, e se faz necessário que pressionemos as autoridades em todas as esferas contra este desatino na linha Ourinhos-Londrina, o que fere o contrato de concessão, bem como onera o patrimônio público, a economia da região e o emprego da população.

Contamos com seu apoio para assinar esta petição, a qual deverá ser encaminhada ao MPF, TCU, ANTT, DNIT, Ministério dos Transportes, governadores de SP e PR, deputados e senadores.

Compartilhe com seus amigos e ajude na mobilização!

 

 

 

 

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O problema

As cidades nas regiões Sudoeste do Estado de São Paulo e do Norte Pioneiro do Estado do Paraná estão sendo prejudicadas pela decisão da Rumo Logística, anunciada em 12/01/2024, em encerrar a operação ferroviária no trecho entre Londrina, Cornélio Procópio, Ourinhos e Canitar, com mais de 200 km de extensão.

A Rumo Logística (e sua antecessora América Latina Logística) vem desde o início dos anos 2000 sucateando a malha ferroviária da região. O primeiro trecho desativado foi Jaguariaíva à Marques dos Reis, depois o trecho Rubião Júnior à Canitar, e por último o trecho Ourinhos à Presidente Prudente.

 

 

Mapa da região

 

Em bordô trechos já desativados, e em azul claro trecho Londrina-Ourinhos-Canitar.

 

Em todos estes trechos supracitados, havia grande movimentação de cargas, como:
- combustíveis vindos de Paulínia/SP para Ourinhos e Presidente Prudente;
- combustíveis entre Ourinhos e Araucária/PR, especialmente o etanol que abastecia grande parte da região Sul do Brasil;
- arroz que vinha do Sul para abastecer as arrozeiras na região, especialmente em Santa Cruz do Rio Pardo/SP
- carregamento de açúcar das usinas da região para exportação, especialmente da Usina de Jacarezinho/PR;
- carga e descarga de adubos em Ourinhos e Canitar;
- carga e descarga de soja, trigo, milho e farelo de soja para consumo interno e exportação, tanto para o porto de Santos/SP como Paranaguá/PR e São Francisco do Sul/SC;
- diversas indústrias e cooperativas ao longo dos trechos com carga e descarga de insumos;
- indústrias de celulose na região de Jaguariaíva.

Em Ourinhos há um grande pool de combustíveis, com a Raízen e a Ipiranga, além da BR Distribuidora, o que sozinho já justificaria a manutenção da operação do trecho com grandes contratos. Também nos últimos anos as indústrias de fertilizantes tem realizado operações, como a Fertipar e a Heringer (EuroChem).

 

 

 

O histórico é o mesmo das desativações anteriores de diversos trechos: a concessionária, visando operar apenas os grandes corredores de exportação, vai sucateando os ramais e trechos secundários, e acaba por inflacionar os custos operacionais, causando o rompimento de contratos.

Assim agora também ocorreu neste trecho em questão, onde a Rumo para renovação dos contratos em 2024 apresentou propostas com reajustes abusivos de até 65%, o que inviabiliza o transporte via ferroviário na região.

 

 

 

Pátio de Ourinhos na década de 90

 

O triste, diante de toda esta situação, é que este fato ocorre no ano em que justamente a Cia. Ferroviária São Paulo-Paraná (SPP), nome original da linha Ourinhos-Londrina, completa 100 anos de sua inauguração.

Além de todos esses fatos anteriormente explicitados, apesar da obviedade, é preciso destacar que o transporte ferroviário é mais barato e muito mais ecológico do que o rodoviário, o qual em nosso país encontra-se saturado. Ainda podemos frisar a questão do patrimônio histórico, bem como do patrimônio material abandonado que é saqueado e lapidado na extensão das linhas já desativadas. A Ferrovia em si é sinônimo de progresso, sendo o modal logístico utilizado em maior escala nos países mais desenvolvidos.

Neste momento a Rumo está buscando a renovação da concessão da Malha Sul, e se faz necessário que pressionemos as autoridades em todas as esferas contra este desatino na linha Ourinhos-Londrina, o que fere o contrato de concessão, bem como onera o patrimônio público, a economia da região e o emprego da população.

Contamos com seu apoio para assinar esta petição, a qual deverá ser encaminhada ao MPF, TCU, ANTT, DNIT, Ministério dos Transportes, governadores de SP e PR, deputados e senadores.

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Os tomadores de decisão

Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)
Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT)
Rumo Malha Sul S.A.
Rumo Malha Sul S.A.

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Abaixo-assinado criado em 13 de janeiro de 2024