

Manifesto do Surf da Bahia


Manifesto do Surf da Bahia
O problema
Em 2018, ano em que o surf está ingressando no rol dos esportes olímpicos, o sistema esportivo está concentrado nas mãos de um pequeno grupo de administradores e empresários. O surf é tratado exclusivamente como negócio privado, em detrimento do ordenamento jurídico e dos interesses sociais.
Durante cerca de 15 anos, a comunidade do surf vem observando o atropelo das leis para a formação, manutenção e escalada de um grupo na direção do esporte. Ritos e solenidades que a lei considera essenciais para a validade de atos administrativos são suprimidos e esquecidos pelas entidades que, supostamente, representam este esporte. Assembleias, ordens normativas, filiações e desfiliações, alterações estatutárias e eleições são falseadas em tramitações irregulares, ilegítimas e inconstitucionais.
Este grupo vem contando, muitas vezes, com a facilitação de outros agentes, inclusive públicos, que burlam o sistema em prejuízo da comunidade esportiva e dos atletas, criando um subsistema de poder paralelo.
Este subsistema tem regras e leis próprias, onde competidores, técnicos, produtores independentes e gestores de associações são reféns, em razão de suas participações nos programas governamentais e da homologação dos eventos, propulsores dos recursos que movimentam os esportes.
Sabe-se que quase todo o cenário esportivo nacional, em quase a totalidade das categorias está nas mesmas condições ou piores que o surf. Mas enquanto as pessoas de bem não se juntarem para expor a cartelização dos esportes, os esquemas viciados, as fraudes, a corrupção e, no caso do surf, as péssimas condições das competições para os atletas, nada vai mudar.
Diante deste quadro, surfistas se reuniram na Bahia durante o mês de fevereiro para propor mudanças no sistema organizacional do surf. Essas propostas foram organizadas em 3 eixos temáticos, construídos e desenvolvidos pelo coletivo de competidores, gestores de entidades e amantes do surf na Bahia, com apoio de surfistas e gestores de outros estados do Brasil.
O resultado deste trabalho será apresentado às autoridades esportivas, governantes, imprensa e entidades de direito, na forma de um MANIFESTO, como base para o diálogo necessário à reestruturação imediata do surf no estado da Bahia.
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EIXOS TEMÁTICOS
1- ORGANIZAÇÃO DO SURF
- Reestruturação imediata da Federação Baiana de Surf:
a) adequação do Estatuto às leis e modernização do modelo de gestão (participativo / coletivo / compartilhado)
b) composição de Conselhos (Técnico / Jurídico / de Atletas) e Secretaria Executiva (Planejamento / Operações / Comunicação e Marketing / Administração e Orçamento)
c) elaboração de regimento interno (código de ética e conduta) com livro de regras (competições e homologações)
- Fomento à formação e manutenção de entidades municipais e regionais / alimentação do sistema esportivo estadual:
a) apoio técnico à elaboração de projetos e captação de recursos
b) interlocução/comunicação entre os distintos níveis da gestão esportiva
2- COMPETIÇÕES
- Fomento à formação da equipe estadual:
a) calendário de circuitos municipais, regionais e estadual
b) elaboração de projetos e captação de recursos (viabilizar campeonatos próprios)
- Distribuição de competências:
a) reciclagem do staff técnico
b) promoção de cursos
c) intercâmbio (inclusive interestadual)
d) rodízio de árbitros e de staff
- Sustentabilidade antes, durante e depois da realização de eventos / dimensão social, econômica e ambiental:
a) escolha do local, acessibilidade, transporte, alimentação e hospedagem dos atletas e acompanhantes (estabelecimento de parcerias e captação para minimização de custos)
c) recrutamento e formação de colaboradores, participantes e voluntários de cada localidade/região (celebrar a diversidade / criar novas oportunidades de trabalho, qualificação e negócios)
d) planejamento e gestão do legado local (estabelecer uma cadeia de valores e otimização de recursos, equipamentos, estruturas etc. / critérios de eficiência, transparência e honestidade)
e) previsão de impactos sociais e ambientais para a comunidade (minimizar desperdícios e resíduos / desenvolver infraestruturas para a seleção e tratamento de resíduos pelos agentes públicos locais / minimizar o impacto sobre a vida e o habitat marinho / inspirar a prática esportiva e o estilo de vida saudável e sustentável)
3 - ATLETAS COMPETIDORES
- Fomento ao desenvolvimento dos atletas:
a) apoio ao treinamento esportivo (tempo e qualidade do treinamento e dos professores/técnicos), nutrição, apoio médico e condições psicossociais
b) apoio técnico ao patrocínio (condições econômicas)
c) apoio do sistema organizacional do esporte (inclusão nos programas e leis de incentivo)
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Os assinantes do Manifesto do Surf da Bahia acreditam que o sistema esportivo deva funcionar livre de corrupção.
