LEQUE SIM

22

Vamos chegar a 25 assinaturas!
Os abaixo-assinados com mais de 1.000 apoiadores têm cinco vezes mais chances de ganhar!

O problema

"O PROBLEMA "

Os leques se tornaram um elemento cultural presente em diversos shows no Brasil, especialmente entre fãs que utilizam o acessório como parte da experiência do evento.

Embora modelos rígidos possam, em determinadas circunstâncias, apresentar algum inconveniente, transformar sua existência em uma questão de segurança coletiva que justificaria uma proibição geral é  uma medida extremamente desproporcional.

Em eventos grandes é evidentemente necessário estabelecer regras de segurança, porém  essas regras precisam considerar pontos importantes como: a gravidade real do risco e frequência com que ele ocorre.

A discussão não deveria partir da pergunta "como podemos proibir os leques?", mas de uma questão muito mais simples:

Existe realmente um risco SUFICIENTE para justificar a proibição de um objeto que milhares de pessoas utilizam normalmente sem causar problemas?

 

  1. Por que os leques rígidos não deveriam ser proibidos?

Obstrução da visão NÃO é um problema exclusivo dos leques. Esse argumento é fraco e infantil, seguindo essa lógica até o fim, seria necessário proibir praticamente tudo que uma pessoa pode levantar durante um show.

1 Cartazes bloqueiam a visão.

2.Lightsticks bloqueiam a visão.

3.Celulares levantados bloqueiam a visão.

4. IRMÃO, BRAÇOS LEVANTADOS BLOQUEIAM A VISÃO!.

5. Pessoas altas bloqueiam a visão.

Até a cabeça do indivíduo  na sua frente pode bloquear a visão. E até onde eu sei, ainda não temos  uma política de segurança que permita remover o crânio do espectador durante o evento.

Logo, se você quer ser uma pessoa razoável o correto seria avaliar a frequência, a duração e a intensidade dessa obstrução.

Se você me falar que um leque utilizado ocasionalmente é a mesma coisa de  uma bandeira gigante sendo mantida  durante todo show, talvez seja a hora de retornar a estudar medidas e proporções de objetos.

Tá, mas vamos tentar levar a sério a pauta, se a preocupação é a visibilidade, então não é mais simples só orientar contra tamanhos excessivos? Ou então, sobre que sejam  abaixados durante determinados momentos?

        2. O risco de acidente existe, mas isso não significa que a proibição seja necessária

Tudo que possui uma  estrutura física e, naturalmente, poderiam causar algum desconforto ou até uma lesão caso fossem utilizados de maneira inadequada.

Mas aqui existe uma diferença importante entre: É possível que algo dê errado para "o risco é tão relevante que o objeto precisa ser proibido."

Minha filha, se a simples possibilidade de um objeto atingir alguém fosse suficiente para justificar sua proibição, seria melhor cancelar o evento e distribuir cadeiras acolchoadas a 4 metros distantes uma da outra.

Qualquer objeto pode ser utilizado de maneira inadequada:

1. Um celular pode cair no rosto de alguém.

2.Uma garrafa pode ser derrubada.

3. A Army bomb pode atingir uma pessoa.

4. Até a bolsa levada pode causar acidentes em uma multidão.

Além disso, o uso normal de um leque não pressupõe que as pessoas estejam deliberadamente girando o objeto como se estivessem tentando atingir quem está ao redor.

O que eu quero dizer é que acidentes devem ser prevenidos, mas não devemos tratar todo objeto potencialmente envolvido em um acidente como uma ameaça.

 

    3. O argumento do ruído é especialmente frágil

Shows são ambientes naturalmente barulhentos. Existe música, público cantando, gritos, aplausos, conversas, celulares, efeitos de palco e milhares de pessoas se movimentando simultaneamente.

    4. Acessibilidade não deveria ser utilizada como argumento para proibir indiscriminadamente

A acessibilidade e a consideração por pessoas com diferentes sensibilidades são extremamente importantes. Mas justamente por isso o argumento precisa ser aplicado com cuidado.

