MANIFESTO PELA EDUCAÇÃO AMBIENTAL E ANIMALISTA EM NITERÓI

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Vanderleia Schnorrenberger e outras 9 pessoas assinaram recentemente.

O problema

A Educação Animalista é uma forma de construir valores sociais e desenvolver habilidades para respeitar a dignidade dos animais e questionar práticas que os submetam à crueldade. Ela amplia a Educação Ambiental ao incluir os direitos dos animais e a importância de tratar todas as formas de vida com justiça e empatia.

Niterói já deu um passo importante ao criar o Programa de Educação Animalista nas Escolas, que busca promover uma cultura de respeito à vida animal e consciência socioambiental. Além disso, Niterói formalizou adesão ao movimento “Segunda Sem Carne” para as escolas da rede municipal e assim caminha ao lado de outros municípios e estados brasileiros que têm adotado legislações, projetos e programas semelhantes, reforçando o compromisso com uma sociedade mais ética e consciente em relação aos direitos dos animais.

A Educação Animalista é uma ferramenta poderosa para despertar a consciência sobre o respeito aos animais e os impactos das práticas que os exploram, como a pecuária, a experimentação científica, o entretenimento e tantas outras. Ao educar sobre esses temas, promovemos uma cultura que valoriza a vida e desafia sistemas opressores que naturalizam a violência contra animais e seres humanos, uma vez que o especismo é estrutural e se conecta a outras formas de opressão, como as baseadas em gênero, raça, classe e orientação sexual.

Além disso, reconhecer os impactos socioambientais da exploração animal é fundamental para enfrentar a crise climática. A transição para sistemas alimentares baseados em nutrientes vegetais, produzidos por uma agricultura orgânica, local e variada é uma política urgente de sobrevivência do nosso tempo. Nessa direção, o veganismo popular é uma forma de combater a fome, a concentração fundiária e a degradação ambiental, promovendo segurança alimentar, respeito aos direitos dos animais e justiça social. 

Para que o Programa de Educação Animalista de Niterói se torne realidade, é essencial o engajamento da sociedade civil, do poder público e das instituições educacionais. É com esse espírito que declaramos, por meio deste manifesto, nosso compromisso em construir uma sociedade que respeite a vida animal e os limites ecológicos do planeta.

Por isso, clamamos pelo apoio das autoridades de Niterói no sentido de:

  • Regulamentar e implementar o Programa de Educação Animalista, autorizando parcerias com ONGs e Universidades para a realização de atividades ao ar livre, vivências na natureza, desafios fotográficos em trilhas ecológicas, oficinas de bioconstrução, projetos de horta comunitária e exibição de filmes temáticos seguidos de rodas de conversa. Tudo isso com uma proposta pedagógica que questione as diversas formas de injustiça contra os animais e o meio ambiente, estimulando a reflexão sobre nossas relações com os outros seres vivos.
  • Viabilizar incentivos econômicos à produção e escoamento de alimentos de origem vegetal, de agricultura familiar, economia solidária e agroecológica/agroflorestal, facilitando sua certificação e fomentando a comercialização em feiras, para que esses produtos cheguem mais facilmente à população.
  • Impulsionar a criação e manutenção de hortas comunitárias, baseadas em tecnologia agroecológica, em espaços urbanos ociosos, incluindo terrenos públicos, além de incentivar hortas domiciliares, com benefícios fiscais, e a criação de cinturões verdes para promover a soberania alimentar da cidade.
  • Investir no gerenciamento de resíduos sólidos secos (com coleta e destinação adequada, priorizando cooperativas de reciclagem) e orgânicos (fomentando a compostagem), para preservar a saúde pública, o meio ambiente e a vida dos inúmeros animais afetados, em especial os marinhos.
  • Promover a criação, manutenção e proteção de Unidades de Conservação, que funcionem como refúgio para a vida silvestre, preservem a biodiversidade e ajudem a regular o clima.

Com essas ações, poderemos transformar a realidade de nossa cidade, promovendo uma educação que respeita todas as formas de vida e contribui para a construção de um mundo mais justo, sustentável e compassivo.

Obs.: Este manifesto faz parte dos encaminhamentos propostos na Audiência Pública do dia 22 de maio de 2025 sobre Educação Ambiental e Animalista.

Assine para apoiar este manifesto pela Educação Ambiental e Animalista em Niterói!

 

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Evelym MorgadoCriador do abaixo-assinadoDoutoranda no Programa de Pós-graduação em Sociologia e Direito (PPGSD) - UFF. Pesquisadora do LAJA, LAJACA e LEA, todos da UFF. Advogada.