Reconhecem e compreendem a importância e riscos dos procedimentos jurídicos que podem se desdobrar dos encaminhamentos desta carta de propostas.
Mas querem dar voz e valorizar o protagonismo dos atletas, sobretudo competidores, na organização esportiva do estado da Bahia, participando das suas instâncias de decisão e promovendo o surf como cultura, filosofia e estilo de vida que busca o equilíbrio entre o corpo, a mente e o espírito; assim como os valores olímpicos universais da amizade, do respeito, da excelência, da determinação, da coragem, da igualdade e da inspiração.
Os eixos do manifesto foram organizados pelo volume das demandas reais e opiniões, principalmente de atletas. Além dos atletas, gestores, artesãos e fabricantes de equipamentos, árbitros, técnicos, produtores de eventos e jornalistas contribuíram para o enriquecimento desta carta. O documento será público e enviado às secretarias de estado, aos órgãos de direito e à imprensa.
As assinaturas poderão ser mantidas em sigilo e não serem divulgadas no documento online para preservar a identidade dos signatários de possíveis represálias e perseguições. É uma opção do assinante.

Vitória
O problema
Em 2018, ano em que o surf está ingressando no rol dos esportes olímpicos, o sistema esportivo está concentrado nas mãos de um pequeno grupo de administradores e empresários. O surf é tratado exclusivamente como negócio privado, em detrimento do ordenamento jurídico e dos interesses sociais.
Durante cerca de 15 anos, a comunidade do surf vem observando o atropelo das leis para a formação, manutenção e escalada de um grupo na direção do esporte. Ritos e solenidades que a lei considera essenciais para a validade de atos administrativos são suprimidos e esquecidos pelas entidades que, supostamente, representam este esporte. Assembleias, ordens normativas, filiações e desfiliações, alterações estatutárias e eleições são falseadas em tramitações irregulares, ilegítimas e inconstitucionais.
Este grupo vem contando, muitas vezes, com a facilitação de outros agentes, inclusive públicos, que burlam o sistema em prejuízo da comunidade esportiva e dos atletas, criando um subsistema de poder paralelo.
Este subsistema tem regras e leis próprias, onde competidores, técnicos, produtores independentes e gestores de associações são reféns, em razão de suas participações nos programas governamentais e da homologação dos eventos, propulsores dos recursos que movimentam os esportes.
Sabe-se que quase todo o cenário esportivo nacional, em quase a totalidade das categorias está nas mesmas condições ou piores que o surf. Mas enquanto as pessoas de bem não se juntarem para expor a cartelização dos esportes, os esquemas viciados, as fraudes, a corrupção e, no caso do surf, as péssimas condições das competições para os atletas, nada vai mudar.
Diante deste quadro, surfistas se reuniram na Bahia durante o mês de fevereiro para propor mudanças no sistema organizacional do surf. Essas propostas foram organizadas em 3 eixos temáticos, construídos e desenvolvidos pelo coletivo de competidores, gestores de entidades e amantes do surf na Bahia, com apoio de surfistas e gestores de outros estados do Brasil.
