Manifesto da Comunidade Acadêmica Pela Democracia


Manifesto da Comunidade Acadêmica Pela Democracia
O problema
MANIFESTO DA COMUNIDADE ACADÊMICA
EM DEFESA DA DEMOCRACIA
Este manifesto tem a finalidade de posicionamento público sobre a importância do Estado Democrático de Direito, da igualdade de direitos e da promoção de justiça social. Defendemos uma sociedade humanizada, com valores éticos e vida digna para todas as pessoas, e a erradicação da pobreza que hoje assola o nosso país com mais de 33 milhões de brasileiros em situação de fome.
Condenamos todas as ameaças, violações de direitos e preconceitos e nos posicionamos em defesa dos direitos das mulheres, negros, indígenas, jovens, população de rua e comunidade LGBTQIPA+ e em favor da vida, contra o ódio e pela paz.
Repudiamos e desaprovamos toda forma de corrupção, que destrói a sociedade e traz mais desigualdades. Não foram poucas as vezes que tomamos conhecimentos de situações em que o atual Presidente da República estaria impedindo investigações, interferindo na Polícia Federal e acobertando ações de ministros mal-intencionados e incompetentes. A condução sanitária da pandemia de Covid-19, em nosso país, foi confusa e com vários equívocos e descasos do governo, causando milhares de óbitos que poderiam ter sido evitados. O decreto de sigilo de 100 anos sobre assuntos que devem ser transparentes e de conhecimento público é um escárnio para nossa república. O que o governo teria a esconder? Há fortes indícios e denúncias de fraudes e corrupção no governo que estariam sendo ocultadas e não investigadas devido ao aparelhamento e interferência na máquina governamental.
Vivemos tempos sombrios, com perseguições e muitos retrocessos, com cortes de recursos públicos na saúde, na educação e nos programas sociais. O orçamento que deve ser público e transparente, agora é SECRETO, controlado por alguns e sujeito à facilidade para realização de fraudes e desvios de recursos.
Temos a maior taxa de desmatamento registrada nos últimos anos, indicando que o governo não tem protegido a Amazônia e nem buscado a preservação do meio ambiente, com denúncias de órgãos estatais desmantelados não conseguindo exercer efetivamente seu papel na fiscalização da retirada de madeira, da prática de garimpeiros e da pesca predatória e ilegal.
É nítido o desrespeito aos povos indígenas, o que intensifica as invasões a suas terras e a falta de proteção de seus direitos constitucionais, levando-os a confrontos com grileiros e garimpeiros e aumentando o genocídio desses povos originários do nosso Brasil.
O que se vê, frequentemente, por parte do responsável pela nação são manifestações contrárias aos debates sobre racismo e políticas de enfrentamento das desigualdades e violência de cunho étnico-raciais, aumentando os discursos de preconceito e ódio contra a população preta.
O atual presidente notadamente instiga a violência e promove o armamento de parte da população, o que paralelamente vem aumentando o número de mortes violentas em nossa sociedade e disseminando o ódio entre as pessoas. O desrespeito contra mulheres também é praticado por ele e registrado em vídeos com agressões a deputadas e a jornalistas.
A todo momento, vemos a nossa democracia ser ameaçada, ora por defesa de uma ditadura, ora por desrespeito e ameaças ao poder judiciário ou por tentativas de desmoralização de nosso sistema eleitoral.
Nesse contexto delicado da nação brasileira, temos visto que a vida universitária tem ficado excessivamente na capacitação técnica e permanecido à margem da discussão política necessária para a formação de cidadãos críticos, comprometidos com valores coletivos e com a construção de uma sociedade mais humana e igualitária. Acreditamos ser imprescindível que a Universidade saia da formação meramente mercadológica e assuma o seu papel de formadora e propositora de princípios políticos plurais, constituindo-se em espaço vibrante e democrático de discussão, reflexão e proposição de ideias e projetos políticos que visem solucionar os problemas da sociedade brasileira. A política é fundamental e não pode ser tirada da formação universitária!
No processo eleitoral que estamos vivenciando, em seu primeiro turno, perdemos a oportunidade de debater as propostas políticas que os candidatos apresentaram para o país dentro da vida universitária. . A comunidade universitária não pode ficar à margem da vida política brasileira. Política não é crime e a pluralidade de ideias precisa fazer parte do processo de formação universitária!
O momento crítico exige nosso posicionamento contra essa política do atual governo que bloqueia investimentos nas Universidades e Institutos Federais; que não investe nas pesquisas e sucateia a educação, com cortes de recursos orçamentários para a merenda e para novas construções de creches.
Jamais nos calaremos diante das denúncias de corrupção presentes nesse governo. É bom não esquecer do ocorrido no MEC, caso veiculado pela mídia em que o Ministro da Educação da época autorizou dois pastores evangélicos a negociarem, em troca de propina, contratos de obras federais de escolas.
Agora, estamos em um segundo turno eleitoral e temos a oportunidade de mudar a condução de nosso país e, como estudantes, docentes, pesquisadores e técnicos defensores da democracia não podemos permanecer neutros! Temos que nos posicionar em defesa de um projeto político que traduza a sociedade que queremos!
Por nossa democracia, pela cultura de não violência, pelo respeito às diferenças, pelo desarmamento, pela proteção dos povos indígenas, pela preservação do meio ambiente, pela valorização e respeito às mulheres, pelos valores e direitos humanos, por justiça étnico-racial e social, pela educação, pela saúde e em defesa da vida de todos os brasileiros.
