Manifesto em Defesa da Criação da Universidade Federal do Xingu (UFX)

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O problema

Nós, professores, técnicos-administrativos, estudantes, lideranças sociais e representantes da comunidade da Transamazônica e do Xingu, manifestamos nosso apoio irrestrito à criação da Universidade Federal do Xingu (UFX), resultado de uma histórica luta social, política e educacional construída ao longo de décadas pela população da região e pela comunidade acadêmica do Campus Universitário da UFPA em Altamira.

A criação da UFX representa muito mais do que uma mudança administrativa. Trata-se de uma conquista estratégica para o futuro da Amazônia, capaz de ampliar o acesso à educação superior pública, gratuita e de qualidade para uma população superior a 600 mil habitantes, distribuída em uma vasta região marcada por enormes desafios sociais, econômicos, ambientais, culturais e grandes obras nos últimos anos como Belo monte que transformou a região e trouxe novas complexidades regionais .

A nova universidade terá atuação nos municípios de Altamira, Anapu, Aveiro, Brasil Novo, Gurupá, Itaituba, Jacareacanga, Medicilândia, Novo Progresso, Pacajá, Placas, Porto de Moz, Senador José Porfírio, Uruará e Vitória do Xingu, fortalecendo a presença do ensino superior federal em territórios historicamente afastados dos grandes centros de decisão política e econômica do país.

A criação da UFX é uma medida concreta de democratização da educação superior e de redução das desigualdades regionais. Significa oferecer mais oportunidades de formação profissional, qualificação técnica, produção científica e desenvolvimento tecnológico voltados às necessidades e potencialidades da Amazônia.

Além disso, a implantação da Universidade Federal do Xingu representará um importante vetor de desenvolvimento econômico regional. A criação de novos cursos de graduação e pós-graduação, laboratórios, projetos de pesquisa e extensão, centros de inovação e programas de formação profissional impulsionará a geração de empregos diretos e indiretos, movimentando a economia local e fortalecendo diversos setores produtivos da região.

A UFX contribuirá para a criação de postos de trabalho para docentes, técnicos-administrativos, pesquisadores, profissionais terceirizados e prestadores de serviços, além de estimular o comércio, a agricultura, a habitação, o transporte, a cultura e outras atividades econômicas. Experiências semelhantes em diversas regiões do Brasil demonstram que a interiorização das universidades federais gera impactos positivos duradouros sobre a renda, a inovação e a qualidade de vida da população.

Defender a UFX é defender uma universidade comprometida com a realidade amazônica, com os povos indígenas, ribeirinhos, agricultores familiares, trabalhadores urbanos, comunidades tradicionais, inclusive o agronegócio sustentável, e toda a diversidade social e cultural que caracteriza o Xingu e a Transamazônica.

 Acreditamos que uma região com a importância econômica, ambiental e estratégica do Xingu merece uma universidade autônoma, capaz de planejar suas ações de forma mais próxima das demandas locais, ampliando sua capacidade de formação, pesquisa e intervenção social.

Por isso, conclamamos toda a sociedade, movimentos sociais, entidades de classe, instituições públicas, parlamentares, gestores e cidadãos a se somarem a esta luta coletiva. A criação da Universidade Federal do Xingu é um investimento no presente e no futuro da região, uma oportunidade histórica de fortalecer a educação pública, gerar empregos, produzir conhecimento e promover um desenvolvimento verdadeiramente sustentável e inclusivo para a Amazônia.

 

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Leo ZenhaCriador do abaixo-assinado

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Nós, professores, técnicos-administrativos, estudantes, lideranças sociais e representantes da comunidade da Transamazônica e do Xingu, manifestamos nosso apoio irrestrito à criação da Universidade Federal do Xingu (UFX), resultado de uma histórica luta social, política e educacional construída ao longo de décadas pela população da região e pela comunidade acadêmica do Campus Universitário da UFPA em Altamira.

A criação da UFX representa muito mais do que uma mudança administrativa. Trata-se de uma conquista estratégica para o futuro da Amazônia, capaz de ampliar o acesso à educação superior pública, gratuita e de qualidade para uma população superior a 600 mil habitantes, distribuída em uma vasta região marcada por enormes desafios sociais, econômicos, ambientais, culturais e grandes obras nos últimos anos como Belo monte que transformou a região e trouxe novas complexidades regionais .

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Além disso, a implantação da Universidade Federal do Xingu representará um importante vetor de desenvolvimento econômico regional. A criação de novos cursos de graduação e pós-graduação, laboratórios, projetos de pesquisa e extensão, centros de inovação e programas de formação profissional impulsionará a geração de empregos diretos e indiretos, movimentando a economia local e fortalecendo diversos setores produtivos da região.

A UFX contribuirá para a criação de postos de trabalho para docentes, técnicos-administrativos, pesquisadores, profissionais terceirizados e prestadores de serviços, além de estimular o comércio, a agricultura, a habitação, o transporte, a cultura e outras atividades econômicas. Experiências semelhantes em diversas regiões do Brasil demonstram que a interiorização das universidades federais gera impactos positivos duradouros sobre a renda, a inovação e a qualidade de vida da população.

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 Acreditamos que uma região com a importância econômica, ambiental e estratégica do Xingu merece uma universidade autônoma, capaz de planejar suas ações de forma mais próxima das demandas locais, ampliando sua capacidade de formação, pesquisa e intervenção social.

Por isso, conclamamos toda a sociedade, movimentos sociais, entidades de classe, instituições públicas, parlamentares, gestores e cidadãos a se somarem a esta luta coletiva. A criação da Universidade Federal do Xingu é um investimento no presente e no futuro da região, uma oportunidade histórica de fortalecer a educação pública, gerar empregos, produzir conhecimento e promover um desenvolvimento verdadeiramente sustentável e inclusivo para a Amazônia.

 

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