O resultado deste trabalho será apresentado às autoridades esportivas, governantes, imprensa e entidades de direito, na forma de um MANIFESTO, como base para o diálogo necessário à reestruturação imediata do surf no estado da Bahia.
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EIXOS TEMÁTICOS
1- ORGANIZAÇÃO DO SURF
- Reestruturação imediata da Federação Baiana de Surf:
a) adequação do Estatuto às leis e modernização do modelo de gestão (participativo / coletivo / compartilhado)
b) composição de Conselhos (Técnico / Jurídico / de Atletas) e Secretaria Executiva (Planejamento / Operações / Comunicação e Marketing / Administração e Orçamento)
c) elaboração de regimento interno (código de ética e conduta) com livro de regras (competições e homologações)
- Fomento à formação e manutenção de entidades municipais e regionais / alimentação do sistema esportivo estadual:
a) apoio técnico à elaboração de projetos e captação de recursos
b) interlocução/comunicação entre os distintos níveis da gestão esportiva
2- COMPETIÇÕES
- Fomento à formação da equipe estadual:
a) calendário de circuitos municipais, regionais e estadual
b) elaboração de projetos e captação de recursos (viabilizar campeonatos próprios)
- Distribuição de competências:
a) reciclagem do staff técnico
b) promoção de cursos
c) intercâmbio (inclusive interestadual)
d) rodízio de árbitros e de staff
- Sustentabilidade antes, durante e depois da realização de eventos / dimensão social, econômica e ambiental:
a) escolha do local, acessibilidade, transporte, alimentação e hospedagem dos atletas e acompanhantes (estabelecimento de parcerias e captação para minimização de custos)
c) recrutamento e formação de colaboradores, participantes e voluntários de cada localidade/região (celebrar a diversidade / criar novas oportunidades de trabalho, qualificação e negócios)
d) planejamento e gestão do legado local (estabelecer uma cadeia de valores e otimização de recursos, equipamentos, estruturas etc. / critérios de eficiência, transparência e honestidade)
e) previsão de impactos sociais e ambientais para a comunidade (minimizar desperdícios e resíduos / desenvolver infraestruturas para a seleção e tratamento de resíduos pelos agentes públicos locais / minimizar o impacto sobre a vida e o habitat marinho / inspirar a prática esportiva e o estilo de vida saudável e sustentável)
3 - ATLETAS COMPETIDORES
- Fomento ao desenvolvimento dos atletas:
a) apoio ao treinamento esportivo (tempo e qualidade do treinamento e dos professores/técnicos), nutrição, apoio médico e condições psicossociais
b) apoio técnico ao patrocínio (condições econômicas)
c) apoio do sistema organizacional do esporte (inclusão nos programas e leis de incentivo)
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Os assinantes do Manifesto do Surf da Bahia acreditam que o sistema esportivo deva funcionar livre de corrupção.
Reconhecem e compreendem a importância e riscos dos procedimentos jurídicos que podem se desdobrar dos encaminhamentos desta carta de propostas.
Mas querem dar voz e valorizar o protagonismo dos atletas, sobretudo competidores, na organização esportiva do estado da Bahia, participando das suas instâncias de decisão e promovendo o surf como cultura, filosofia e estilo de vida que busca o equilíbrio entre o corpo, a mente e o espírito; assim como os valores olímpicos universais da amizade, do respeito, da excelência, da determinação, da coragem, da igualdade e da inspiração.
Os eixos do manifesto foram organizados pelo volume das demandas reais e opiniões, principalmente de atletas. Além dos atletas, gestores, artesãos e fabricantes de equipamentos, árbitros, técnicos, produtores de eventos e jornalistas contribuíram para o enriquecimento desta carta. O documento será público e enviado às secretarias de estado, aos órgãos de direito e à imprensa.
As assinaturas poderão ser mantidas em sigilo e não serem divulgadas no documento online para preservar a identidade dos signatários de possíveis represálias e perseguições. É uma opção do assinante.

Vitória
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Os tomadores de decisão
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Abaixo-assinado criado em 25 de fevereiro de 2018