VOTAMOS 13
LULA PARA PRESIDENTE DA REPÚBLICA
O problema
MANIFESTO DA COMUNIDADE ACADÊMICA
EM DEFESA DA DEMOCRACIA
Este manifesto tem a finalidade de posicionamento público sobre a importância do Estado Democrático de Direito, da igualdade de direitos e da promoção de justiça social. Defendemos uma sociedade humanizada, com valores éticos e vida digna para todas as pessoas, e a erradicação da pobreza que hoje assola o nosso país com mais de 33 milhões de brasileiros em situação de fome.
Condenamos todas as ameaças, violações de direitos e preconceitos e nos posicionamos em defesa dos direitos das mulheres, negros, indígenas, jovens, população de rua e comunidade LGBTQIPA+ e em favor da vida, contra o ódio e pela paz.
Repudiamos e desaprovamos toda forma de corrupção, que destrói a sociedade e traz mais desigualdades. Não foram poucas as vezes que tomamos conhecimentos de situações em que o atual Presidente da República estaria impedindo investigações, interferindo na Polícia Federal e acobertando ações de ministros mal-intencionados e incompetentes. A condução sanitária da pandemia de Covid-19, em nosso país, foi confusa e com vários equívocos e descasos do governo, causando milhares de óbitos que poderiam ter sido evitados. O decreto de sigilo de 100 anos sobre assuntos que devem ser transparentes e de conhecimento público é um escárnio para nossa república. O que o governo teria a esconder? Há fortes indícios e denúncias de fraudes e corrupção no governo que estariam sendo ocultadas e não investigadas devido ao aparelhamento e interferência na máquina governamental.
Vivemos tempos sombrios, com perseguições e muitos retrocessos, com cortes de recursos públicos na saúde, na educação e nos programas sociais. O orçamento que deve ser público e transparente, agora é SECRETO, controlado por alguns e sujeito à facilidade para realização de fraudes e desvios de recursos.
Temos a maior taxa de desmatamento registrada nos últimos anos, indicando que o governo não tem protegido a Amazônia e nem buscado a preservação do meio ambiente, com denúncias de órgãos estatais desmantelados não conseguindo exercer efetivamente seu papel na fiscalização da retirada de madeira, da prática de garimpeiros e da pesca predatória e ilegal.
É nítido o desrespeito aos povos indígenas, o que intensifica as invasões a suas terras e a falta de proteção de seus direitos constitucionais, levando-os a confrontos com grileiros e garimpeiros e aumentando o genocídio desses povos originários do nosso Brasil.
O que se vê, frequentemente, por parte do responsável pela nação são manifestações contrárias aos debates sobre racismo e políticas de enfrentamento das desigualdades e violência de cunho étnico-raciais, aumentando os discursos de preconceito e ódio contra a população preta.
O atual presidente notadamente instiga a violência e promove o armamento de parte da população, o que paralelamente vem aumentando o número de mortes violentas em nossa sociedade e disseminando o ódio entre as pessoas. O desrespeito contra mulheres também é praticado por ele e registrado em vídeos com agressões a deputadas e a jornalistas.
A todo momento, vemos a nossa democracia ser ameaçada, ora por defesa de uma ditadura, ora por desrespeito e ameaças ao poder judiciário ou por tentativas de desmoralização de nosso sistema eleitoral.
Nesse contexto delicado da nação brasileira, temos visto que a vida universitária tem ficado excessivamente na capacitação técnica e permanecido à margem da discussão política necessária para a formação de cidadãos críticos, comprometidos com valores coletivos e com a construção de uma sociedade mais humana e igualitária. Acreditamos ser imprescindível que a Universidade saia da formação meramente mercadológica e assuma o seu papel de formadora e propositora de princípios políticos plurais, constituindo-se em espaço vibrante e democrático de discussão, reflexão e proposição de ideias e projetos políticos que visem solucionar os problemas da sociedade brasileira. A política é fundamental e não pode ser tirada da formação universitária!
No processo eleitoral que estamos vivenciando, em seu primeiro turno, perdemos a oportunidade de debater as propostas políticas que os candidatos apresentaram para o país dentro da vida universitária. . A comunidade universitária não pode ficar à margem da vida política brasileira. Política não é crime e a pluralidade de ideias precisa fazer parte do processo de formação universitária!
O momento crítico exige nosso posicionamento contra essa política do atual governo que bloqueia investimentos nas Universidades e Institutos Federais; que não investe nas pesquisas e sucateia a educação, com cortes de recursos orçamentários para a merenda e para novas construções de creches.
Jamais nos calaremos diante das denúncias de corrupção presentes nesse governo. É bom não esquecer do ocorrido no MEC, caso veiculado pela mídia em que o Ministro da Educação da época autorizou dois pastores evangélicos a negociarem, em troca de propina, contratos de obras federais de escolas.
Agora, estamos em um segundo turno eleitoral e temos a oportunidade de mudar a condução de nosso país e, como estudantes, docentes, pesquisadores e técnicos defensores da democracia não podemos permanecer neutros! Temos que nos posicionar em defesa de um projeto político que traduza a sociedade que queremos!
Por nossa democracia, pela cultura de não violência, pelo respeito às diferenças, pelo desarmamento, pela proteção dos povos indígenas, pela preservação do meio ambiente, pela valorização e respeito às mulheres, pelos valores e direitos humanos, por justiça étnico-racial e social, pela educação, pela saúde e em defesa da vida de todos os brasileiros.
VOTAMOS 13
LULA PARA PRESIDENTE DA REPÚBLICA
Vitória
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Abaixo-assinado criado em 20 de outubro de 2022