Justiça para a menina "Julia" - aborto após estupro

Justiça para a menina "Julia" - aborto após estupro

The Issue

English version at the end

Uma menina de 13 anos, identificada como "Julia" em uma reportagem do Intercept pelos jornalistas Tatiana Dias, Nayara Felizardo e Paulo Motoryn, está sendo impedida pela justiça de Goiás a realizar um aborto seguro e legal após estupro.

"Uma luta contra o tempo"

https://www.intercept.com.br/2024/07/10/justica-obriga-menina-de-13-anos-a-manter-gestacao-apos-estupro-em-goias/

O próprio pai da menina procura dificultar o acesso da filha ao aborto por "questões religiosas". Conta a reportagem que "Julia" também é fruto de estupro de vulnerável - ela teria nascido quando sua mãe teria apenas 12 anos de idade. "Julia" decidiu interromper a gestação ainda com 18 semanas e, por conta de duas recusas do hospital e uma da justiça, caminha para a 28ª semana. Por conta de sua tenra idade, quanto mais perto "Julia" estiver perto do fim da gravidez, maior risco para a sua vida e para o bebê. 

Os fatos são claros: um projeto de lei que impediria o aborto mesmo após estupro foi recentemente derrubado; um aborto após estupro continua sendo legal no Brasil, em qualquer idade gestacional e, no caso de meninas menores de idade, não necessita de autorização parental.

Além disso, "segundo estudo publicado na American Journal of Obstetrics and Gynaecology, meninas de 10 a 15 anos têm quatro vezes mais chances de sofrer morte materna do que entre mulheres mais velhas."

"Julia" foi estuprada por um homem de 24 anos que é conhecido do pai da menina. Entretanto, menos de 4% das meninas de 10 a 14 anos grávidas por estupro têm acesso ao aborto legal no Brasil.

Precisamos pressionar as autoridades para que "Julia" realize um aborto legal e seguro. "A gravidez nessa idade, além de ser fruto de crime sexual, já que menores de 14 anos são considerados vulneráveis pela justiça, também se enquadra em outra categoria de aborto legal no Brasil: risco de vida à mãe." Justiça por Julia!

Justice for Julia to have access to an abortion after rape

A 13-year-old girl, identified as "Julia" in an Intercept report by journalists Tatiana Dias, Nayara Felizardo and Paulo Motoryn, is being prevented by Goiás courts from having a safe and legal abortion after rape.

"A fight against time"

https://www.intercept.com.br/2024/07/10/justica-obriga-menina-de-13-anos-a-manter-gestacao-apos-estupro-em-goias/

The girl's father himself seeks to make it difficult for his daughter to have an abortion for "religious reasons". The report says that "Julia" is also the result of rape by a vulnerable person - she was born when her mother was just 12 years old. "Julia" decided to terminate the pregnancy at 18 weeks and, due to two refusals from the hospital and one from the courts, she is heading towards the 28th week. Due to her young age, the closer "Julia" is to the end of her pregnancy, the greater the risk to her life and the baby's.

The facts are clear: a bill that would have prevented abortion even after rape was recently shot down; An abortion after rape continues to be legal in Brazil, at any gestational age and, in the case of underage girls, it does not require parental authorization.

Furthermore, "according to a study published in the American Journal of Obstetrics and Gynaecology, girls aged 10 to 15 are four times more likely to suffer maternal death than among older women."

"Julia" was raped by a 24-year-old man who is known to the girl's father. However, less than 4% of girls aged 10 to 14 who are pregnant due to rape have access to legal abortion in Brazil.

We need to pressure the authorities so that "Julia" can have a legal and safe abortion. "Pregnancy at this age, in addition to being the result of a sexual crime, as children under 14 are considered vulnerable by the courts, also falls into another category of legal abortion in Brazil: risk to the mother's life." Justice for Julia!

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Andreia NobrePetition StarterJornalista e escritora premiada Journalist and award-winning writer

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Uma menina de 13 anos, identificada como "Julia" em uma reportagem do Intercept pelos jornalistas Tatiana Dias, Nayara Felizardo e Paulo Motoryn, está sendo impedida pela justiça de Goiás a realizar um aborto seguro e legal após estupro.

"Uma luta contra o tempo"

https://www.intercept.com.br/2024/07/10/justica-obriga-menina-de-13-anos-a-manter-gestacao-apos-estupro-em-goias/

O próprio pai da menina procura dificultar o acesso da filha ao aborto por "questões religiosas". Conta a reportagem que "Julia" também é fruto de estupro de vulnerável - ela teria nascido quando sua mãe teria apenas 12 anos de idade. "Julia" decidiu interromper a gestação ainda com 18 semanas e, por conta de duas recusas do hospital e uma da justiça, caminha para a 28ª semana. Por conta de sua tenra idade, quanto mais perto "Julia" estiver perto do fim da gravidez, maior risco para a sua vida e para o bebê. 

Os fatos são claros: um projeto de lei que impediria o aborto mesmo após estupro foi recentemente derrubado; um aborto após estupro continua sendo legal no Brasil, em qualquer idade gestacional e, no caso de meninas menores de idade, não necessita de autorização parental.

Além disso, "segundo estudo publicado na American Journal of Obstetrics and Gynaecology, meninas de 10 a 15 anos têm quatro vezes mais chances de sofrer morte materna do que entre mulheres mais velhas."

"Julia" foi estuprada por um homem de 24 anos que é conhecido do pai da menina. Entretanto, menos de 4% das meninas de 10 a 14 anos grávidas por estupro têm acesso ao aborto legal no Brasil.

Precisamos pressionar as autoridades para que "Julia" realize um aborto legal e seguro. "A gravidez nessa idade, além de ser fruto de crime sexual, já que menores de 14 anos são considerados vulneráveis pela justiça, também se enquadra em outra categoria de aborto legal no Brasil: risco de vida à mãe." Justiça por Julia!

Justice for Julia to have access to an abortion after rape

A 13-year-old girl, identified as "Julia" in an Intercept report by journalists Tatiana Dias, Nayara Felizardo and Paulo Motoryn, is being prevented by Goiás courts from having a safe and legal abortion after rape.

"A fight against time"

https://www.intercept.com.br/2024/07/10/justica-obriga-menina-de-13-anos-a-manter-gestacao-apos-estupro-em-goias/

The girl's father himself seeks to make it difficult for his daughter to have an abortion for "religious reasons". The report says that "Julia" is also the result of rape by a vulnerable person - she was born when her mother was just 12 years old. "Julia" decided to terminate the pregnancy at 18 weeks and, due to two refusals from the hospital and one from the courts, she is heading towards the 28th week. Due to her young age, the closer "Julia" is to the end of her pregnancy, the greater the risk to her life and the baby's.

The facts are clear: a bill that would have prevented abortion even after rape was recently shot down; An abortion after rape continues to be legal in Brazil, at any gestational age and, in the case of underage girls, it does not require parental authorization.

Furthermore, "according to a study published in the American Journal of Obstetrics and Gynaecology, girls aged 10 to 15 are four times more likely to suffer maternal death than among older women."

"Julia" was raped by a 24-year-old man who is known to the girl's father. However, less than 4% of girls aged 10 to 14 who are pregnant due to rape have access to legal abortion in Brazil.

We need to pressure the authorities so that "Julia" can have a legal and safe abortion. "Pregnancy at this age, in addition to being the result of a sexual crime, as children under 14 are considered vulnerable by the courts, also falls into another category of legal abortion in Brazil: risk to the mother's life." Justice for Julia!

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