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A Educação Animalista é uma forma de construir valores sociais e desenvolver habilidades para respeitar a dignidade dos animais e questionar práticas que os submetam à crueldade. Ela amplia a Educação Ambiental ao incluir os direitos dos animais e a importância de tratar todas as formas de vida com justiça e empatia.

Niterói já deu um passo importante ao criar o Programa de Educação Animalista nas Escolas, que busca promover uma cultura de respeito à vida animal e consciência socioambiental. Além disso, Niterói formalizou adesão ao movimento “Segunda Sem Carne” para as escolas da rede municipal e assim caminha ao lado de outros municípios e estados brasileiros que têm adotado legislações, projetos e programas semelhantes, reforçando o compromisso com uma sociedade mais ética e consciente em relação aos direitos dos animais.

A Educação Animalista é uma ferramenta poderosa para despertar a consciência sobre o respeito aos animais e os impactos das práticas que os exploram, como a pecuária, a experimentação científica, o entretenimento e tantas outras. Ao educar sobre esses temas, promovemos uma cultura que valoriza a vida e desafia sistemas opressores que naturalizam a violência contra animais e seres humanos, uma vez que o especismo é estrutural e se conecta a outras formas de opressão, como as baseadas em gênero, raça, classe e orientação sexual.

Além disso, reconhecer os impactos socioambientais da exploração animal é fundamental para enfrentar a crise climática. A transição para sistemas alimentares baseados em nutrientes vegetais, produzidos por uma agricultura orgânica, local e variada é uma política urgente de sobrevivência do nosso tempo. Nessa direção, o veganismo popular é uma forma de combater a fome, a concentração fundiária e a degradação ambiental, promovendo segurança alimentar, respeito aos direitos dos animais e justiça social. 

Para que o Programa de Educação Animalista de Niterói se torne realidade, é essencial o engajamento da sociedade civil, do poder público e das instituições educacionais. É com esse espírito que declaramos, por meio deste manifesto, nosso compromisso em construir uma sociedade que respeite a vida animal e os limites ecológicos do planeta.

Por isso, clamamos pelo apoio das autoridades de Niterói no sentido de:

  • Regulamentar e implementar o Programa de Educação Animalista, autorizando parcerias com ONGs e Universidades para a realização de atividades ao ar livre, vivências na natureza, desafios fotográficos em trilhas ecológicas, oficinas de bioconstrução, projetos de horta comunitária e exibição de filmes temáticos seguidos de rodas de conversa. Tudo isso com uma proposta pedagógica que questione as diversas formas de injustiça contra os animais e o meio ambiente, estimulando a reflexão sobre nossas relações com os outros seres vivos.
  • Viabilizar incentivos econômicos à produção e escoamento de alimentos de origem vegetal, de agricultura familiar, economia solidária e agroecológica/agroflorestal, facilitando sua certificação e fomentando a comercialização em feiras, para que esses produtos cheguem mais facilmente à população.
  • Impulsionar a criação e manutenção de hortas comunitárias, baseadas em tecnologia agroecológica, em espaços urbanos ociosos, incluindo terrenos públicos, além de incentivar hortas domiciliares, com benefícios fiscais, e a criação de cinturões verdes para promover a soberania alimentar da cidade.
  • Investir no gerenciamento de resíduos sólidos secos (com coleta e destinação adequada, priorizando cooperativas de reciclagem) e orgânicos (fomentando a compostagem), para preservar a saúde pública, o meio ambiente e a vida dos inúmeros animais afetados, em especial os marinhos.
  • Promover a criação, manutenção e proteção de Unidades de Conservação, que funcionem como refúgio para a vida silvestre, preservem a biodiversidade e ajudem a regular o clima.

Com essas ações, poderemos transformar a realidade de nossa cidade, promovendo uma educação que respeita todas as formas de vida e contribui para a construção de um mundo mais justo, sustentável e compassivo.

Obs.: Este manifesto faz parte dos encaminhamentos propostos na Audiência Pública do dia 22 de maio de 2025 sobre Educação Ambiental e Animalista.

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Evelym MorgadoCriador do abaixo-assinadoDoutoranda no Programa de Pós-graduação em Sociologia e Direito (PPGSD) - UFF. Pesquisadora do LAJA, LAJACA e LEA, todos da UFF. Advogada.

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Abaixo-assinado criado em 21 de maio de 2025