Pessoas podem ter sensibilidades diferentes a ruídos, luzes, multidões, cheiros, movimentos, contato físico, gritos e etc e etc.

Se a questão é eliminar qualquer elemento potencialmente desconfortável , então o conceito de show começaria a ser a sala de espera de um consultório.

 

Já que a pessoa do outro abaixo assinado citou poticia de segurança, então vamos focar nisso também,  aqui wu coloco o contraponto que a própria política de segurança dos eventos não sustenta necessariamente a proibição

Para fazer a comparação com o que é proibido é preciso primeiro entender o por que da proibição de casa objeto listado.

- Bastões para fotografia: Possuem estrutura rígida e alongada, foi feito para permanecer levantado, aumento muito o risco de pegar em outras pessoas.

É muito difícil que o leque tenha as mesmas características de comprimento, peso ou utilização.

- Guarda-chuvas: Além da estrutura rígida, tem pontas agudas e em situações de emergência são perigosos por obstruir grande parte da visão  quando abertos em meio a uma multidão.

Novamente, não são necessariamente equivalentes a um leque.

-  Bandeiras e mastros: Possuem estruturas longas, podendo alcançar pessoas que estão várias fileiras adiante.

Comparar um mastro de bandeira com um leque pequeno só  porque ambos possuem partes rígidas é uma simplificação excessiva.

Entende meu ponto? Se o ponto é a preocupação então que seja por proporção. É muito mai a lógico, se for levado a diante de virar uma política de segurança do local que seja estabelecido  um tamanho máximo para os leques ou ainda  proibir modelos excepcionalmente grandes.

Teria até outras formas de conciliar os interesses, comk sei lá, orientar  a não manter o objeto constantemente levantado?

Essa pauta me parece muito de alguém que ainda não compreendeu que em uma sociedade nem todo problema é possível e nem viável que seja resolvido com uma proibição absoluta. A regra razoável já funciona. 

 

"Mas e o direito dos outros espectadores?"

Ue, exatamente. E preciso tirar o olho do próprio umbigo e perceber que o direito dos outros funciona nos dois sentidos. 

Quem comprou seu ingresso também tem direito de participar da experiência e utilizar acessórios permitidos pelo evento, desde que não esteja causando um prejuízo concreto aos demais.

Não gostar do leque  não significa que ele  deva ser proibido. Consultas podem ser corrigidas, é perfeitamente possível responsabilizar uma conduta inadequada sem criminalizar o objeto.

 

 O Código de Defesa do Consumidor e blá, blá, blá

Repita comigo: nem todo  risco hipotético  deve resultar na eliminação de objetos ou comportamentos permitidos.

O objetivo é justamente que as políticas de segurança devem buscar o equilíbrio entre proteção, razoabilidade e proporcionalidade.

Se o risco é baixo, eventual ou facilmente controlável então a proibição só serviria para inflar o ego de vocês aí.

Nesse ritmo, daqui a pouco criam um abaixo assinado para que as pessoas não levantem os braços durante o refrão.

É verdade que pequenos problemas podem adquirir grandes proporções quando multiplicados por 80 mil pessoas, só que o mesmo raciocínio funciona ao contrário: 80 mil pessoas usando um leque  sem incidentes relevantes também é uma informação importante.

Até onde eu pesquisei, não teve nenhum relato de acidente nos dias de show do Harry Styles, quee vai ser no mesmo lugar, aliás até onde eu pesquisei, não teve nenhum acidente relevante com leques em 2026 no Brasil. 

Enfim, ficou grande o texto mas a intenção era dar um contraponto em todos os argumentos feitos no outro abaixo assinado. É isso aí, assinem esse aqui e vamos pra cima de FYA com leque sim. 

avatar of the starter
Bambi BiCriador do abaixo-assinado

Atualizações do abaixo-assinado

Compartilhar este abaixo-assinado

Abaixo-assinado criado em 11 de agosto de 2026